18/04/2011

Um poema...

O tempo é muito lento para os que esperam

Muito rápido para os que tem medo

Muito longo para os que lamentam

Muito curto para os que festejam

Mas, para os que amam, o tempo é eterno.


( William Shakespeare )

Essa foi uma foto que peguei na pagina do uol hoje, é de ontem, e tudo que tem cachorros me chama a atenção, eu sei que muitas pessoas quando lerem isso podem achar estranho, mas eu fico com dó do cachorro e não da pessoa ai deitada...
É um se humano como eu, sente frio, fome, tem sentimentos...mas sabe falar, pedir, entre outras coisas.
E o cachorro? Meu Deus eu fico pensando se há descaso entre os humanos...o que será dos animais?
Estava navegando também na pagina dos bichos perdidos do uol...ah que tristeza quantos pequenos perdidos...acho que se isso acontecer comigo eu surto de vez...
Meus pequenos são como filhos para a familia, e eu sei que como eu há muitas pessoas ( graças a Deus) , que se importam e cuidam, e fico muito feliz por isso.
A Páscoa está ai, esse ano deve passar rápido também...
E com tantas coisas ruins acontecendo, espero que as pessoas tenham mais consciência...que saibam amar, entender, compreender, ouvir, perdoar, entre muitas outras coisas...e que acima de tudo nunca percam a fé...

12/04/2011

Há 50 anos, homem chegava ao espaço pela primeira vez.

Na manhã de 12 de abril de 1961, o soviético Alekseyevich fez um café-da-manhã inédito. Flutuando a 327 km acima da superfície terrestre, o homem de apenas 27 anos comeu e bebeu dentro de uma bola de apenas 2,3 m. Ficou conhecido para a posteridade como Yuri Gagarin e seu desjejum matinal foi apenas um feito dentro de outro maior: o primeiro voo de um humano no espaço.


Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão.


Gagarin foi o escolhido entre mais de 3,5 mil aspirantes à missão, após intensos testes de resistência física e psicológica. Somente seis homens foram selecionados como possíveis candidatos à primeira aventura do homem no espaço. A decisão sobre quem iria estar a bordo da nave redonda Vostok 1 foi comunicada ao grupo apenas quatro dias antes da missão.

À época, a extinta União Soviética e os Estados Unidos travavam uma batalha silenciosa para saber qual nação levaria o primeiro ser humano à Lua. Os norte-americanos venceram a disputa em 1969, com o “pisão” inaugural de Neil Armstrong no satélite natural da Terra, mas nos oito anos anteriores, os soviéticos sempre estiveram à frente - inclusive no lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957.


Os Estados Unidos só levariam o primeiro homem ao espaço alguns meses mais tarde, durante a viagem de Alan Shepard no voo da Freedom 7, em 5 de maio de 1961. Porém somente em 7 de fevereiro de 1962, durante a missão Friendship, com John Glenn, o país teve seu primeiro astronauta completando uma volta inteira ao redor do planeta. Ambos os feitos fizeram parte do Projeto Mercury, da agência espacial norte-americana (Nasa).


‘Poyekhali’

O voo de Gagarin começou às 09h07 no horário de Moscou, com o lançamento da cápsula Vostok 1 com o foguete R-7.
Antes de decolar, o cosmonauta gritou “Poyekhali!” (“Vamos nessa!", em tradução livre).
A nave partiu das instalações do então secreto Cosmódromo de Baikonur, conhecido à época também como Tyuratam, localizado atualmente nas estepes do Cazaquistão – uma das ex-repúblicas soviéticas.
Onze minutos após a decolagem, o combustível do foguete acabou, a cápsula redonda Vostok foi liberada e a humanidade entrava em órbita pela primeira vez.

Para girar ao redor do planeta, a Vostok precisou alcançar uma velocidade média de 28 mil km/h. Gagarin não chegou a controlar a nave, ainda que os controles para uma operação manual da Vostok 1 estivessem disponíveis ao piloto soviético.


Durante os 108 minutos de duração da missão, Gagarin deu uma volta inteira em torno da Terra. Os relatos do cosmonauta narram a sensação de estar sob o efeito de uma gravidade menor, além de uma preocupação constante sobre os dados do voo – ao solicitá-los à equipe responsável na Terra.

O cosmonauta retornou ao solo terrestre às 10h55 em uma área de plantação em Smelovka, na província de Saratov, a 300 km de onde deveria ter pousado. De volta ao planeta, Gagarin recebeu seu terceiro café-da-manhã naquele dia: leite e pão de Anna Takhtarova, uma avó espantada com a figura de um homem vestido em trajes laranjas e com um capacete, vindo do espaço.

Para girar ao redor do planeta, a Vostok precisou alcançar uma velocidade média de 28 mil km/h. Gagarin não chegou a controlar a nave, ainda que os controles para uma operação manual da Vostok 1 estivessem disponíveis ao piloto soviético.


Durante os 108 minutos de duração da missão, Gagarin deu uma volta inteira em torno da Terra. Os relatos do cosmonauta narram a sensação de estar sob o efeito de uma gravidade menor, além de uma preocupação constante sobre os dados do voo – ao solicitá-los à equipe responsável na Terra.

O cosmonauta retornou ao solo terrestre às 10h55 em uma área de plantação em Smelovka, na província de Saratov, a 300 km de onde deveria ter pousado. De volta ao planeta, Gagarin recebeu seu terceiro café-da-manhã naquele dia: leite e pão de Anna Takhtarova, uma avó espantada com a figura de um homem vestido em trajes laranjas e com um capacete, vindo do espaço.

Legado


Gagarin virou um herói soviético após retornar ao planeta que ele observou - pela primeira vez - de fora. Foi poupado de outras missões pelo medo de um acidente encerrar a vida de um dos principais ícones soviéticos durante a Guerra Fria.
Ironicamente, o temor se justificou em 28 de maio de 1968, quando em um acidente ainda envolto em mistério, Gagarin morreu durante testes em um avião MiG.
Após a tragédia, uma cratera na Lua e um asteroide foram nomeados em homenagem ao cosmonauta.

Depois de Gagarin, mais de 400 pessoas – de 30 países diferentes – já estiveram no espaço. A maior distância já percorrida por humanos foi pouco maior que 400 mil quilômetros, durante a quase fatal missão Apollo 13, da Nasa.


Do G1, em São Paulo

MORTE DE UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Morte de um animal de estimação


Estudiosos da mente humana constataram que a perda de um bicho de estimação traz consequências muito parecidas com as provocadas pela perda de um ente querido em nossas vidas.

Muitas vezes, para algumas pessoas, um animal pode se constituir numa forte referencia de amor incondicional.

O processo de luto, costuma ser mais demorado quando o bichinho pertencia a pessoas solitárias, idosos ou casais sem filhos.

Na realidade, para nós psicanalistas, os animais de estimação não são apenas o que são, mas aquilo que representam para nós.

Dentro dessa visão, um animalzinho pode ser colocado no "lugar psíquico" de um amigo, filho ou companheiro.

Comparecendo à sala de espera de um veterinário, podemos observar como a maioria dos donos de pets se referem a eles como se fossem seus filhos.

A dor pela morte de um animal de estimação é verdadeira, portanto deve ser respeitada e não banalizada.



Muitos assim o fazem com comentários do tipo _ "Era só um animal"; "sofrer assim, por causa de um cachorro?;" "ainda bem que não foi alguém da sua família, foi só um bicho"

Pessoas que passaram por essa situação podem avaliar como é difícil lidar com a tristeza, o choro, a ausência de prazer nas atividades cotidianas, que se seguem após a morte de um animal, com o qual se tinha um vínculo afetivo.

Como em qualquer processo de luto, é necessário tempo para elaborar os sentimentos de raiva, revolta, culpa ou vazio, que são aflorados com toda intensidade.

A dor pela morte é sempre muito dolorosa, mesmo quando esperada. Portanto, é necessário ter alguém com quem se possa contar nesses momentos.

Nos Estados Unidos, grupos sem fim lucrativos, como a "American Pet Loss", são especializados em dar apoio psicológico às pessoas que perderam seus pets.

Trata-se de um serviço muito importante, já que o sofrimento pela perda de um animal, tanto quanto o que decorre da morte de um ente querido, pode trazer sérias consequências quando não trabalhado.

O que a pessoa, que se encontra tão fragilizada, pode fazer nesse momento?

Uma das coisas é procurar alguém capaz de escutar com atenção, paciência e sensibilidade, sem julgar ou criticar.

É necessário também, que esse alguém não force a conversa numa única direção, sabendo tolerar as oscilações dos sentimentos que surgem.

Não ter vergonha de abrir o coração e expor as emoções colabora, e muito, para que a pessoa possa ser ajudada.

Gealmente, o processo de luto leva mais tempo do que ela gostaria para ser atravessado.

Aos poucos, porém, a imagem daquele que partiu (e isso vale para o luto de pessoas ou de animais de estimação) passa a ser reintegrada.

As lembranças, expectativas, culpas e vivências vão sendo reconstruídas na rede simbólica, dando condições de retornar à vida.

Se, no entanto, a tristeza persistir e a falta de motivação para viver se prolongar, não se deve ter medo de buscar ajuda profissional.



Edázima Aidar é psicanalista