28/02/2009

Outro dia...

Outro dia que me sinto cansada, confusa e indecisa sobre minha vida!
A semana passou muito rápido e nem tive tempo para pensar direito...
Muitas coisas na minha vida se tornaram incompletas, muitas coisas que comecei fazer e não terminei...ou nem cheguei a começar e ficou aquele vazio, que com o tempo tomou conta de mim!
As vezes me sinto uma sombra...parece que não há lugar aqui em que eu possa ficar, já foi tudo preenchido...e eu fiquei de fora, literalmente um peixe fora d'gua.
Eu tenho medo de ficar velha e não ter realizados meus sonhos, ainda tenho muito tempo pela frente ( assim espero ) , mas as vezes me dá um desespero, por que o tempo passa tão rápido e sempre demora para que algo aconteça em minha vida.
Já conquistei muitas coisas...mas ainda falta muita, mas muita coisa...
Eu sei e sinto que deveria estar fazendo mais...mas não aqui...é confuso entender esses sentimentos e saber por que tenho eles...
Acho que é algo que está além de minha existência...é perene e muito profundo!
Essa semana que passou, fui a uma sessão de Apometria...já deveria ter completado 4 sessões, não sei o que acontece comigo...
Mas dessa vez vou até o final...me senti bem lá...uma sensação de paz...tem coisas que sinto que não consigo descrever com palavras...
Me disseram que o importante é você querer mudar!
E eu quero...mas se fosse tão simples assim...essa vida é uma eterna escola e eu estou apenas no começo!

Adoção de animais > Um amigo especial




Nascido em Bagdá, há pouco mais de um ano, Ratchet era apenas um filhotinho vira-lata, preto e de olhos tristes, que catava lixo e vivia em meio aos mortos da Guerra do Iraque. Numa de suas andanças nas áreas de conflito, em busca de comida, viu-se preso entre labaredas de fogo que cercava a pilha de dejetos que fuçava. Assustado e confuso, Ratchet estava prestes a testemunhar, pela primeira vez, um gesto de amor vindo, justamente, das frontes inimigas. A militar norte-americana Gwen Beberg, que passava pelo local, avistou o filhote lutando para se salvar do incêndio e resolveu ajudar o cãozinho. O que Ratchet não sabia era que Gwen não só o resgatava do fogo, mas de toda miséria que conheceu até então. Entre os dois, um laço forte de amizade foi criado durante o ano que passaram juntos na guerra e o que aconteceria depois seria a luta vitoriosa de Gwen contra as leis das Forças Armadas Americanas para levar Ratchet, o cãozinho iraquiano, para seu lar em Minnesota.
Leia mais:
Os dez mandamentos da adoção de cães e gatos
Nem cogitamos a idéia de comprar um bichinho, até porque eu havia concordado, depois de muita insistência, que ela poderia ter um
Nem todas as histórias de adoção são tão notórias quanto a de Ratchet, que recentemente ganhou páginas de jornais no mundo inteiro. No entanto, o que todas têm em comum é a compaixão e respeito pelos animais por parte de quem adota. A maioria de cães e gatos sem lar é de vira-latas. São animais que precisam ser vermifugados, vacinados e tratados para curar doenças adquiridas nas ruas ou em abrigos superpovoados.
De acordo com a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), muitos animais são comprados por impulso e depois abandonados ou deixados no abrigo por motivos como mudança de endereço, gravidez das responsáveis por eles, crias indesejadas, orientação médica, separação de casal ou mesmo desemprego. De acordo com os funcionários do local, no entanto, alguns donos simplesmente se cansam e levam seus cães para o abrigo dizendo ter acabado de salvar os animais das ruas. Assim que deixam o lugar, os bichinhos uivam e choram pela volta daquele que acreditavam ser seu dono. Alguns deles, segundo a Suipa, deixam de comer e morrem de tristeza.
Fundada em 1943, no Rio de Janeiro, a entidade abriga hoje cerca de nove mil cães e 700 felinos, que são postos para adoção, depois de serem tratados e esterilizados, quando atingem idade adulta. E foi na Suipa que Lua, uma gatinha vira-lata tigrada, conheceu seus donos antes mesmo de dar entrada no abrigo, com um mês de idade. "Minha filha, que tinha 14 anos na época, foi com o pai dela até o local", relata a jornalista Mônica Crespo, de 51 anos. "Nem cogitamos a idéia de comprar um bichinho, até porque eu havia concordado, depois de muita insistência, que ela poderia ter um. Isso foi em 96 e lembro muito bem de não ter gostado muito da idéia de ter um gato em casa", confessa.


Lua faleceu há um ano, vítima de insuficiência renal aos nove anos, após uma vida alegre, tranqüila e cercada de amor. "Até minha avó, que não gostava de gatos, se rendeu aos encantos da Lua", lembra Mônica. "Ela (a gatinha) tinha uma personalidade muito forte, era muito arisca, vingativa, mas era linda, e todo mundo gostava dela mesmo assim. Comigo e com minha filha, ela vinha pedir carinho toda noite e fazia questão de comer ao nosso lado, com muito afago". Apesar de sofrer com a morte da gatinha, Mônica adotou recentemente Brie. Apesar de ser o oposto da outra, também tem seu charme. "Ela depende muito de mim, pede carinho várias vezes e me recebe todos os dias na porta, quando chego do trabalho", revela. "Mas nada vai mudar a memória da Lua".
Acredito que temos uma responsabilidade com os animais e apesar de muita gente ser contra castração, acho que é uma maneira de resolver problemas de abandono
Tal como Mônica, o colega de trabalho dela, Paulo Braga, de 38 anos, também adotou um gato. Folgado, gaiato e cheio de charme, Preto é um gatinho vira-lata de pêlos negros e olhos amarelos, que chegou à casa do jornalista, em São Paulo, com aquela animação e energia próprias de todo filhotinho. Ele foi recolhido no Parque da Água Branca, em São Paulo, junto de seus três irmãozinhos, por um amigo de Braga que realiza esse trabalho no local. "Já tinha uma gatinha, mais velha, que no início não gostou muito da idéia de dividir o território dela, mas com o tempo ela foi aceitando o jeito dele (Preto)", lembra.
A vida do bichano mudou radicalmente. Foi castrado, bem cuidado, bem amado e até foi viver no exterior. "Fui morar em Buenos Aires, em 2002, e resolvi levá-lo comigo. A burocracia foi imensa, mas ele foi", conta. "Acredito que temos uma responsabilidade com os animais e apesar de muita gente ser contra castração, acho que é uma maneira de resolver problemas de abandono".
De fato, a superpopulação preocupa algumas autoridades municipais, como o Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ). Uma única cadela e seus descendentes podem gerar 64.000 novos animais em seis anos. Uma gata, 420.000 gatinhos, em sete anos. Somente na capital paulista, existem cerca de 1,5 milhão de cães - um cão para cada sete habitantes - e 230 mil gatos - 1 para cada 46 pessoas, segundo o CCZ. Do total, estima-se que apenas 20% sejam domiciliados: dos 24 mil animais que chegam até o órgão anualmente, apenas 1,5 mil são adotados, e acredita-se que 19 mil sejam sacrificados por ano, por diversos motivos.
A todo vapor
Se a sorte de alguns animais não é nada bela, a de outros é afortunada. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet), os brasileiros consumiram cerca de US$ 546 milhões, em serviços como banho e tosa, e US$ 272 milhões em produtos veterinários, de higiene e embelezamento. Apesar dos alimentos responderem por 75% do faturamento do setor, totalizando um valor aproximado de US$ 3 bilhões, o potencial do mercado brasileiro para consumo de produtos para animais domésticos é ainda maior: há 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos, um consumo potencial de 3,96 milhões de toneladas/ano. De 1,8 milhão produzido no país em 2007, a região sudeste responde por 52,64% do mercado, seguida pela sul (40,42%), centro-oeste (4,45%), nordeste (1,94%), norte (0,55%). Esses percentuais colocam o Brasil como o segundo maior mercado do mundo, em número de animais e volume de produção.
Ainda que o setor seja promissor, os alimentos industrializados são oferecidos a apenas 45,32% dos animais de companhia, sendo os outros 54,68% são alimentados com sobras de mesa. "São aproximadamente dois milhões de toneladas de arroz, carnes, leite e outros alimentos utilizados para alimentar nossos animais de companhia, conseqüentemente desviados da alimentação humana", afirma José Maria Parra, presidente da Anfal Pet.

26/02/2009

Fere de leve a frase...
E esquece... Nada
Convém que se repita...
Só em linguagem amorosa agrada
A mesma coisa cem mil vezes dita.

Mario Quintana
Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas,

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.

(Carlos Pena Filho)
OS POEMAS

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mario Quintana - Esconderijos do Tempo

25/02/2009

Depois de muito tempo resolvi criar um novo blog, pois o antigo acho que nem existe mais...

Eu comecei a sentir falta dele, falta de escrever o que sinto, o que penso, o que imagino...o que eu quero!

Eu me recordo que quando comecei a escrever sentia me uma boba, escrevendo...escrevendo...mas depois se tornou uma terapia, sempre que me sentia depremida, triste ou quando algo acontecia eu corria pra cá...quer dizer pra lá...e ali passava muitas horas...
Tudo muda, mas voltei a sentir essa necessidade de escrever novamente, então aqui estou!
As vezes penso em escrever tantas coisas e quando venho até aqui...me dá um branco...
Meu antigo blog era praticamente meu diário, não sei se esse será...mas sempre estarei por perto para postar algo novo!
"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma menina inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também."
A Tua Procura

Em cada rosto eu te procuro
Em cada olhar eu procuro o teu...
Em cada rua, em cada esquina eu te procuro...
Em cada anoitecer, em cada amanhecer...
Eu te procuro...
Tu estás em mim
Por vinte e quatro horas
Mas não te encontro
Aonde tu te escondes?
No sol, na lua, na noite?
Onde estás?
Por que não te mostras,
Pelo menos nos meus sonhos?
Continuo a tua procura
Quem sabe te encontre, algum dia
Em algum lugar...