31/08/2011

As chaves da ascensão espiritual – Ramatis

Meu mais profundo afeto e amor a todos os seres de luz que estão buscando a conexão e expansão do vosso Ser Espiritual.


Hoje vamos explicar quais são as chaves da ascensão espiritual, porque existe certa confusão e ambigüidade a este respeito. É necessário compreender o significado real e a finalidade da ascensão espiritual, para saber para onde seguir, estabelecer uma metodologia adequada e desenvolver a perseverança e inspiração para obter êxito no processo.

A ascensão espiritual é um estado de transformação interior mediante a qual somos conscientes da diferença que existe entre o nosso Ser Divino e as expressões físicas densas ou sutis da energia cósmica. No momento atual estão existindo em dois planos que estão coexistindo ao mesmo tempo: o plano físico ou material e o plano espiritual. A ascensão espiritual não está relacionada com a transubstanciação da matéria, no entanto, é um efeito de semelhante processo. Há muitas pessoas, dentro do âmbito da nova era que pensam que a ascensão espiritual está relacionada com a translação do corpo físico para uma dimensão superior. Apesar disto se poder produzir, eu fui um exemplo vivo disso, não é a essência nem a finalidade do processo. Há também outro setor de operadores da luz que pensam que a ascensão espiritual é transitar para as dimensões superiores, para experimentar e desfrutar a forma de vida que há nesses planos. Isto também é uma conseqüência da expansão e depuração da consciência.

A ascensão espiritual está associada à transformação e expansão da vossa consciência e conexão com vossa Presença Divina ou Ser Superior e com Deus.

Isto implica uma forma de vida específica na conduta, nos valores e atitudes que fazem parte da dinâmica quotidiana do indivíduo e não de algumas circunstâncias ou momentos específicos. Para os seres de evolução superior não existe diferença entre os momentos de introspecção ou conexão com o plano do Ser e a Fonte Divina e suas atividades diárias, porque vivem em um estado de conexão plena e constante. Essa dicotomia existencial acontece em pessoas como vós que habitualmente estais flutuando no plano das polaridades, devido a vossa forma de vida e não encontrais alinhados com a Fonte Divina.

Os seres que vivem nas dimensões superiores a vossa conquistaram os níveis de evolução superior em virtude do seu esforço pessoal, integridade e conhecimento da dinâmica da evolução cósmica. Muitos de vós associais ascensão espiritual com melhores condições e prestações existenciais que permitem desfrutar mais das múltiplas manifestações da matéria. Isto, amados irmãos do cosmo, é um nível de compreensão distorcido que não tem nada a ver com a realidade. Evidentemente, quando se está vibrando em sinergia e sintonia com o plano cósmico da evolução com o Criador Infinito, as condições existenciais são otimizadas e existe uma sensação de harmonia, paz e bem-aventurança interior inexplicáveis. Neste momento da vossa evolução é importante que compreendas que a finalidade da ascensão espiritual consiste em instalar os paradigmas aquarianos no qual predomina um espírito fraternal e solidário para vossos congêneres e demais formas de vida, e onde os interesses pessoais não existem. O serviço fraternal e desinteressado sem expectativas de nenhum tipo é a tônica dominante que direciona e fundamenta a vida das pessoas que vibram a este nível.

Todavia não haveis compreendido que tudo que pensais e sentis afeta a vossa sensibilidade e consciência espiritual. Vossas ações não correspondem aos paradigmas que a Hierarquia Cósmica já vos transmitiu. Existe uma incongruência entre o que decidis, fazeis e pensais, além disso, seguem alimentando a ilusão, como ferramenta que o vosso ego utiliza com freqüência. Mas as esferas de luz desejam ajudá-los, não deveis pensar que sem reunir os pré-requisitos necessários vais conseguir ascender. A magnanimidade está presente em nós e também as dispensas especiais, mas se não cumpris os pré-requisitos, a própria dinâmica evolutiva os impedirá de ascender. Se os falo nesses termos é para que sejam conscientes da importância do tema, e que sejais honestos e sinceros com vós mesmos e não caiais na ilusão e nem deixeis iludir-se por propostas espirituais que são mais inspiradoras, mas que não tem nada haver com a realidade. Uma vez mais vos digo que “A Obscuridade se Disfarça de Luz” para provar a vossa integridade espiritual, e os meios que a utilizam são diversos. Assim, estais alerta e perseverantes nos vossos desejos de melhorar e renovar plenamente aquelas estruturas de vossa evolução que são dissonantes e que lesionam e bloqueiam vossa sensibilidade espiritual.

Em continuação vou enumerar as chaves da ascensão espiritual, para os que realmente estejais interessados em formar parte do novo coletivo aquariano e colaborar com a implantação dos paradigmas de Aquário.

1º Chave: aprender a discernir a informação real da fraudulenta, mesmo que essa pareça linda, isso se detecta quando não estimula a transformação, a consciência e o assumir da responsabilidade.

2º Chave: compreender que deveis modificar vossos maus hábitos que afetam vosso corpo físico, emocional e psique. A dieta é um fator extremamente importante, porque o que ingeris tem uma freqüência vibratória energética que influenciará o vosso corpo energético e corpos inferiores. O consumo de carnes, pescados e outras substâncias tóxicas (álcool, tabaco, café, drogas, etc.) são muito nocivos para a vossa saúde e estimulam a agressividade.
Quando consomes estes alimentos e substâncias estais envolvidos na transgressão da lei cósmica da evolução por não respeitar a vida dos outros seres vivos que estão no vosso planeta a evoluir, que são seus irmãos menores que deveis amar e proteger. Se não compreendeis este conceito dificilmente podereis entender e integrar conceitos de índole superior. Há um amplo setor de operadores da luz que não são conscientes da importância de uma dieta livre de violência e de comer o mais puro e simples possível.

3º Chave: utilizar a metodologia adequada e diária para desenvolver a renovação interior e a expansão da consciência e sensibilidade espiritual. Não deveis ser preguiçosos e conformados com o mínimo de tempo possível. Em função do tempo que investes em vosso trabalho interior assim serão os resultados. Aqueles que mais compromisso pessoal e tempo dedicam são os que manifestam maiores níveis de crescimento pessoal. É importante que, com o tempo, incorporeis o “Fator Qualidade”, porque a inércia é o mais habitual quando se chega as praticas diária. Para isto é necessário que compreendais que o compromisso é com vós mesmos. Nem a hierarquia espiritual nem o Criador Infinito beneficiam-se, porque eles já estão vibrando na tessitura da luz infinita e primordial que emana de Deus e que o impregna e sustenta de amor, beleza e harmonia.

4º Chave: estar disposto a despojar daquilo que seja um lastre e obstáculo na vossa evolução e aceitar o que contribua para estimulá-la, sem que isso seja um incomodo e desagradável, porque faz parte da depuração e crescimento interior. As crises, os desafios, adoção e integração de suportes e paradigmas que estimulam vossa conexão com vós mesmos, e com Deus deve ser uma finalidade do vosso trabalho interior.

5º Chave: não se iludir. O alerta constante deve estar presente em vossa vida, porque o ego utiliza múltiplas estratégias para convencê-lo de que estais fazendo bem. Um dos sintomas da ilusão é quando não se produzem crises e convulsões internas, pensais que os padrões discordantes que mais desagradam e lesionam já estão resolvidos. Não se iludir é sinônimo de ser íntegros e sinceros e saber discernir se estais progredindo na direção adequada, e não compactuar com as zonas obscuras do vosso ego nem com aqueles ou aquilo que a estimula.

6º Chave: aprender a selecionar as pessoas com as quais relacionais. Nem todos os operadores de luz estão vibrando na luz, na afinação adequada, nem sua conduta, nem caráter são harmônicos. Se realmente desejais progredir espiritualmente deveis buscar aqueles que estão num nível de evolução superior, cuja conduta e caráter são virtuosos e um exemplo para os demais.

Sempre estão se auto-evoluindo e renovando, sem pactuar com o ego, nem com as dinâmicas fraudulentas, por muitas sugestivas e agradáveis que possam ser. Não existe neles dicotomia entre o que dizem, pensam ou fazem, porque estão alinhados e vibram em sintonia e sinergia com os paradigmas aquarianos. Não fazem concessões evolutivas de nenhum tipo e sempre estão dispostos a honrar e amar a verdade.

7º Chave: compreender que nem tudo o que é luminoso tem origem no divino, e que as forças da obscuridade vigiam, e que os imprudentes e desonestos são presas de seus estratagemas disfarçados de luz, harmonia e amor. Vossa perspectiva e integridade deve ser tal que saibais discernir entre a ficção e a realidade, a luz da obscuridade, apesar das aparências. Na atualidade, a polaridade negativa desenhou uma grande variedade de formatos para captar a atenção daqueles que carecem de visão e integridade espiritual. Assim, pois, permanecei alerta e sede muito sinceros e honestos, ferramentas vitais para que singreis com êxito a senda da ascensão espiritual.

8º Chave: desenvolver a humildade e simplicidade de propósito. Em vosso nível de evolução não sois imunes a vaidade, marca evolutiva que afeta a maioria dos operadores da luz. Deveis ser implacáveis e perseverantes para expulsar qualquer vestígio de soberba, porque é um vírus cancerígeno que produz disfunções dolorosas e destrutivas em vosso desenvolvimento espiritual. Só os tranqüilos e humildes podem captar a atenção do Criador Infinito ao compreender que são meros instrumentos e manifestações do seu poder criativo, desenhados para colaborar em sinergia e sintonia com o plano cósmico da evolução.

9º Chave: desvincular-se de tudo aquilo que promove exploração, especulação, manipulação humana e dos recursos energéticos do planeta. Quanto mais alinhados estais com os paradigmas aquarianos e com a vossa Presença Divina, mais simplificarás vossa vida e menos necessidades tereis. O consumismo infringe contra as leis da vida e da evolução, pois estão fundamentadas na exploração dos semelhantes, de outras formas de vida e de recursos energéticos do planeta. O consumismo conduz à especulação, da especulação à fraude e da fraude à violência e frustração que afetam vossos corpos inferiores e paralisam vossa sensibilidade espiritual. Por tanto é imperativo que abandones estas dinâmicas discordantes com a vida.

10º Chave: promover os respeito para com os processos dos demais e desenvolver uma atitude conciliadora, onde a colaboração fraternal e solidária sejam as bases da vossa interação com os seus semelhantes. Todos estais onde deveis estar, mas se instalais os códigos e os paradigmas da ascensão aquarianas produzir-se-á uma convergência e diálogo entre vós. As diferenças devem afastar-se quando a finalidade é comum, por isso, é imperativo que instaleis e ativeis os arquétipos da evolução aquariana para que o consenso, o respeito, o amor, a harmonia e a paz imperem na vossa vida no planeta Terra. Só assim podereis honrar a insígnia designada “Operadores da Luz” que transmite amor, paz e harmonia a todos aqueles que se relacionam com vós, e a luz divina resplandecerá e nutrirá vosso coração e Presença Divina.


Creditos: http://revolucaodosindigos.wordpress.com/

30/08/2011

História do perfume


Uma derivação do latim “per fumus” a palavra “perfume” significa “através do fumo”, numa clara alusão à arte de confeccionar aromas irresistíveis, uma arte que existe há milhares de anos. Ao longo da sua história, o perfume já desempenhou vários papéis: uma substância sagrada, terapêutica, uma forma de embelezamento do corpo e uma arma de sedução.




Perfume primitivo

Depois do homem ter descoberto o fogo, depressa aprendeu que a queima de algumas madeiras, resinas e ervas, libertavam aromas agradáveis e tudo o que era agradável os povos primitivos utilizavam para agradar aos deuses. Esta prática foi adoptada pelos Egípcios que, através de rituais específicos, queimavam substâncias aromáticas diferentes a horas distintas do dia. O papel do perfume nos rituais religiosos foi dominante até ao século XVI a.C. A partir dessa altura, ou seja entre os anos 1580 e 1085 a.C., os perfumes eram utilizados de duas maneiras: ou queimados na forma de incenso ou aplicados no corpo através de bálsamos e óleos perfumados com intuitos médicos, mas também cosméticos, aos quais as mulheres egípcias começaram a recorrer com frequência, utilizando-os como armas de sedução. Diz-se que Cleópatra era perita nesta arte, mas também na arte de confeccionar os seus próprios perfumes. Aliás, os egípcios começaram a utilizar os seus vastos conhecimentos na área para criar os óleos necessários para embalsamar os seus mortos, prática que dominaram como mais ninguém. Da sua contribuição para a história do perfume ficaram ainda alguns dos primeiros frascos de perfume em vidro.



Um aroma que ficou

As fragrâncias perfumadas seguiram depois para todo o mundo. Na Índia, e depois de uma utilização inicial estritamente religiosa, tornaram-se num dos maiores prazeres das mulheres indianas, que passavam horas a fio submersas em banhos perfumados ou a untarem o corpo com óleos divinais. Nessa altura, uma mulher que não estivesse perfumada, era uma mulher que não estava bem! Na China e no Japão, os perfumes não eram directamente aplicados no corpo, mas eram utilizados para pulverizar os kimonos ou usados num saquinho ao pescoço.



A Grécia faz história

Seguiu-se uma paragem na Grécia, onde o perfume viveu um dos primeiros de três marcos muito importantes da sua história. Os gregos aperfeiçoaram a técnica dos egípcios, ao juntarem óleos perfumados com flores, às especiarias, bálsamos e gomas.Na realidade, introduziram a técnica de maceração, que implicava a imersão de substâncias orgânicas (neste caso utilizavam principalmente rosas, lírios e violetas) em óleos quentes. Na Grécia, os heróis falecidos em combate eram homenageados com a queima de perfumes e Hipócrates utilizou-os na prática medicinal, no entanto, estes aromas continuaram a ser fonte de muitos prazeres.



Roma perfumada

Centro de todos os luxos e excessos, não é difícil de imaginar o sucesso do perfume aquando da sua chegada ao Império Romano. Desde pulverizar as solas das suas sandálias e as cabeças dos convidados de qualquer banquete, às soleiras das portas e as bandeiras militares para trazer sorte, a vida romana era afogada em perfumes inebriantes! Reza a história que quando Cleópatra deixava Marco António, ordenava que as velas do seu navio fossem embebidas em perfume, para que o vento deixasse um rasto para o seu amante. Acima de tudo, os romanos destacaram-se pela forma como desenvolveram e melhoraram a arte de confeccionar perfumes, nomeadamente as técnicas de maceração e de enfleurage (saturação de uma gordura através de pétalas perfumadas). No entanto, as invasões bárbaras, a queda do Império Romano e os tempos que se seguiram, depressa fizeram esquecer o sumptuoso perfume.



Um perfume das Arábias

Especialistas em especiarias e pós odoríferos, é aos árabes que se deve o segundo marco mais importante da história do perfume: a invenção do método de destilação e dos instrumentos utilizados para o fazer – a serpentina e o alambique. O que torna esta descoberta tão especial? A experimentação e posterior uso do álcool como base de todo o perfume, tal como o conhecemos hoje! Mas os árabes não ficaram por aí, inventaram ainda a técnica da purificação de gomas e resinas, com recurso a água de chuva destilada. Os perfumes teriam voltado, e desta vez, para ficar!



Idade Média e Renascimento: a consagração

O gosto europeu pelo perfume é inegável durante a Idade Média e o Renascimento onde, para além de ser utilizado em inúmeros tratamentos terapêuticos e medicinais (sem esquecer a utilização de alecrim nas fumigações contra a peste!), o perfume ganha um novo estatuto ao ser aplicado em colarinhos perfumados, rosários e “almofadas” aromáticas, estas últimas para trazer ao pescoço ou em forma de pulseira. A famosa “água de Hungria” – talvez o primeiro perfume pessoal – concebido em 1370 à base de rosa, hortelã, erva-cidreira, limão, alecrim e flor de laranjeira, liderou o mercado da perfumaria durante vários séculos.



Séculos XVI a XVIII

Os italianos, espanhóis e franceses encarregaram-se de divulgar esta preciosidade fragrante à restante Europa, o que veio mesmo a calhar, sendo que, nos séculos XVI e XVII os perfumes fortes substituíram, literalmente, a higiene pessoal! Nesta altura, estar “limpo” não era tomar banho e lavar o cabelo, mas sim perfumar todo o corpo (cabelo e hálito incluídos!) com pós, pomadas, óleos e águas aromáticas. Uma loucura total que passou para outros gestos do quotidiano onde tudo era perfumado: desde cartas e almofadas, a perucas, leques e objectos religiosos!



Com o lançamento das luvas perfumadas em França, no século XVII, os franceses tomaram-lhe o gosto e a indústria da perfumaria estabeleceu-se rapidamente, sendo Paris o seu quartel-general. Os produtores de perfumes ficaram ainda conhecidos por criarem venenos disfarçados como perfumes, um dos quais matou uma duquesa francesa que morreu depois de calçar um par de luvas “perfumadas”, que permitiu a infiltração do veneno na sua pele. A corte de Louis XV foi até baptizada de “corte perfumada”, devida à quantidade de perfume que era pulverizado nas roupas, leques e mobília do palácio.



O século XVIII trouxe perfumes mais doces e suaves, lançou grandes nomes da perfumaria mundial (Fargeon, Lubin, Houbigant…), introduziu a primeira água-de-colónia e uma variedade de frascos que apelavam tanto quanto os perfumes que continham. Nem a Revolução Francesa travou o gosto pela perfumaria, tendo existido, inclusive, o "Parfum a la Guillotine." As preferências de Napoleão (que gastava 60 frascos de jasmim todos os meses!) também se fizeram saber e como apenas tolerava a água-de-colónia, os perfumes masculinos e os femininos passaram a ser diferenciados. A sua esposa, Josefina, preferia as fragrâncias intensas, à base de almíscar, tanto até que sessenta anos após a sua morte, ainda se sentia o perfume no seu boudoir.



Século XIX, século aromático

Com a viragem de um novo século, também o mundo da perfumaria assistiu a muitas novidades! Às casas de perfume francesas, juntaram-se as inglesas, entre muitas outras, e utilizar perfumes desta ou daquela casa tornou-se um símbolo de estatuto. A alquimia – que até agora privilegiava o uso de substâncias naturais, animas e vegetais através de técnicas de enflourage, destilação e espremedura – deu lugar à química dos produtos odoríferos de síntese, o que abriu os horizontes da perfumaria, introduzindo uma combinação de aromas possíveis quase infinita! Foi este o terceiro marco histórico do perfume…que não obstante continuou a apelar a todos os sentidos, até ao olhar, com a crescente importância dos frascos e da apresentação visual do perfume. Depois do lançamento do famoso Chanel No. 5 em 1921, designers e estilistas de todo o mundo aperceberam-se do sucesso inigualável desta indústria e lançaram-se na busca do perfume perfeito… e encontraram-no!



Séculos XX e XXI, perfume indispensável

Hoje, a indústria dos perfumes continua de vento em polpa, com mais de 30 mil fragrâncias conceituadas no mercado. Assinado por um estilista, actor ou estrela rock, o perfume tornou-se um acessório indispensável para homem e para mulher, está acessível a qualquer pessoa e é uma das prendas mais oferecidas no mundo. É claro que muito mudou em termos de técnicas de produção, matérias-primas utilizadas, formas de apresentação e divulgação, mas uma coisa mantém-se: a aura de mistério e romance em torno de cada novo perfume lançado.

Creditos: Perfume Perfeito


22/08/2011

A doença como caminho



Este texto é uma indicação de leitura do livro "A Doença Como Caminho", de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke, que trata do conteúdo psicológico associado a vários tipos de doenças e incidentes, os quais, por não conseguirmos trabalhar (montar adequadamente em nossa psiquê), passam a fazer parte da nossa "sombra".


Esses traumas psicológicos não sendo percebidos conscientemente, acabam por se manifestar em nosso corpo físico, para que possamos vivenciá-los, para superar e integrar seus conseqüentes desafios e ensinamentos.

A nosografia é uma prática milenar que se constitui na descrição sistemática das doenças, que é exatamente do que trata o livro aqui indicado.

Focar a causa das doenças nos leva à questão de qual a memória/lembrança a ser resgatada pela pessoa (bem como do entendimento do porque da experiência de vida dolorosa pela qual está passando), de modo a tornar-se novamente uma manifestação da perfeição universal.

Aqui estão apenas algumas das doenças listadas e num resumo muito geral, contendo apenas a parte de questões levantadas em alguns capítulos, além de um texto na íntegra sobre "depressão", para servir como exemplo.

Infecção - um conflito que se materializou

Quem mostra predisposição a inflamações está tentando evitar conflitos.No caso de contrairmos uma doença infecciosa, devemos nos fazer as seguintes perguntas:

1 - Qual o conflito existente em minha vida que até agora eu não vejo?

2 - Que conflito estarei evitando?

3 - Que conflito tento fingir que não existe?

Para descobrir que conflito se trata, basta prestar atenção ao

simbolismo do órgão afetado ou da parte doente do corpo.

Alergia - uma agressividade que se materializou

A pessoa alérgica deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:

1 - Por que não suporto tomar consciência da minha agressividade, e a

transfiro para a manifestação corporal?

2 - Quais âmbitos da vida me inspiram tanto medo que procuro

evitá-los?

3 - Para que temas apontam os meus alérgenos?

4 - Até que ponto uso minha alergia para manipular o meio ambiente?

5 - Como encaro o amor, qual é a minha capacidade de amar?

Respiração - Assimilação da Vida

No caso de doenças que tenham relação com a respiração, a pessoa

doente deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:

1 - O que me faz sentir falta de ar?

2 - O que me recuso a aceitar?

3 - O que estou evitando dar?

4 - Com o que não desejo entrar em contato?

5 - Acaso terei medo de dar o passo para uma nova liberdade?

Asma

Perguntas que a pessoa asmática deve fazer a si mesma:

1 - Em que âmbitos da vida quero receber sem dar nada em troca?

2 - Consigo confessar conscientemente minhas agressões? Que

possibilidades disponho para expressá-las?

3 - Como lido com o conflito entre a vontade de dominar e a sensação

de inferioridade?

4 - Quais setores da vida valorizo e quais rejeito? Posso sentir

algo do medo que fundamenta meu sistema de valores?

5 - Quais setores da vida procuro evitar por considerá-los sujos,

baixos, ignóbeis?

Não se esqueça: Sempre que se sente uma limitação, ela de fato é medo!

O único modo de combater o medo é expandindo-se. A expansão ocorre se a pessoa deixar entrar aquilo que até agora rejeitou, ou seja pesquise, vá conhecer o que rejeita, e racionalizará as razões de seu medo!

Males Estomacais e Digestivos

No caso de males estomacais e digestivos devemos nos fazer as

seguintes perguntas:

1 - O que não posso ou não quero engolir?

2 - Algo está me moendo por dentro?

3 - Como lido com meus sentimentos?

4 - O que me deixa tão azedo?

5 - Como expresso a minha agressividade?

6 - Como fujo dos conflitos?

7 - Existe em mim, alguma saudade reprimida de um paraíso infantil,

livre de conflitos, em que eu só seja amado e cuidado, sem precisar me esforçar para nada?

Doenças Hepáticas

A pessoa que sofre do fígado deve fazer a si mesma as seguintes

perguntas:

1 - Em que âmbitos perdi a capacidade de fazer uma avaliação e uma

discriminação corretas?

2 - Onde é que não consigo mais decidir entre aquilo que posso

suportar e aquilo que é um "veneno" para mim?

3 - Em que sentido ando cometendo excessos? Até que ponto estou

voando alto demais" (ilusões de grandeza) e onde venho ultrapassando os

limites?

4 - Acaso me preocupo comigo mesmo e com o âmbito da minha religiosidade”, de minha religação com a fonte primordial? Ou o mundo da multiplicidade está impedindo minha percepção intuitiva? Os temas filosóficos ocupam uma parte muito pequena na minha vida?

5 - Confio nos outros?

Doenças dos Olhos

Quem tiver problemas com os olhos, ou seja, com a visão, deve em primeiro lugar abandonar por um dia seus óculos (e/ou lentes de contato) e viver conscientemente a situação honesta de vida criada pelo fato.

Depois desse dia, deve fazer um relatório honesto, descrevendo o modo como viu o mundo e as experiências que teve, o que pôde e o que não pôde fazer, no que foi impedido pela falta de visão, como lidou com o ambiente exterior etc. Um relatório como esse deve fornecer-lhe material suficiente para poder conhecer melhor sua personalidade, seu mundo e seu modo de ser.

Essencialmente, deve responder às seguintes perguntas:

1 - O que não desejo ver?

2 - Minha subjetividade tem impedido meu auto-conhecimento?

3 - Deixo de ver a mim mesmo nos acontecimentos?

4 - Uso a visão para obter uma percepção mais elevada?

5 - Tenho medo de ver os contornos rígidos (definidos) das coisas?

6 - Posso suportar, afinal, ver as coisas como elas são?

7 - Qual o âmbito de minha personalidade de que procuro desviar o olhar?

Doenças do Ouvido

Quem tem problemas com os ouvidos, ou seja, com o ato de ouvir, deve de preferência fazer a si mesmo as seguintes perguntas:

1 - Por que não estou disposto a prestar atenção ao que os outros

dizem?

2 - A quem ou a que não desejo obedecer?

3 - Há equilíbrio entre os dois pólos de minha personalidade, o

egocentrismo e a submissão?

Dores de Cabeça

Quem sofrer de dores de cabeça o tiver enxaquecas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:

1 - Com que estou "quebrando a minha cabeça"?

2 - O "em cima" e o "embaixo" estão num equilíbrio dinâmico dentro de mim?

3 - Estou me esforçando demais para subir? (cobiça)

4 - Sou um cabeçudo e tento derrubar os obstáculos com a cabeça?

5 - Tento substituir a ação pelo pensamento?

6 - Estarei sendo honesto no que se refere aos meus problemas sexuais?

7 - Por que transfiro o orgasmo para a cabeça?

Doenças de Pele

Quem teve afecções cutâneas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:

1 - Acaso estarei me isolando demais?

2 - Qual é a minha capacidade de estabelecer contatos?

3 - Por trás da minha atitude defensiva não haverá um desejo de intimidade?

4 - O que será que deseja atravessar os limites a fim de se tornar visível (sexualidade, desejo, paixão, agressividade, satisfação)?

5 - O que é que de fato está "coçando" dentro de mim?

6 - Acaso resolvi viver no ostracismo?

Doenças Renais

Quando temos alguma coisa nos rins devemos fazer a nós mesmos as seguintes perguntas:

1 - Quais problemas me afligem no âmbito conjugal?

2 - Acaso tenho tendência a estagnar na projeção e, desta forma, a

considerar os erros do meu parceiro como problemas que só dizem respeito a ele?

3 - Deixo de ver a mim mesmo no modo como o meu parceiro se comporta?

4 - Ando me apegando a velhos problemas e, deste modo, interrompendo o fluxo do meu próprio desenvolvimento?

5 - A que salto para o futuro meu cálculo renal está tentando me estimular?

Os males da Bexiga

Doenças na bexiga sugerem as seguintes perguntas:

1 - A quais âmbitos me apego, embora ultrapassados, e só à espera de

serem eliminados?

2 - Em que ponto me coloco sob pressão e a projeto para os outros

(exames, o chefe)?

3 - Que assuntos gastos devo abandonar?

4 - Por que choro?

Doenças Cardíacas

No caso de perturbações e doenças cardíacas devemos fazer as

seguintes perguntas:

1 - Há equilíbrio entre meu coração e minha cabeça, entre a

compreensão e o sentimento? Eles estão em harmonia?

2 - Dou espaço suficiente para meus próprios sentimentos, me atrevo a

demonstrá-los?

3 - Vivo e amo de todo coração ou apenas participo, sem grande

entusiasmo?

4 - Minha vida transcorre num ritmo animado ou a forço a dotar um

ritmo rígido?

5 - Ainda há combustível e explosivos suficientes em minha vida?

6 - Tenho escutado a voz de meu coração?

Distúrbios do Sono

A insônia deve servir de motivo para se fazer as seguintes perguntas:

1 - Até que ponto dependo do poder, do controle, do intelecto e da observação?

2 - Acaso posso me desapegar?

3 - Como desenvolvo minha capacidade de entrega e minha sensação de uma confiança básica?

4 - Acaso me preocupo com o lado sombrio da minha alma?

5 - Quão grande é o meu medo da morte? Já me reconciliei o suficiente com ela?

Uma necessidade exagerada de dormir suscita as seguintes questões:

1 - Ando fugindo da atividade, da responsabilidade, da conscientização?

2 - Vivo num mundo quimérico e tenho medo de acordar para a realidade da vida?

Lista das Correspondências Psíquicas dos Órgãos e Palavras-chave para as partes do Corpo

Bexiga - Pressão, desapego.

Boca - Disposição para receber.

Cabelos - Liberdade, poder.

Coração - Capacidade de amar, emoção.

Costas - Correção.

Dentes - Agressividade, vitalidade.

Estômago - Sensação, capacidade de absorção.

Fígado - Avaliação, filosofia, religiosidade.

Gengivas - Desconfiança.

Intestino delgado - Elaboração, análise.

Intestino grosso - Inconsciente ambição.

Joelhos - Humildade.

Mãos - Entendimento, capacidade de ação.

Membros - Movimentos, flexibilidade, atividade.

Músculos - Mobilidade, flexibilidade, atividade.

Nariz - Poder, orgulho, sexualidade.

Olhos - Discernimento.

Ouvidos - Obediência.

Órgãos genitais - Sexualidade.

Ossos - Firmeza, cumprimento das normas.

Pele - Delimitação, normas, contato, carinho.

Pênis - Poder.

Pés - Compreensão, firmeza, enraizamento, humildade.

Pescoço - Medo.

Pulmões - Contato, comunicação, liberdade.

Rins - Parceria, discernimento, eliminação.

Sangue - Força vital, vitalidade.

Unhas - Agressividade.

Vagina - Entrega.

Vesícula biliar - Agressividade.

A Depressão

Depressão é um termo geral para um quadro sintomático que vai de um mero sentimento de abatimento até uma perda real da motivação para viver, ou a assim chamada depressão endógena, que é acompanhada de apatia absoluta.

Ao lado da inibição total das atividades e de uma disposição abatida de ânimo, encontramos na depressão sobretudo um grande número de sintomas colaterais físicos, como cansaço, distúrbios do sono, falta de apetite, prisão de ventre, dores de cabeça, taquicardia, dores na coluna, descontrole menstrual nas mulheres e queda do nível corporal da energia.

A pessoa depressiva é atormentada pela sensação de culpa e vive se auto-repreendendo; está sempre ocupada em voltar às boas (fazer as pazes) com tudo. A palavra depressão deriva do verbo latino deprimo, que significa "subjugar" e "reprimir". A questão que surge de imediato se refere ao que a pessoa deprimida sente, se está sendo subjugada ou se está de fato reprimindo alguma coisa. Para responder à questão temos de considerar três âmbitos relativos ao assunto:

1 - Agressividade:

Num trecho anterior do livro dissemos que a agressividade que não é exteriorizada acaba por se transformar em dor física. Poderíamos completar essa constatação ao dizermos que a agressividade reprimida leva, no âmbito psíquico, à depressão. A agressividade cuja manifestação é impedida, bloqueada, volta-se para dentro de tal forma que o agressor acaba por tornar-se a vítima.

A agressividade reprimida acaba sendo responsável não só pela sensação de culpa, mas também pelos inúmeros sintomas que a acompanham, com seus vários tipos de sofrimento. Já dissemos, num momento anterior, que a agressividade é tão-somente uma forma específica de energia vital e de atividade.

Quando assim, aqueles que ansiosamente reprimem seus impulsos agressivos reprimem ao mesmo tempo toda sua energia e atividade.Embora a psiquiatria tente envolver as pessoas deprimidas em algum tipo de atividade, elas simplesmente acham isso uma ameaça.

De forma compulsiva, elas evitam tudo o que possa suscitar desaprovação e tentam ocultar seus impulsos destrutivos e agressivos, vivendo de maneira irrepreensível. A agressividade dirigida contra a própria pessoa chega ao auge no caso do suicídio. Tendências suicidas sempre são um alerta para que observemos a quem são dirigidas de fato as intenções assassinas.

2 - Responsabilidade:

À exceção do suicídio, a depressão sempre é, em última análise, um modo de evitar responsabilidades. Os que sofrem de depressão já não agem; meramente vegetam, estão mais mortos do que vivos. No entanto, apesar de sua contínua recusa em lidar de forma ativa com a vida, os depressivos são acusados pela responsabilidade que entra pela porta de trás, ou seja, por seus próprios sentimentos de culpa. O medo de assumir responsabilidades passa para o primeiro plano exatamente quando essas pessoas têm de entrar numa nova fase da vida, tornando-se bastante visível, por exemplo, na

depressão puerperal.

3 - Recolhimento - solidão - velhice - morte:

Estes quatro tópicos intimamente relacionados servem para resumir as áreas mais importantes dos três temas anteriores, mostrando quais são os nossos pressupostos básicos para refletir sobre eles. A depressão provoca o confronto dos pacientes com o pólo mortal da vida.

As pessoas que sofrem de depressão são privadas de tudo o que de fato está vivo, como o movimento, a mudança, o companheirismo e a comunicação. Em sua vida, é o pólo oposto que se manifesta, ou seja, a apatia, a rigidez, a solidão, os pensamentos voltados para a morte.

Na verdade, embora esse aspecto mortal da vida seja sentido com intensidade na depressão, ele nada mais é do que a própria sombra do paciente.

Nesse caso, o conflito está no fato de a pessoa deprimida ter tanto medo de viver como de morrer. A vida ativa traz consigo uma culpa e uma responsabilidade inevitáveis e esses são sentimentos que o deprimido faz questão de evitar. Aceitar responsabilidade é o mesmo que abandonar todas as projeções e aceitar a própria singularidade, ou o fato de estar só.

Personalidades depressivas, no entanto, têm medo de fazer isso e, portanto, precisam apegar-se aos outros. A separação que, por exemplo, a morte de pessoas íntimas lhes impõe, pode servir de estímulo para a depressão.

Os depressivos são, antes de mais nada, abandonados por conta própria e viver por conta própria, assumindo responsabilidades, é a última coisa que querem fazer.

Ter medo da morte é um outro fato que não lhes permite suportar a

condicionalidade da vida.

A depressão nos torna honestos: ela revela a nossa incapacidade tanto para viver como para morrer.

Segundo a psicóloga americana Lois todas as doenças que temos são criadas por nós. Ela afirma que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo. "Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão", diz a psicóloga.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos

perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Lois.

DOENÇAS / CAUSAS:

AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente em família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa
perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORROIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSONIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro
suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular

Preparando-se para o Silêncio

Um dos nossos verdadeiros presentes numa vida corrida é um longo período de silêncio, um momento em que intencionalmente voltamos nossa atenção para longe da pressa das conversas e compromissos,

imagens e mensagens, listas e obrigações, e silenciosamente nos sintonizamos com um espaço interior.

. Para alguns de nós, o silêncio imposto foi uma punição em nosso passado; por exemplo, um pai pode ter dito: "Cale-se e vá para o seu quarto". O silêncio do qual tratamos aqui é uma escolha.

Esse silêncio é uma oportunidade para a descoberta, para encontrarmos coisas novas e diferentes. A ausência de fala é bastante diferente quando escolhemos não falar.

. Silêncio não é falta de comunicação. Há uma linguagem sutil que nos conecta com os outros através dos olhos, com um sorriso, ou um gesto.

A fluência nessa linguagem sutil demanda nossa habilidade de observar os pequenos detalhes da vida.

Quando desenvolvemos nossa habilidade com essa linguagem sutil, descobrimos que somos menos dependentes dos instrumentos mecânicos que podem nos conectar, mas isso também pode fazer com que nos sintamos mais separados.

. Ao entrarmos num espaço interno de silêncio, estamos nos sintonizando com o espírito da natureza e abandonando a tendência de sermos críticos.

. O silêncio oferece a oportunidade para que eu identifique em mim mesmo as qualidades que possuem a capacidade de me transformar.

No silêncio, posso me conectar com a qualidade mais elevada do meu pensamento mais leve, mais claro.

. A ação nasce das sementes do pensamento. As ações são os frutos dessas sementes.

O que será que existe no solo onde escolho plantar as sementes dos meus pensamentos? Violência ou paz? Raiva ou amor?

Essas escolhas são transformadoras.

. O estado de consciência que atinjo no silêncio se conecta diretamente com a qualidade do meu entendimento.

Entender "no som" é um processo cognitivo, enquanto que entender "no silêncio" é mais sutil, resultando nas realizações que surgem de dentro.

Essas são experiências muito diferentes.

. No silêncio, descubro minhas qualidades inatas, as qualidades que são intrínsecas de quem sou.

Aqui no silêncio posso tocar em meu eu eterno e passo a confiar nessa essência mais profunda.

. A experiência do reconhecimento de minhas qualidades intrínsecas e singulares aumenta meu poder de receber.

No silêncio, toco em minha força interna e sinto confiança, fé, segurança, beleza, dignidade.

É a partir dessa base de força interna que minhas ações evoluem.

. No silêncio, posso escutar o chamado de Deus, o chamado da natureza, o chamado daqueles que precisam.

. O silêncio é um espaço interno de aprendizagem. Quando não entendo algo, continuo a me prender a isso.

Quando a aprendizagem acontece, posso me liberar e seguir adiante.


. No silêncio, descubro a verdade ao me conectar com meu eu verdadeiro. O silêncio aumenta minha capacidade de manter a fé internamente.

. O silêncio é uma oportunidade de descansar no colo de minha própria grandeza.


Lembre-se de cuidar de si com a atenção especial que você daria a qualquer grande alma.


. O silêncio é uma disciplina, não do fazer, mas do ser.

Usem esses pensamentos sobre o silêncio como uma bandeja de petiscos de entrada, pegando o que quiserem para sustentá-los ao entrarem num espaço de silêncio interior.

Por BK Mohini Panjabi - por Brahma Kumaris

O significado metafísico da dor de cabeça ou enxaqueca

Extrema assiduidade. Preocupações excessivas.

Pensamentos possessivos e congestão mental.
Trata-se de um distúrbio presente na humanidade desde os primórdios.
Atualmente, sabemos que se trata de uma doença incapacitante, que compromete o desempenho da pessoa nas atividades existenciais.
Até 1980, a dor de cabeça era considerada um distúrbio puramente vascular. Foi quando Moskowitz, concluiu que não era apenas uma reatividade vascular primária; ela depende de aumentos na excitação; neural, mediados principalmente pela serotonina (neurotransmissor), que ocorre isoladamente ou associada a outros processos neurológicos.
Segundo ele, a dor provoca a inflamação dos vasos sanguíneos, e não o inverso, como se acreditava.
Os desencadeadores mais comuns são: fome, sede, euforia, mania, depressão, tontura, lentidão de movimentos ou irritabilidade.
As dores de cabeça são classificadas como: cefaléias e enxaquecas.
As cefaléias são facilmente confundidas com as enxaquecas. Elas até podem existir simultaneamente, mas são processos distintos, com características específicas, tais como: o período de duração dos ataques (as cefaléias são de curta duração, enquanto as enxaquecas são mais prolongadas); e os diferentes comportamentos (durante um ataque de cefaléia, as pessoas não conseguem ficar paradas, já na enxaqueca querem ficar imóveis, e ficam propensas à hibernação.
Os ataques de cefaléia podem ocorrer em momentos específicos, com uma forte intensidade.
Dentre os sintomas destacam-se: pulsação na região frontal da cabeça, queda de uma das pálpebras, inchaço e vermelhidão na região dos olhos ou na face, lacrimejamento, escorrimento ou congestão nasal, suor excessivo, etc.
No tocante a enxaqueca, destacam-se as seguintes situações: surge gradativamente; pode sercompletamente reversivel; costuma iniciar na região frontal, estendendo-se até a coroa, na nuca ou, ainda, unilateralmente.
O sintoma também pode ser pulsátil; a intensidade da dor pode ser moderada ou mesmo com picos de dor, que se repetem após um intervalo de tempo, dificultando as atividades diárias; a dor de cabeça se agrava com atividades físicas e pode inclusive provocar vômitos.
No âmbito metafísico, a dor de cabeça é indício de preocupação excessiva com determinadas situações que assumem um carater perturbador. A pessoa fica pensando de maneira obsessiva em fatos que, muitas vezes, fogem ao seu controle; mas nem por isso consegue se desligar.
Ao contrário, a falta de controle sobre as ocorrências provoca instabilidade emocional, levando ao desespero. Não consegue chegar a um denominador comum. Perde-se nas conjecturas mentais desencadeadas pelas ocorrências que ficam impregnadas em sua mente, gerando desconforto, indignação e inconformismo.

Rumina mentalmente o ocorrido de maneira a não se desligar um só instante, causando uma espécie de congestão psíquica, que pode desencadear uma crise de dor de cabeça.

Portanto, pensar nas situações agradáveis ajuda as pessoas a se desligarem dos episódios ruins.

Uma atitude comum entre as pessoas que sofrem de cefaléia é a de serem dramáticas. O drama aumenta a intensidade dos fatos ruins e reforça a confusão interior, enfraquecendo o potencial realizador.
As pessoas que sofrem de cefaléia, geralmente comportam-se de maneira possessiva. Elas não sabem viver sem nenhum poder sobre as situações. É muito dificil para elas deixarem que os fatos simplesmente aconteçam, sem interferir nas ocorrências. Não permitem que nada escape ao seu controle, envolvem-se excessivamente com as questões exteriores, sobrecarregando-se de tarefas ou ficam com preocupações excessivas.

Querem dominar as situações para garantir que tudo se desenrole conforme previsto.

Buscam colaborar de alguma forma, tentam agradar os outros para se sentirem úteis,consequentemente, seguras. Estão frequentemente planejando estratégias mirabolantes para alcançar seus objetivos.
Incluem as pessoas nos seus planos, sem prévia consulta. Quando vão comunicá-las e não obtém boa aceitação, decepcionam-se. Elas não conseguem compreender que suas estratégias tem umafinalidade própria e na maioria das vezes não estão de acordo com os objetivos alheios.
Nas pessoas que sofrem de enxaquecas, quando vão participar de algo, gastam muita energia psíquica nas conjecturas e planejamento das suas ações. Não é praxe agirem no improviso. Gostam de ter tudo planejado e devidamente organizado para que nada dê errado.
Exageram na organização por não se sentirem à vontade e em condições de lidarem com o inesperado. As situações inusitadas são abominadas e causam certo pavor, provocando tensão e desconforto.
São o pessoas persistentes, que não se convencem facilmente. Gostam de entender a fundo uma situação. Não se contentam com pouca explicação, querem atingir o cerne da questão.
Pode-se dizer que não conseguem viver sem certa dose de preocupação. Quando nada acontece, procuram uma situação para se envolverem.

Não suportam as situações em aberto nem ficar aguardando solução futura. Esperar é algo que provoca desconforto e agitação interior, pois ficam imaginando tudo o que pode ou não acontecer. Não sabem viver diante de incerteza, pois elas instigam a sua imaginação, que geralmente permeia na negatividade, causando-lhes grande turbulência psíquica.

fonte:Metafísica da Saúde- Luiz Gasparetto e Valcapelli

02/08/2011

Alimentação e Magnetismo

As orientações que se seguem são dedicadas aos que se dispõem a colaborar na criação de novos estados e de condições propícias para a expressão do magnetismo do seu ser interno.


O ato de alimentar-se deve, a certa altura da evolução dessas pessoas, transformar-se em verdadeiro cerimonial. Isso ocorre naturalmente quando elas se tornam conscientes dos aspectos ocultos da alimentação e do seu auxilio na formação e sutilização dos corpos.
Pela digestão, as substancias não passam só pelo processo fisiológico de quebra de suas cadeias químicas materiais, mas também liberam suas qualidades sutis. O reconhecimento desse processo misterioso de desmaterialização e de liberação progressiva das energias aprisionadas nas substancias pode ajudar-nos a lidar de melhor modo com a escolha e elaboração diária dos alimentos, bem como assumir uma postura reverente durante as refeições.
Antes de tudo, a alimentação deve servir de apoio á busca interior. A partir desse propósito puro, passa-se a valorizar o aspecto essencial dos alimentos. Os corpos passam a suprir-se mais de energia sutil do que propriamente de elementos densos.
Os alimentos são usados tendo-se em vista necessidades biológicas e necessidades evolutivas e não o prazer em si mesmo. Cultiva-se o espírito antes da matéria

Alimento vivo

Para facilitar a expressão do magnetismo superior do ser, devemos seguir, em toda a vida prática, os ritmos da natureza e cultivar harmonia para com seus reinos. O alimento que a natureza produz é vivo, pois está inserido em um grande universo de forças e de energias criadoras.

Ao ser colhido, inicia-se um lento processo de perda de vitalidade, pois ele se desliga de seu âmbito natural criador. Devemos, então, procurar as formas mais adequadas de lidar com os alimentos, para que se mantenham o mais plenos de vida possível até serem consumidos.

Nossa atitude amorosa ao manipulá-los e elabora-los, nossa gratidão e reverencia para com o universo, a alegria em aceitá-los, tudo nisso influencia positivamente na manutenção de suas qualidades energéticas e nutritivas e pode potencializá-las. Devemos ter presente também que a salivação é decisiva na liberação das qualidades essenciais dos alimentos e em toda digestão, e é influenciada diretamente pelo nosso estado de consciência.

Lembretes para quem busca novas formas de alimentação

Os alimentos devem ser usados com moderação, ponderação e discernimento, procurando-se descobrir as combinações mais benéficas para cada momento. De preferência devem ser ingeridos no estado natural, e sem muitas misturas. Mas saiba-se que condimentos, bem empregados, ajudam a digestão. É bom não nos abstermos de produtos de forma irrefletida.
Também é bom lembrar que, quando fazemos muitas refeições ou quando comemos em excesso, provocamos lentidão nos processos mentais e nas atividades diárias, alem do desperdício de alimento.
Aqueles que preparam alimentos devem cultivar o espírito de oferta: usar tudo o que estiver disponível, desde que não seja nocivo ao corpo, à mente ou à alma; agir com flexibilidade e adaptabilidade, sem confirmar vícios ou fazer concessões a hábitos, mesmo aos mais arraigados. Já devem ter transcendido a gula.
A higiene deve estar neles incorporada, bem como a ordem externa, o amor ao silencio e elevado grau de controle da palavra e das emoções. Os que têm a intenção de comer corretamente devem usar produtos que aumentem a força vital, a força mental e a saúde, alimentos suculentos, frescos e agradáveis.
Devem evitar os excessivamente amargos, azedos, salgados, doces, apimentados, pungentes, ácidos ou picantes. Se os encontrar à mesa, é melhor não servir-se deles ou, pelo menos, faze-lo com parcimônia. Que não reclamem do alimento disponível e aprendam a sugerir melhorias pacificamente e de forma construtiva.
Recomenda-se, ainda rejeitar alimentos que não sejam frescos, alimentos fermentados, estragados ou impuros. Não se devem usar restos dos outros. Que se evitem produtos animais, excetuando-se o mel. Tudo isso é da maior importância para a irradiação magnética superior.
Como efetuar mudanças com harmonia
No caminho ascendente, jamais se pode interferir no modo de se alimentar dos demais, nem querer impor o seu. O mais salutar é agir sem dogmatismo, respeitando a própria necessidade e a dos outros.
Na escolha da alimentação mais adequada para nós à prudência é sempre necessária, porém nunca devemos deixar de seguir um novo impulso evolutivo, nem nos acomodar ao que já não nos corresponde.
Para que o novo impulso possa emergir com força e clareza, para que possa desenvolver-se sem dificuldades, é bom assumir por etapas qualquer proposta de mudança na alimentação. As mudanças na consciência são muito mais rápidas do que as dos corpos!
Uma nova alimentação deve ir emergindo naturalmente para que sua própria força e energia vá eliminando o que nos impõem os hábitos, condicionamentos e vícios do passado. Se os pensamentos, sentimentos e ações não forem puros e neutros, isentos de tendências e envolvimentos emocionais, os impulsos evolutivos que recebemos se frustram.
Assim, a todo momento podemos exercitar-nos para aceitar de forma imparcial esses impulsos, mantendo-nos amoldáveis, gratos e reverentes por tudo o que a providencia Divina nos traz. Sejamos neutros e impessoais, de forma a ter clareza suficiente para perceber e absorver o que nos prepara para etapas vindouras.
Nesse continuo avanço, lembremo-nos de que nada do que eliminamos da nossa alimentação deveria ser encarado por nós como sem serventia, pois outras pessoas, em diferentes situações, podem necessitar do que eventualmente já não nos corresponde. Assim também evitamos que entrem em conflito por não estarem talvez preparadas para assumir certas mudanças.
Tudo isso, porém, deve ser feito sem que ninguém deixe de avançar! Lembremo-nos sempre de que o real propósito dos cuidados com alimentação é o refinamento continuo dos corpos, para que energias magnéticas mais puras impregnem toda a vida externa do ser.
Esses cuidados propiciam verdadeiros processos de cura interior. Que a alimentação se torne, pois, ato sagrado em nossa vida, e que humildemente consigamos, também por meio dela, expressar as melhores aspirações do nosso eu maior.

Dr. José Maria Campos (Clemente)

18/07/2011

Rumo à harmonia, a via mais direta é a neutralidade

A sabedoria reveladora da lei de causa e efeito


A lei de causa e efeito, ou lei do carma, pode ser sintetizada na conhecida frase "O homem colhe o que semeia". Segundo essa lei, ações, sentimentos e pensamentos produzem efeitos que retornam a curto, médio ou longo prazo a quem os gerou. Assim, o que é vivido hoje determina o futuro.

A lei do carma foi das primeiras apresentadas à humanidade. Podemos ver seus primeiros aspectos na Bíblia, quando Moisés afirma: "Olho por olho e dente por dente", e um dos mais avançados no clássico "Bhagavad-Gîta", epopeia escrita nos primórdios da Índia, cujo personagem, o príncipe Arjuna, descobre a liberdade que advém de agir sem apego aos frutos da ação.

Quem busca o caminho espiritual se dispõe a manifestar o bem, a verdade e a beleza no próprio ser e no universo. Contudo, a mais elevada expressão da harmonia intrínseca à vida requer plena liberdade, a soltura de dos laços que ligam a consciência à matéria. Para isso, é necessário mais que boas ações equilibradoras de atos negativos: é preciso neutralidade ao agir.

Caminha-se para a verdadeira libertação não só praticando o bem e assim semeando futuro promissor, pois isso produz laços positivos. A libertação vem do desapego por tudo o que se faz, sente ou pensa. Embora essa condição marque adiantada etapa evolutiva, há quem se esforce para alcançá-la, apesar de o mundo em geral instigar envolvimento emocional e mental com o que se passa dentro e fora das pessoas.

Observa-se que a lei do carma visa ao contínuo progresso rumo à harmonia, sobretudo por meio do serviço ao bem universal, desinteressado de resultados. Para atingir tal meta, a via mais direta é a neutralidade.

Quando a pessoa já não tem apego a nenhum ato, positivo ou negativo, pode transcender as ligações com os fatos e, portanto, com a lei do carma. A recomendação de "estar no mundo sem ser do mundo", feita por Jesus, sintetiza a almejada situação.

A aranha cria seu universo sem se atar a ele, tece a teia sem nela se enredar. Mas o homem, ao construir sua vida sobre a Terra, comumente mistura-se nela, apega-se ao que faz e cria. É como se estivesse preso num aposento e uma pequenina vela fosse toda a luz de que dispusesse. Vê de modo difuso e faz muitas experiências em sua tão querida prisão. Tece sua teia com pensamentos, sonhos, desejos e objetivos pessoais. Assim constrói a própria vida, mesmo sem conseguir ver o verdadeiro desenho desde sempre planejado para ela. Fica emaranhado nos fios.

Mas, em dado momento, o tecelão ouve dentro de si a ordem de destruir a amada teia. É quando começa a treinar o desapego, a desatar laços antigos e a evitar ligações supérfluas. Ingressa por fim no caminho de retorno aos mundos de onde partiu como pura consciência.

A lei do carma toma quase sempre caráter negativo porque o ser humano, valendo-se do livre arbítrio, costuma fazer escolhas nas quais considera em especial as próprias necessidades e desejos individuais. Em raros casos tem em vista a necessidade geral ou algum aspecto do plano evolutivo. Devido a isso, cria mais débitos que créditos cármicos e pouco equilibra o estado de desarmonia, pois não é neutro a ponto de abandonar a formação de vínculos.

Enquanto tenta às cegas construir sua existência terrena, a lei do carma o acompanha como mestre de infinita sabedoria; enquanto devasta áreas do planeta em proveito próprio e inconscientemente se lança ao prazer e ao deleite, a dor e o sofrimento - agentes da lei do carma - são os meios mais adequados para seu ensinamento.

Trigueirinho

O caminho da verdade é o mesmo caminho da busca da Deus?

Se Deus é onipresente, todos os caminhos levam a Ele. Nesse sentido, o importante não é seguir um ou outro caminho, mas sim como fazemos o caminho que elegemos, onde queremos chegar.


A vida nos leva a Deus, pois Deus está em toda parte.

Não há um caminho especial para isso. Tudo depende da sinceridade com que trilhamos. Uma pessoa nos enviou um escrito de Paul Brunton que diz o seguinte: “Quando o sol se erguia, Jesus orava par que sua mente fosse preenchida pela luz espiritual, e quando o Sol se punha, Jesus orava para que sua mente se recolhesse em suas próprias profundezas, concentrando-se na Verdade”.

Essa pessoa tem feito esse exercício e tem se transformado muito desde que iniciou. Como vemos, cada um encontra a sua forma de se aproximar da verdade.

A entrega leva-nos a deixar tudo o que estamos fazendo?

A entrega não exclui que prossigamos cumprindo nossas tarefas e, antes, nos leva a trabalhar melhor com o que nos cabe. Portanto, não nos conduz à inatividade. Quando realmente entregues, percebemos com mais clareza nossa tarefa e o nosso caminho, e assim aperfeiçoamos o nosso modo de ser e de agir.

Neste estado de receptividade, vamos sendo conduzidos ao que realmente nos cabe e não as atividades supérfluas ou imaginaria que o ego nos apresenta.

Dizem que o desenvolvimento da mente concreta paralisa e sufoca o desenvolvimento do corpo emotivo e do coração. Devemos então deixar de nutri-la?

Quando cuidamos apenas da mente e não prestamos atenção ao coração nem elevamos o sentimento, estes podem ficar sufocados por ela. Mas não é isso que nos é pedido. É necessário o desenvolvimento tanto da mente quanto do coração e do sentimento.

No caminho ascensional, nenhum núcleo do ser deve ficar esquecido. Desse modo evolui-se de maneira integrada. Se esses vários aspectos são trabalhados simultaneamente, o ser interior vai controlando o grau de importância de cada um a cada momento.

Centro localizado acima da cabeça mencionado aqui é o centro supraluminar apresentando em alguns dos seus livros?

Falamos genericamente de um centro acima da cabeça. Não citamos nomes, porque não é o caso de enfocarmos em um centro especifico. Basta cultivarmos a aspiração ao alto, e aquele centro nosso acima da cabeça que estiver sensível a esse apelo, a essa invocação, responderá. Esses centros fora do corpo correspondem a diferentes níveis de contato que podemos estabelecer com o infinito.

Uma pessoa doente pode ser curador? Caso possa, porque não cura ma si mesma?
Curar nós mesmo significa, em primeiro lugar, permitir que se realize em nós a cura profunda. É a nossa ligação com os mundos internos que necessita ser restaurada, e isso significa cura interior.
Quem estabelece essa ligação interna torna-se um curador, estimula os demais a também fazerem essa ligação. Se uma pessoa enferma pode ou não ser um curador dependerá de vários fatores. Se sua doença é física, resultado do carma do corpo físico, ela pode trabalhar em cura interior, desde que já a tenha vivido.


Trigueirinho

Flores do Caminho

Nicolas Roerich, célebre pintor russo (1874 - 1947), teve um instrutor de pintura que o orientava também para uma compreensão profunda do universo. Certa vez esse instrutor lhe disse que, quando a vida colocasse uma flor em seu caminho, não deveria poupar nenhum esforço para auxiliar seu pleno desabrochar; do mesmo modo, quando a vida colocasse em seu caminho um ser, nenhum esforço deveria deixar de fazer para auxiliar a manifestação da luz interior daquele ser.


A essa inspiradora instrução é preciso unir a busca da percepção além do que é aparente. Há em geral três tipos de visão: a dos que se limitam às aparências, a dos que sabem ou intuem sobre uma realidade maior que transcende as aparências e a dos que conhecem essa realidade e se pautam por ela.


O serviço evolutivo requer esforço no sentido de conhecer cada vez mais profundamente a existência e os seres. Ao tentar ver além das aparências descobre-se que o Eu Interior de muitos começa a esculpir-lhes na consciência e nos atos seus padrões de luz. Esses padrões precisam encontrar campo propício, confiança e alimento para transformar a conduta do ser, transformar sua vida, e essa transformação sempre se reflete no meio onde ele vive. Dessa maneira, mudanças em âmbitos mais amplos se realizam.

Os que aspiram a colaborar com essas transformações procurem ver em todos a possibilidade de renascimento, de superação de aspectos desarmoniosos, de elevação. Evitem emitir julgamentos, críticas ou comentários sobre os demais. Assim, com essa simples proposta, dão importante contribuição para que flores cubram de beleza e alegria os caminhos.

Prosseguir sem Medo


O medo está profundamente arraigado na consciência do homem. Encontra-se sedimentado nas próprias células que compõem o seu corpo físico, pelo conhecimento que elas têm da existência de uma vida imortal da qual não participam integralmente, já que os planos materiais estão sujeitos à decomposição, à desintegração e à ilusória morte.


A cada instante ocupamos uma posição na roda da vida: ora em cima, ora embaixo, ora aqui, ora ali; recebemos elogios e críticas, atuamos de formas certas e erradas, somos vistos de vários modos e temos as mais variadas perspectivas. Mas com o tempo acabamos aprendendo, de tanto viver situações diversificadas, a estar neutros diante de qualquer circunstância e a nos respaldar em uma realidade mais profunda.


Assim, permanecendo nesse ponto de neutralidade, chegamos a descobrir como viver sem medo algum. Podemos então compreender a pressão que se ocultava atrás desse sentimento: ela nos move a uma maior responsabilidade e atenção para com as leis dos vários níveis da existência.

Nos momentos em que o medo nos invade, vale imensamente uma mudança total de atitude e uma coligação firme com a Luz. À medida que cultivamos a aspiração a uma existência mais abrangente que não se deixa tocar pelos acontecimentos, à medida que reconhecemos em nosso interior um elo indestrutível com a Hierarquia, e à medida que nos vemos ser conduzidos ao destino para nós traçado desde o início dos tempos, nada de externo tem poder suficiente para nos abalar. Instala-se em nós um estado de total aceitação de tudo o que nos é dado viver, somos ajudados a nos liberar dos apegos que nos aprisionam e entramos na grande liberdade de ser o que somos em união com a fonte que nos alenta.



Texto de Trigueirinho extraído do jornal O Povo

A PAZ QUE EXCEDE TODA A INTELIGÊNCIA

Existem muitos relatos de pessoas que vivenciaram essa nova dimensão emergente da consciência como resultado de uma perda trágica em determinado momento de sua vida.


Há quem tenha perdido todos os bens, os filhos ou o cônjuge, a posição social, a reputação ou a capacidades físicas. Em certos casos, em decorrência de desastres ou guerras, tudo isso se foi ao mesmo tempo e esses indivíduos se viram com “nada”. Podemos chamar um quadro como esse de situação-limite. Não importa com que elementos essas pessoas estavam identificadas, o que lhes dava a percepção do ser, isso se acabou. Então, de repente e inexplicavelmente, a angústia e o medo intenso que elas sentiam desapareceram, dando lugar ia sensação sagrada da presença, uma paz e uma serenidade profunda e uma completa libertação do medo.
Esse fenômeno deve ter sido familiar a São Paulo, que usou a expressão “a paz de Deus excede toda a inteligência”. Na verdade, é uma paz que não parece fazer sentido, e quem já passou por essa experiência se pergunta: diante disso, como é possível que eu sinta tanta paz?
Depois que compreendemos o que é o ego e como ele funciona, a resposta é simples. Quando as formas com as quais nos identificamos, que nos dão a presença do eu desmoronam ou são removidas, o ego entra em colapso, uma vez que ele é a identificação com a forma. No momento em que não há mais nada com que possamos nos identificar, quem somos nós? Assim que as formas ao nosso redor morrem ou quando a morte se aproxima, nossa percepção da Existência, do “eu sou”, fica livre das ligações com a forma: o espírito é liberado da sua prisão na matéria.
Passamos a compreender nossa identidade essencial como informe, como uma presença onipresente do Ser antes de todas as formas, de todas as identificações. Entendemos nossa verdadeira identidade como a consciência propriamente dita em vez de algo ao qual a consciência se vinculara. Essa é a paz de Deus. A verdade suprema de quem nós somos não é “eu sou isso ou eu sou aquilo”, mas “eu sou”.
Nem todo mundo que vivencia uma grande perda passa por esse despertar, isto é, pelo processo de se desassociar da forma. Algumas pessoas criam de imediato uma forte imagem mental ou uma forma de pensamento em que se vêem como vitimas – das circunstâncias, de alguém, de um destino injusto ou de Deus. Assim, vinculam-se com intensidade a essa forma de pensamento e às emoções que ela origina, como raiva, ressentimento e auto-piedade, que assumem de modo instantâneo o lugar de todas as outras identificações que entraram em colapso por causa da perda.
Em outras palavras, o ego logo encontra uma nova forma. E o fato de que ela seja algo profundamente infeliz não o preocupa muito, desde que ele tenha uma nova identidade, boa ou má. Na verdade, esse novo ego será mais retraído, mais rígido e impenetrável do que o antigo.
Quando a perda trágica ocorre, nós ou resistimos a ela ou nos resignamos. Há pessoas que se tornam amargas ou muito ressentidas, enquanto outras se mostram mais solitárias, sábias e afetuosas. A resignação significa a aceitação interior do que aconteceu. Ficamos abertos à vida. A resistência é uma contração interior, um endurecimento da concha do ego. Permanecemos fechados. Seja qual for a ação que adotemos num estado de resistência interior (que podemos também chamar de negativismo), ela criará mais resistência externa, e o universo não estará do nosso lado. A vida não nos beneficiará. Se as persianas estiverem fechadas, o sol não conseguirá entrar.
Quando nos submetemos internamente, ou seja, no momento em que nos entregamos, uma nova dimensão da consciência se abre. Caso uma ação seja possível ou necessária, essa atitude será alinhada com o todo e apoiada pela inteligência criativa, a consciência incondicional com a qual nos unificamos num estado de receptividade interior. As circunstâncias e as pessoas então se tornam favoráveis, cooperativas. Coincidências acontecem. Se nenhuma ação for possível, repousaremos na paz e no silêncio interior que acompanham a resignação. Descansaremos em DEUS.

Retirado do livro – O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA - Eckhart Tolle - Editora Sextante

A graça e o ego

Duas coisas são exigidas de um homem antes que a Graça se manifeste nele.

Um é a capacidade de recebê-la; a outra é a cooperação com ela. Para a primeira terá de tornar o ego humilde; para a segunda terá de purificá-lo.
O verdadeiro obstáculo à entrada da graça é simplesmente a preocupação dos pensamentos do individuo com ele próprio, pois, dessa forma, o eu superior tem de deixá-lo a seus cuidados.
Parece que a graça nos visita em momentos que ela própria escolhe. Esta é a verdade, mas não a única, pois o estudo, a prática de exercícios, o treinamento, a autodisciplina, a oração, a aspiração e a meditação também constituem um esforço integral que deve finalmente atrair a graça como recompensa.

Paul Brunton

Ibez e o Roncador

“O primeiro posto avançado para a Fraternidade de Shamballa foi o templo original de IBEZ, situado no centro da América do Sul, e um de seus ramos, em um período muito posterior, se encontrava nas antigas instituições maias e na adoração do sol, como fonte de vida nos corações de todos os homens.

Uma segunda rama se estabeleceu posteriormente, na Ásia, e desta rama os adeptos do Himalaia e do sul da Índia são os representantes, ainda que o trabalho tenha sido transferido materialmente. No futuro far-se-ão descobertas que revelarão a realidade do antigo modelo de trabalho hierárquico; antigos arquivos e monumentos serão revelados, alguns sobre a Terra e muitos em abrigos subterrâneos.À medida que se exploram os mistérios da Ásia Central, nas terras que se estendem desde a Caldéia, a Babilônia, através do Turquestão até a Manchúria, incluindo o deserto de Gobi, espera-se revelar grande parte da história primitiva dos trabalhadores de IBEZ.
Podemos observar que a palavra IBEZ é literalmente uma espécie de sigla que vela o verdadeiro nome do Logos Planetário da Terra, do qual, um dos princípios está se manifestando em Sanat Kumara, convertendo assim em uma encarnação direta do Logos Planetário e em uma expressão de sua Divina Consciência. Estas quatro letras são as iniciais dos verdadeiros nomes dos quatro Avatares dos quatro globos de nossa cadeia terrestre, onde encarnaram quatro dos princípios divinos.
As letras IBEZ não são as verdadeiras letras em idioma sensar, se é possível usar expressão tão inexata de um idioma ideográfico, pois que é simplesmente uma deformação europeizada”.

Alice Bailey: Um tratado sobre Magia Branca