25/10/2011

Florais: o poder da auto cura

A essência floral foi elaborada pelo Dr. Edward Bach↓ na década de 1930, na Inglaterra, para equilibrar o estado emocional, atingir o autoconhecimento e a autocura.

O conceito principal é o de autocura: cada pessoa escolhe os florais necessários. Aprovada pela OMS - Organização Mundial de Saúde, usada em todos os países, ainda não existe legislação que faculte exclusividade a uma classe profissional (qualquer um pode administrar).
Assim como a homeopatia, os florais somente podem ser analisados de forma empírica↓, mas podemos assegurar que promovem a autocura. Por exemplo, em um tratamento antidepressivo, enquanto a droga ameniza o sofrimento, o uso dos florais, como terapia complementar, ajuda no equilíbrio emocional.
A eficácia dos florais se encontra na mudança positiva de paradigma↓, tangenciando o autoconhecimento. Lembre-se: os florais criam nova consciência, curando a alma. Em um plano geral, eles ajudam a encontrar a paz interior, auxiliam na dissolução de ideias obsoletas, alimentando o amor-próprio, a autoestima .

Como funcionam?

A essência floral não trata diretamente o problema físico/psíquico; portanto, não espere observar algum efeito imediato nas primeiras dosagens. O uso dos florais não interfere no livre-arbítrio nem deixa sugestionado. Se o floral não corresponder à necessidade emocional do indivíduo, a essência simplesmente não funcionará - esse é um dos maravilhosos segredos. Lembre-se: florais não são remédios alopáticos.
Por exemplo, se houver persistência de uma gastrite, continue tomando o antiácido; mas acrescente a terapia floral. Em pouco tempo terá consciência alimentar ou as causas que levam ao problema digestivo. Não há qualquer efeito colateral nem existe contraindicação alguma. Durante ou após o tratamento, nunca haverá sintomas que prejudiquem o indivíduo.

Tipos de florais

A pesquisa de Bach foi ampliada na Califórnia, durante a década de 1970, por Patricia Kaminski (florais da Califórnia, 132 essências) e, desde então, vários sistemas foram desenvolvidos, vejamos:

- Florais da Austrália - Bush (Austrália); 68 essências, criador: Ian White.

- Florais do Alaska (Alaska); 72 essências, criador: Steve Johson.

- Florais de Minas (Brasil); 108 essências, criador: Breno Marques da Silva.

- Florais do Havaí - Aloha (Havaí); 70 essências, criador: Penny Medeiros.

- Florais de Haff (Argentina); 128 essências, criador: Jorge Luis Raff.

- Florais do Himalaia - Sanjeevini (Índia); 51 essências, criador: Atul Shah.

- Existem dezenas sistemas, totalizando mais de 5 mil essências florais. Apesar dessa diversificação, nenhum floral é melhor que o outro. O que promove tamanha quantidade de essências é a multiplicidade de flores em nosso planeta.
Existem sistemas que tratam melhor o aspecto psicoemocional, como os florais de Bach, da Austrália e da Califórnia, e outros atuam com mais eficácia em um plano psicoespiritual, como os florais do Havaí. Contudo, a maioria dos sistemas se equivale nos repertórios; o que, muitas vezes, ao se dedicar a dois ou três tipos, pode satisfazer amplamente tudo o que se deseja para a autocura .
Por exemplo, a essência da flor da rosa-canina é encontrada no sistema de Bach (Wild Rose), de Minas (Rosa Canina), da Califórnia (Wild Rose) e da França (Cerisier Savage) cujas propriedades terapêuticas são idênticas: atenuar o cansaço físico e mental; eliminar o marasmo e a resignação face aos inúmeros obstáculos da vida; desenvolver positivismo, coragem e fé.

Fonte:http://www.neinaiff.com

O vento que sopra pelas flores

Uma história (verdadeira) sobre CURA.


(De Lee Paton)

Há vários anos atrás, em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade.
"Tenzin", é como vou chama-lo, foi diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar.
Ele foi internado em um hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia.
Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa de seu braço e negou-se a cooperar. Ele então gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor. Os médicos e enfermeiros ficaram desconcertados.
Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital. Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos. Elesma taram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado e brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso. As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fez Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses.
"Eu sei que vocês querem ajuda-lo," ela disse, "mas ele se sente torturado pelo tratamento. Eles fazem com que ele sinta ódio internamente " da mesma maneira que os chineses fizeram ele se sentir.
Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora. E, segundo nossas crenças, é mito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte. Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração."
Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica derepouso para visita-lo em casa. Eu era a enfermeira encarregada de cuidar dele. Eu entrei em contato com um representante da "Anistia Internacional" para pedir-lhe conselhos. Ele me disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era "falar a respeito".
"Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é
impossível." Mas quando eu encoragei Tenzin a falar sobre sua sexperiências, ele ergueu suas mãos e me fez parar. Ele disse,

"Eu preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar minha alma. Sua tarefa

não é fazer perguntas. Sua tarefa é me ensinar a amar novamente."

Respirei profundamente e perguntei,
"E como eu posso faze-lo amar de novo?"
Tenzin respondeu prontamente,
"Sente-se, tome meu chá e coma meus biscoitos."
O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil de bebê-lo! Mas, foi o que eu fiz. Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e eu nos sentamos juntos e tomamos chá.
Nós também conversamos com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas. Mas era sua dor espiritual que deveria ser diminuída.
Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros. Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais "thankas" - badeirolas budistas coloridas - nas paredes. Em pouco tempo, o quarto parecia um colorido templo religioso.
Na chegada da primavera, eu perguntei o que os tibetanos faziam na primavera, quando estavam doentes. Ele abriu um grande sorriso e disse,
"Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores."
Eu pensei que ele estava falando poéticamente, mas suas suas palavras eram literais. Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas floradas, carregadas pela brisa.
Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento. No primeiro momento, achar muitas floradas parecia um pouco difícil. Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais. Eu liguei para o gerente de uma floricultura e expliquei-lhe a situação. Sua reação inicial foi "Você quer o que?” Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou.
Então, no final-de-semana seguinte, eu busquei Tenzin, sua esposa e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, chícaras, biscoitos, almofadas e livros de preces. Eu os deixei na floricultura e combinei de pega-los às 17 horas. No outro final-de-semana, visitamos uma outra floricultura. E mais outra no terceiro fim-de-semana. Na quarta semana, eu comecei a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher para voltarem novamente. Um dos gerentes disse,
"Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias" ah, sim! E temos belas dafnias. Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci! Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!"
No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direção o vento estava soprando. Logo, as floriculturas estavam competindo de Tenzin. As pessoas começaram a se importar com o casal tibetano. Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento.
Outros traziam água quente para o chá.
Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal. E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença. Maso doutor não achou nenhuma evidência de câncer. Ele estava abobalhado; disse a Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo. Tenzin levantou seu dedo e disse:
"Eu sei porque o câncer se foi. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor. Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro.
Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma.
Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura. Às vezes, a compaixão pode também curar um câncer."

Aura Soma: Terapia da Alma

O sistema terapêutico Aura-Soma foi descoberto por Vicky Wall, uma farmacêutica e herbanária britânica.


Entrando em níveis profundos de relaxamento e meditação ela recebeu informações sobre o sistema Aura-Soma
O fato extraordinário ocorreu numa certa noite quando Vicky reuniu grande quantidade de elementos naturais no pequeno laboratório de sua casa e iniciou um trabalho alquímico. Suas mãos foram guiadas durante essa realização, como depois ela relatou.
Com o tempo Vicky foi percebendo que os efeitos dessas fórmulas eram mais eficazes do que se poderia esperar de simples óleos. Ajudando significativamente em casos de dores de cabeça do tipo enxaqueca, dores crônicas nas costas, impotência, doenças do coração, depressão e outros males.
Vicky pôde observar em seus numerosos clientes que o efeito dessas substâncias parecia ir além dos domínios normais de percepção. Elas despertavam nas pessoas a lembrança de algo há muito perdido e, Vicky, com sua extraordinária capacidade sensitiva, podia ver esse "algo". Depois de observar muitos relatos, comprovou que se tratava de algo que foi perdido pela maioria das pessoas, "programadas" pelo estilo mental do nosso tempo, muito afinado com a ciência e o materialismo. Esta certa coisa é a essência dos seres humanos, seu ser mais íntimo, e está relacionada com as cores!
Essa clarividência de Vicky lhe permitiu perceber uma pessoa como um arco-íris, também era capaz de detectar se alguma coisa não estava bem nesse arco-íris e assim descobriu que suas idéias coincidiam com a antiga doutrina indiana dos chakras.
Nessa época conheceu Mike Booth, possuidor de capacidades semelhantes às suas. Mike compreendeu as abrangências do sistema recém nascido e passou a devotar seus talentos à Aura-Soma. Nele acrescentou seus conhecimentos na área da cura natural, homeopatia, teosofia e administração.
Vicky Wall morreu no início de 1991 e desde então Mike Both é o coordenador de toda a organização, dando prosseguimento inclusive no "recebimento" de novas fórmulas de frascos.
A Aura-Soma é um sistema muito antigo, existia em Atlântida, no Antigo Egito e foi reencontrado no nosso tempo para ajudar-nos a viver melhor nessa nova era.
Atualmente, a Aura-Soma tem representações na maioria dos países Europeus e da América do Sul, além de Israel, África do Sul, Canada, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Índia. Desde 1984, o número de pessoas que usam as substâncias duplicam a cada ano. Hoje são cerca de dois milhões de pessoas.
"Aura significa luz e Soma significa corpo, ou seja, somos corpos de luz e, como luz é cor, precisamos equilibrar e harmonizar as cores no nosso corpo".

A Aura-Soma é um sistema terapêutico que atua no nível físico, mental, emocional e espiritual.

Esse sistema surgiu na Inglaterra em 1984 e consiste basicamente no uso de 4 entre 106 frascos de sua escolha.
O conteúdo desses frascos é balanceado, possuindo duas camadas de líquidos: uma de óleo e outra de água. Além disso, contêm essências de plantas, energias de cristais e das cores.
Todos os produtos da Aura-Soma são naturais não possuindo conservantes, contém o reino mineral, vegetal sendo de ótima qualidade e forte capacidade curativa.
Os frascos são tão lindos que parecem verdadeiras jóias!
Eles são produzidos em Tetford na Inglaterra, onde a manipulação dos elementos naturais é feita com muito carinho e precisão.
Podemos dizer que nos frascos estão configurados uma referência perfeita de saúde - eles agem por ressonância.
A aplicação dos, óleos balanceados, equilibra o funcionamento das glândulas, dos hormônios, órgãos internos e músculos do nosso corpo. Ajuda as pessoas se sentirem com mais saúde. E nessa área, a medicina tem apenas remédios de base química a oferecer.

OBJETIVO

Os frascos tem o potencial de trazer de volta às nossas vidas as qualidades físicas, energéticas e sutis de quando nascemos. Esse potencial foi perdido pela maioria das pessoas devido ao estilo de vida muito afinado apenas com o materialismo, muito distante dos ritmos da natureza. Nocivas características do nosso tempo.
Os especialistas estão apenas começando a perceber, através de descobertas científicas, algo que a Aura-Soma sempre considerou vital para uma saúde perfeita: que a essência dos seres humanos está intimamente relacionada com as cores, e se essa relação não estiver em harmonia poderá trazer conseqüências negativas como stress, ansiedades, depressões, medos inexplicáveis, atitudes compulsivas, síndrome de pânico, dores de cabeça, dores nas costas, obesidade, impotência, doenças no coração, alergias e todo o tipo de enfermidades em todos os níveis.
Com a Aura-Soma temos a possibilidade de harmonizar esses males utilizando apenas os recursos da natureza.
A Aura-Soma funciona também complementando outros métodos sutis de cura como: homeopatia, terapia de florais, diversas formas de fisioterapia, renascimento, hipnoterapia, terapia de vidas passadas, terapia da fala, shiatsu, osteopatia, quiropráticas, método Rolfing, reflexologia, diferentes métodos de massagem e muitos outros. A Aura-Soma é uma poderosa ferramenta que acelera, aprofunda e intensifica esses métodos de trabalho.

A Aura-Soma também traz em seu sistema o Tarô, a Cabala, Numerologia, I Ching e Astrologia.

Os produtos que incluem os Óleos Balanceados, os Pomânderes, as Quintessências entre outros, podem inclusive ser usados em animais e plantas doentes.

http://www.aura-soma.com.br

Dicas de Fitoterapia

1 - Dor de cabeça (enxaqueca): Chá de casca de laranja fresca.

2 - Dor de cabeça (proveniente do estômago e de bebidas): Chá de boldo

3 - Dor de cabeça de tensão pré-menstrual: Suco de melão - bater no liquidificador a polpa do melão juntamente com as sementes; coar e tomar dois copos por dia.

4 - Tosse: Xarope de cenoura - Bater a cenoura no liquidificador, coar na peneira e depois acrescentar mel e ferver até virar um xarope. Cura até coqueluche. Para criança 1 colher de sopa 3x ao dia; para adulto: 6x ao dia.

5 - Colesterol: Berinjela: Cortar a berinjela e colocar em 1 litro d’água, deixar na geladeira por uma noite e de manhã pingar suco de 2 limões. Tomar durante o dia. Queima as moléculas de gordura do sangue, então o sangue, que precisa de gordura, passa a buscá-las nas reservas, por isso funciona como emagrecedor não podendo ser usado por pessoas que não querem emagrecer.

6 - Câncer de Próstata: Tomate: Cortar o tomate em cruz e ferver em 1 litro d’água fazendo um chá. Tomar várias vezes ao dia.

7 - Brócolis: Para câncer de mama.

8 - Rabanete: Para gripe e tosse (fazer igual ao xarope da cenoura)

9 - Semente do Quiabo: Funciona como repelente de mosquitos

10 - Garganta: Abacaxi: fazer gargarejo com suco de abacaxi, temperado com uma pitada de sal para cortar a acidez.

11 - Aftas, Azia, Gastrite e Ulcera: Provenientes do estômago. Tratar com batata inglesa que cura azia, gastrite e úlcera. Descascar a batatinha, ralar e depois espremer até sair o leite. Tomar 1 colher, em jejum, após escovar os dentes.

Para azia: tomar durante 1 semana • Para gastrite: tomar durante 2 semanas • Para úlcera: tomar durante 1 mês.

12 - Rins: Chá de folha de abacate

13 - Olhos: Para limpeza dos olhos: pingar algumas gotas do leite da maçã (extraído da mesma forma da batatinha inglesa) Pode-se limpar também com umas gotinhas de limão, mas este arde.

14 - Pressão alta: Chá de alho; Chá de alpiste; Suco de pepino: bater no liquidificador com água, coar, e tomar o suco. (este regula a pressão, tanto a alta como a baixa).

15 - Osteoporose: Suco de pepino (mesma receita da pressão alta).

16 - Banana não combina com abacaxi. A banana contém cálcio e é bom para o crescimento.

17 - Melancia: É uma fruta monofágica, ou seja, egoísta; não realiza digestão juntamente com outros alimentos, por isso só deve ser ingerida com estômago vazio. Do contrário ela interrompe o processo digestivo de outros alimentos para que seja realizada a sua própria digestão. É um erro consumir melancia como sobremesa.

18 - Memória: Chá da casca do abacaxi.

Fonte: http://teresopolisjornal.com.br/

04/10/2011

Dia dos Animais


Quatro de outubro é o Dia dos Animais, a mesma data em que se festeja o dia de São Francisco de Assis. E não é coincidência, pois esse santo é o protetor dos animais. Ele sempre se referia aos bichos como irmãos: irmão fera, irmã leoa. São Francisco de Assis também amava as plantas e toda a natureza: irmão sol, irmã lua... São expressões comuns na fala do santo, um dos mais populares até os nossos dias.

Nascido na cidade de Assis, em 1182, Francisco (quando ainda não era santo) tentou ser comerciante, mas não teve sucesso. Nas cruzadas, lutou pela fé, mas com objetivos individuais de se destacar e alcançar glórias e vitórias.
Até que um dia, segundo contam livros com a história de sua vida, Francisco recebeu um chamado de Deus, largou tudo e passou a viver como errante, sem destino e maltrapilho. Desde então, adotou um estilo de vida baseado na pobreza, na simplicidade de vida e no amor total a todas as criaturas.

O surgimento dos animais


Para falar do surgimento dos animais temos que lembrar a escala geológica da terra. Os paleontólogos (que estudam os animais e vegetais fósseis) remontam a vida no planeta ao período chamado pré-Cambriano, a época das primeiras coisas viventes, 3,6 bilhões de anos atrás.
Na era Paleozóica (mais ou menos entre 500 e 300 milhões de anos atrás) em seu primeiro período, o Cambriano, surgiram a vida marinha e os primeiros vertebrados. Em seguida, no período Ordoviciano, surgiram os primeiros corais catalogados e outros seres da vida marinha (chamados de briozoários). No Siluriano, surgiram as primeiras plantas e os animais invertebrados. No Devoriano, os primeiros anfíbios, insetos e peixes. No Carbonífero, os primeiros répteis. No Permiano, houve a extinção de muitos animais.
Atribui-se à era Mesozóica (perto de 250 a 65 milhões de anos atrás), período Triássico, o aparecimento dos primeiros dinossauros e mamíferos; ao Jurássico, dos primeiros pássaros e mais e mais dinossauros; porém no período Cretáceo, dinossauros e outros organismos foram extintos. Dinossauros representavam menos de 10% dos mais de 40 grupos de répteis da Era Mesozóica.
Vêm da Era Cenozóica (de 65 milhões de anos atrás até nossos tempos), período Paleogeno, o surgimento dos tipos modernos de plantas floríferas e a expansão e diversificação de mamíferos. No período Neogeno, o homem moderno se espalhou por todo o planeta, mas muitos mamíferos desapareceram.
Cientistas acreditam também que há cerca de 65 milhões de anos aconteceu um grande impacto no planeta, causado pela queda de um asteróide, alterando a superfície da terra e com resultados ambientais tão devastadores que muitos seres vivos não conseguiram sobreviver. Há correntes científicas que acreditam nesse impacto, mas não o consideram a única causa da extinção dos dinossauros na Era Mesozóica. Pelos registros fósseis, a diversidade entre eles já estava em declínio no final do Cretáceo.
Mas os dinossauros são o melhor exemplo de sucesso e adaptação. Eles estiveram no planeta por mais tempo do que qualquer outro animal terrestre (por mais de 150 milhões de anos) e deram origem aos pássaros.
O que costumamos aprender comumente sobre os eles, em livros, cinema e TV, nem sempre é 100% correto, existe muita informação desatualizada e mesmo incorreta, muitas vezes sem por exemplo uma revisão de paleontólogos, os especialistas em estudá-los.
O assunto desperta grandes paixões e vale a pena aprofundar os conhecimentos sobre ele.

Quem poderia imaginar?

A primeira classificação dos animais, como conhecemos hoje, se deu em 350 a.C., com Aristóteles. Este filósofo grego catalogou, na época, 500 espécies. Ele já considerava o golfinho, por exemplo, um bicho da terra, explicando que, ao contrário dos peixes, ele amamentava os seus filhotes. Assim como as baleias, o golfinho se desenvolveu, de fato, em terra firme, migrando depois para o mar.
Mal podia imaginar o sábio Aristóteles que, num futuro distante, esses mesmos golfinhos estariam ameaçados de extinção, necessitando de projetos voltados para a proteção das espécies, a fim de evitar o pior, ou seja, o extermínio. Aqui mesmo no Brasil, a noroeste da principal ilha do arquipélago de Fernando de Noronha, na costa pernambucana, os chamados golfinhos-rotadores são objeto de preocupação e cuidados de pessoas e entidades que se dedicam ao ecoturismo naquela região.
Os golfinhos-rotadores ganharam esse nome por conta das inúmeras acrobacias executadas ao saltarem e mergulharem na água. Tipo de comportamento alegre, ainda não entendido pelos estudiosos, podendo ser desde uma mera brincadeira até uma sinalização acústica.
As maiores ameaças a esses mamíferos marinhos são, além de um turismo não controlado, degradando e poluindo o habitat natural, as capturas acidentais e também intencionais dos pescadores. Já nas Filipinas, na Austrália e Venezuela, por exemplo, a captura desses animais tem como objetivo aproveitar a gordura do golfinho para usar como isca na pesca do tubarão.

Nem sempre foi assim

Em tempos remotos, a quantidade de animais e plantas no planeta era tanta, que o homem não chegava a representar qualquer tipo de ameaça às espécies existentes. Hoje em dia, no entanto, a situação é bem outra: somos mais de seis bilhões de pessoas no mundo, com práticas e atitudes que vêm diminuindo a população dos animais e também a das plantas e organismos vivos da terra.
O comércio ilegal de inúmeras espécies, além da destruição dos ecossistemas naturais, vêm a ser as duas grandes ameaças à sobrevivência da vida silvestre. No Brasil, são mais de 200 espécies da fauna e mais de 100 da flora que estão condenadas à extinção, caso nenhuma medida seja tomada a respeito com o intuito de protegê-las. Entre os vegetais, o mogno é uma árvore sob ameaça de desaparecer, assim como a arara azul e o mico-leão-dourado são animais em vias de sumir do planeta. Mexer com a flora é também mexer com a fauna, desequilibrando a relação bicho-habitat.

Animais também têm direitos

"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade".

Leonardo da Vinci (1452-1519)

Como vocês podem ver, há cinco séculos já havia a preocupação com os animais. Mas foi só em 1978 que os seus direitos foram registrados, quando a UNESCO aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Animal. O Dr. Georges Heuse, secretário geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta Declaração. Você confere a seguir o texto do documento, que foi assinado por vários países, inclusive o Brasil.


Declaração Universal dos Direitos do Animal

Art. 1º - Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Art. 2º - O homem, como a espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.

Art. 3º - Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Art. 4º - Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se; Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.

Art. 5º - Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e de liberdade que forem próprias de sua espécie; Toda modificação deste ritmo ou destas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.

Art. 6º - Todo animal escolhido pelo homem como companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural; Abandonar um animal é ação cruel e degradante.

Art. 7º - Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.

Art. 8º - A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade; As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9º - Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.

Art. 10º - Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem; As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.

Art. 11º - Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.

Art. 12º - Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie; A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Art. 13º - O animal morto deve ser tratado com respeito; As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos do animal.

Art. 14º - Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental;

Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.
Fonte: http://www.ibge.gov.br/


Em 4 de outubro comemora-se o Dia de São Francisco de Assis, considerado o padroeiro dos animais. De fato, é comum encontrar nas sedes das entidades de proteção animal imagens do santo italiano. Por sua relação de amor e respeito aos animais, a data serve também para comemorar o Dia Mundial dos Animais.

Francisco de Assis viveu na Itália entre os séculos XII e XIII. Durante a juventude levava a vida como um rico filho de comerciante. Então, converteu-se e passou a trabalhar com um grupo de discípulos (que ficaram conhecidos como franciscanos), todos devotos da pobreza evangélica.

Ele tinha uma relação muito especial, de muito respeito com os animais. No Cântico das criaturas, São Francisco de Assis louva a Deus por todas as criaturas, o sol, a lua, as estrelas... Há alguns anos o Papa João Paulo II decretou São Francisco de Assis como o padroeiro da ecologia, pelo reconhecido amor a todas as criaturas. Francisco de Assis foi sepultado em 4 de outubro de 1226 e canonizado em 1228. Em comemoração à data, durante este mês várias entidades de proteção animal organizam eventos sobre bem-estar animal e cerimônia de bênção aos animais.


Ao analisar a relação homem-animal ao longo da história da humanidade, percebemos que muitos erros e atrocidades foram cometidos contra os animais, por falta de conhecimento, pela ganância ou em nome de tradições culturais.
Com o desenvolvimento de estudos, análises e teorias sobre comportamento animal, o homem passou a modificar sua postura, pois percebeu que os animais também sofriam e sentiam medo, dor e angústia. Isso aconteceu graças ao trabalho dos cientistas e estudiosos do comportamento animal e dos defensores de animais - pessoas que, mesmo sem nenhuma formação acadêmica, lutam pelos direitos dos animais, tirando-os das ruas, protegendo-os, criando e cuidando de abrigos.


Ainda hoje vemos situações que não podem ser aceitas sem pelo menos o sentimento de forte indignação, abrigos superlotados com animais abandonados à própria sorte por seus donos, maus-tratos, envenenamentos, venda ilegal de animais silvestres, rodeios, touradas, farra do boi, ursos torturados na China, circos, feiras de animais sem controle sanitário, uso de animais em testes para cosméticos, projetos de lei que perpetuam os maus-tratos e uso em experiências científicas.

Por isso, vamos aproveitar a data para refletir por alguns instantes sobre tudo aquilo que devemos aos animais, sobre todos os erros cometidos até agora. Existe um caminho a ser seguido, que é o respeito a todas as formas de vida, tanto aos aspectos mais básicos, como abrigo e alimentação, quanto ao direito a afeto, liberdade e à vida.


Fonte: www.jornalpontofinal.com.br