Se Deus é onipresente, todos os caminhos levam a Ele. Nesse sentido, o importante não é seguir um ou outro caminho, mas sim como fazemos o caminho que elegemos, onde queremos chegar.
A vida nos leva a Deus, pois Deus está em toda parte.
Não há um caminho especial para isso. Tudo depende da sinceridade com que trilhamos. Uma pessoa nos enviou um escrito de Paul Brunton que diz o seguinte: “Quando o sol se erguia, Jesus orava par que sua mente fosse preenchida pela luz espiritual, e quando o Sol se punha, Jesus orava para que sua mente se recolhesse em suas próprias profundezas, concentrando-se na Verdade”.
Essa pessoa tem feito esse exercício e tem se transformado muito desde que iniciou. Como vemos, cada um encontra a sua forma de se aproximar da verdade.
A entrega leva-nos a deixar tudo o que estamos fazendo?
A entrega não exclui que prossigamos cumprindo nossas tarefas e, antes, nos leva a trabalhar melhor com o que nos cabe. Portanto, não nos conduz à inatividade. Quando realmente entregues, percebemos com mais clareza nossa tarefa e o nosso caminho, e assim aperfeiçoamos o nosso modo de ser e de agir.
Neste estado de receptividade, vamos sendo conduzidos ao que realmente nos cabe e não as atividades supérfluas ou imaginaria que o ego nos apresenta.
Dizem que o desenvolvimento da mente concreta paralisa e sufoca o desenvolvimento do corpo emotivo e do coração. Devemos então deixar de nutri-la?
Quando cuidamos apenas da mente e não prestamos atenção ao coração nem elevamos o sentimento, estes podem ficar sufocados por ela. Mas não é isso que nos é pedido. É necessário o desenvolvimento tanto da mente quanto do coração e do sentimento.
No caminho ascensional, nenhum núcleo do ser deve ficar esquecido. Desse modo evolui-se de maneira integrada. Se esses vários aspectos são trabalhados simultaneamente, o ser interior vai controlando o grau de importância de cada um a cada momento.
Centro localizado acima da cabeça mencionado aqui é o centro supraluminar apresentando em alguns dos seus livros?
Falamos genericamente de um centro acima da cabeça. Não citamos nomes, porque não é o caso de enfocarmos em um centro especifico. Basta cultivarmos a aspiração ao alto, e aquele centro nosso acima da cabeça que estiver sensível a esse apelo, a essa invocação, responderá. Esses centros fora do corpo correspondem a diferentes níveis de contato que podemos estabelecer com o infinito.
Uma pessoa doente pode ser curador? Caso possa, porque não cura ma si mesma?
Curar nós mesmo significa, em primeiro lugar, permitir que se realize em nós a cura profunda. É a nossa ligação com os mundos internos que necessita ser restaurada, e isso significa cura interior.
Quem estabelece essa ligação interna torna-se um curador, estimula os demais a também fazerem essa ligação. Se uma pessoa enferma pode ou não ser um curador dependerá de vários fatores. Se sua doença é física, resultado do carma do corpo físico, ela pode trabalhar em cura interior, desde que já a tenha vivido.
Trigueirinho
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