25/09/2011

É Primavera...

Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.

Che Guevara

17/09/2011

Alfazema e Lavanda

Nome científico: Lavandula angustifolia


(outras espécies: Lavandula spica, Lavandula vera, Lavandula officinalis, Lavandula angustifolia.)

Nome comum: Alfazema.

Nomes populares: Alfazema, Lavanda, Lavandula, Nardo.

Família: Lamiaceae.



Origem: Parte ocidental do Mediterrâneo.

Habitat: Sul da Europa. Espontânea no centro e sul de Portugal. Cultiva-se na Europa e na América, pela sua essência.

História: Desde há muito conhecida e utilizada pela Humanidade, a Alfazema ou Lavanda foi baptizada de nardus pelos gregos, assim baptizada por causa de Naarda, cidade síria à beira do rio Eufrates. A tranquilidade e a pureza são inerentes à fragância de alfazema.

Perfume fresco e limpo, era o aditivo de banho preferido dos gregos e romanos, e o seu nome (Lavandula) deriva do latim lavare (lavar).

Conta-se que a peste não chegava aos fabricantes de luvas de Grasse pois eles usavam a alfazema para perfumar o couro. Isso fez com que as pessoas na época andassem sempre com alfazema.

Durante as duas Grandes Guerras, a alfazema ou lavandula foi utilizada para limpar os ferimentos dos soldados.

Descrição: A lavanda é um subarbusto de base lenhosa que mede entre 20 a 60 cm de altura. As folhas são simples, opostas, de cor verde acinzentada, estreitas e alongadas. As flores de alfazema são de cor azul ou violeta, pequenas e dispostas numa espiga terminal de 5 a 15 cm que florescem de Junho a Setembro. O caule é verde, muito ramificado e lenhoso.

Sementeira: As sementes de Alfazema semeiam-se de Maio a Julho ao ar livre e de Abril a Junho em estufa.
Transplantação: As pequenas plantas de Lavanda transplantam-se de Junho a Setembro.
Luz: A alfazema prefere locais ensolarados.
Solos: Os solos para cultivo de alfazema devem ser bem drenados, ligeiros, arenosos, cálcarios ou neutros e que não sequem demasiado. Temperatura: A lavanda tem grande resistência ao frio, e ao calor. É aconselhável proteger o pé da planta no Inverno com turfa ou terra.
Rega: escassa.
Adubação: A adubação da cultura de lavanda não deve ser abundante. Anualmente efectua-se uma adubação de cobertura com azoto na forma amoniacal no início da Primavera.
Poda: podar energicamente no fim da floração.
Pragas e doenças: Philareus spumarius e Phomopsis lavandulae.
Multiplicação: A Alfazema ou Lavanda propaga-se por estacas semi-lenhosas no Outono ou Primavera ou por semente na Primavera.
Colheita: os caules de Lavanda são apanhados imediatamente antes de florescerem. As folhas podem ser colhidas a qualquer momento.
Conservação: Para obter essência de alfazema, apanham-se os raminhos com as flores quando elas começam a florescer, que é precisamente quando emanam um perfume mais forte e penduram-se em pequenos raminhos a secar. As espigas com flor também podem ser secas em gavetas abertas.

Aplicações medicinais:

Partes utilizadas: Da alfazema utilizam-se sobretudo as suas flores mas também as folhas.

Propriedades: A lavanda é sedativa e equilibradora, digestiva, anti-reumática e anti-inflamatória, anti-séptica, cicatrizante, relaxante, redutora da fadiga, sedativa, balsâmica e insecticida.

Componentes: Princípio amargo, essência, cumarina.

Indicações: Acne, bronquite, leucorreia, nervosismo, reumatismo, tosse, vertigens.

Receitas medicinais: Para preparar um remédio contra a asma, ferver 60 grs de flores de alfazema num litro de água durante 2 minutos. Depois, filtrar o líquido e beber quatro a seis chávenas por dia. Quando se quer preparar uma infusão, macerar 5 grs de flores durante 5 minutos numa chávena de água a ferver. Adoçar com mel e bebr a seguir. Repetir a dose quatro vezes por dia.

Para más digestões, recomenda-se deitar umas gotas de óleo de alfazema, num dedo de água ou sobre um torrão de açucar e tomar depois da refeição.

Outros usos:

Uso caseiro: Fazer com a flor de lavanda saquinhos para gavetas (espanta traças), almofadas e poutporris. A infusão das flores de alfazema aplicada no couro cabeludo livra-o de parasitas; alguns veterinários também utilizam para destruir piolhos e outros parasitas. Moscas e mosquitos também não gostam do cheiro de lavanda, poutpourris com lavandula afastam os insectos.

Uso culinário: As folhas, inflorescências e ramos de alfazema são usados para dar sabor às saladas e pratos guisados, por um lado, e a doces de frutas e gelatinas, por outro, bem como para a preparação de azeite e vinagre de alfazema. Com as folhas de alfazema, preparam-se também algumas infusões e dá-se sabor a alguns tipos de chá.

Aromaterapia: O óleo essencial de lavanda é usado para cortes, queimaduras, reumatismo, alergias de pele, queimaduras de sol, dor de cabeça, insónia, problemas inflamatórios, artrite, pelas propriedades bactericidas e anti-viróticas. Também é eficaz para restaurar a circulação sanguínea dos pés. O banho perfumado com óleo essencial de alfazema é excelente tratamento contra a insónia.

Cosmética: A alfazema é usada fundamentalmente para a composição de águas de colónia, perfumas e outros produtos de drogaria. O óleo essencial de alfazema é usado para dar cheiro a cremes, sabonetes e para escovar os cabelos porque é considerado um estimulante do seu crescimento, misturado com óleo de rosmaninho e manjericão. Utilizadas em saquinhos, as suas flores são muito apropriadas como máscaras para a cara. A água de alfazema reduz a actividade das glândulas sebáceas e elimina a gordura do cabelo.

Efeitos colaterais: Evitar o uso prolongado.Torna-se excitante se usada em doses elevadas.

Fonte: Jardim de Plantas Medicinais

O poder do chá

Novas e surpreendentes pesquisas sobre a bebida confirmam seus benefícios para a saúde




Um trabalho recente, publicado na conceituada revista European Journal of Clinical Nutrition, aponta que o chá oferece mais vantagens para a nossa saúde do que a água. O estudo, que contemplou principalmente o chá preto, diz que a água simplesmente repõe fl uidos e hidrata o organismo. A bebida, por sua vez, cumpre esse papel e ainda contém fl avonóides, substâncias antioxidantes que defendem contra a ação dos radicais livres e combatem o envelhecimento precoce. Outras vantagens enumeradas são a proteção contra doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, o fortalecimento dos ossos e a diminuição da incidência de placa bacteriana e, conseqüentemen- Novas e surpreendentes pesquisas sobre a bebida confirmam seus benefícios para a saúde te, de cáries. O estudo valida um trabalho anterior, divulgado no ano de 2004, que comparou os chás preto e verde aos medicamentos usados para tratar o Mal de Alzheimer. De acordo com a pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, os chás são uma excelente arma para ativar a memória, já que impedem a ação de enzimas degenerativas no cérebro.
Desde a Pré-História as plantas são usadas como remédios. Na Idade Média, as mulheres começaram a fazer preparados com folhas, frutos e fl ores para tratar diversas doenças, hábito hoje reforçado por pesquisas científicas que já comprovaram os poderes medicinais de várias ervas. O conceito de chá, no entanto, surgiu na China, por volta de 2.800 a.C. Diz a lenda que o imperador Shen Nung ferveu água quente para beber, com o intuito de curar alguma enfermidade, e, por estar sob uma árvore, não percebeu as folhas que caíam dentro do recipiente. Encantado com o aroma e a cor do líquido, resolveu bebêlo e, surpreendentemente, sarou.

Rituais de saúde

Um bom chá, além do sabor agradável e da sensação imediata que proporciona ao ser ingerido, pode tratar diversos males. No Oriente, até hoje o chá é peça fundamental em rituais religiosos, enquanto na Europa, em especial na Inglaterra, constitui uma tradição cultural desde o século 19. No Brasil, esse tipo de bebida sempre fez parte da história - basta lembrar dos costumes indígenas - e esteve associada à saúde.
Os chás são excelentes para distúrbios digestivos, de um modo geral, pois o princípio ativo das ervas entra rapidamente em contato com o trato intestinal. Para as mulheres, que costumam sofrer bastante com os incômodos das cistites (infecções urinárias), estimulam a bexiga. A fitoterapia (terapia das ervas) serve para complementar os tratamentos convencionais (alopáticos ou homeopáticos) nas doenças crônicas, e não como cura, de fato.
Vale a pena salientar que, ainda que a maioria das ervas ofereça segurança, é sempre bom ouvir a opinião de um especialista. "Pessoas que usam medicamentos freqüentemente não podem ingerir qualquer chá. Há o risco de a planta interferir na ação do remédio", destaca a nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo. Um dos grupos eficientes no combate ao estresse são as chamadas plantas adaptógenas, ou adaptogênicas. Como o nome diz, essas espécies nos ajudam na adaptação ao meio em que vivemos, aumentando a resistência do organismo nas situações de ansiedade. Um bom exemplo é o ginseng, que auxilia quem quer prevenir o nervosismo e a fadiga e serve ainda de antídoto quando esses problemas já se instalaram no organismo.


Reações diferentes

A terapeuta Leila de Souza Pinto, coordenadora do Lesedi SPA Holístico, de São Paulo, informa que existem duas maneiras ideais para preparar o chá. A primeira é a infusão: a água deve ser fervida e despejada sobre a planta durante 15 minutos. Depois, basta coar e servir. O segundo é a decocção, em que a água é fervida junto com a planta. "O chá deve ser colocado em um recipiente limpo, fechado, e não de alumínio, para conservar suas propriedades", diz.
Vanderlí Marchiori aconselha comprar a planta seca em farmácias de manipulação, em vez das opções industrializadas, e tomar o chá morno ou frio - nunca quente ou gelado em excesso. "A quantidade máxima diária deve ser de um litro", alerta a nutricionista. Uma xícara de chá sem açúcar tem, em média, apenas duas calorias. Os especialistas recomendam ingerir a bebida sem adoçá-la, a fim de preservar o seu sabor original. Um último aviso: preste atenção às suas reações físicas e emocionais ao usar os chás como medida preventiva da saúde. Nem sempre o efeito é o mesmo para todo mundo. Há pessoas que ficam agitadas com determinada planta, enquanto outras sentem sono ou sensação de calma.


SELEÇÃO DE OURO


Veja os benefícios de alguns dos chás mais conhecidos

ALECRIM - combate a depressão e funciona como antioxidante, combatendo a ação dos radicais livres. Também atenua dores reumáticas.

BOLDO DO CHILE - de sabor amargo e pouco agradável, costuma ser um santo remédio para amenizar dores do estômago, problemas no fígado e o mal-estar gerado pela ressaca.

CAMOMILA - é indicado para aliviar enjôos e distúrbios gástricos e intestinais decorrentes, principalmente, do estresse diário.

CAPIM-CIDREIRA - ótimo para combater a insônia, controlar o estresse em períodos de nervosismo, amenizar cólicas intestinais e gases.

CARQUEJA - alivia males como azia, má digestão, perturbações gástricas e prisão de ventre.

CHÁ-MATE - originário de uma erva encontrada na região Sul do Brasil e no Paraguai, é rico em vitaminas A, B1, B2 e C, além de 15 tipos de aminoácidos. Excelente para melhorar as defesas do sistema imunológico, potencializar a concentração e trazer energia e vitalidade.

CHÁ-PRETO - pesquisas realizadas pela Universidade de Kunming, na China, apontaram que esse tipo de chá reduz os níveis de colesterol ruim no sangue (LDL) e, portanto, é válido para pacientes hipertensos e/ou com problemas coronarianos.

ERVA-DOCE - atua no alívio de cólicas de recém-nascidos e femininas, durante o período pré-menstrual. Auxilia também no combate à má digestão.

HORTELÃ - a exemplo do chá de erva-doce, serve para amenizar azia, gases e cólicas. Tem efeito levemente sedativo e pode ser usado como complemento nos tratamentos para bronquite e asma.

JASMIM - revitalizante, afasta a sonolência excessiva. É diurético e combate acessos de asma.

MARACUJÁ (PASSIFLORA) — acalma, reduz a atividade excessiva do sistema nervoso e é indicado para dores de cabeça, insônia perturbações da menopausa.

CHÁ-VERDE — segundo estudos da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, a bebida melhora a circulação do sangue após a ingestão de comidas gordurosas, diminuindo, também, as taxas do colesterol ruim. Os polifenóis presentes na sua composição fazem com que haja um aumento no gasto energético - daí a fama de chá emagrecedor.

POR PRISCILA RODRIGUES


FOTOS FERNANDO GARDINALI

09/09/2011

A Raiva

A raiva é um dos sentimentos mais intensos que costumamos experimentar e, de modo geral, está relacionada à frustração de nossos desejos e expectativas.

Ela é motivada por uma dor interior, quando nos sentimos traídos ou machucados pela vida e expressamos esta mágoa através de atitudes raivosas. É como se nos sentíssemos impelidos a descontar no restante do mundo a dor que alguém nos causou.
É importante aprender a reconhecer as raízes internas de nossa raiva, para que possamos conscientemente eliminar as causas que nos levam a este sofrimento.
A raiva também pode estar relacionada à criança que fomos um dia. Se em nosso passado, não tivemos a oportunidade de expressar nossa raiva, por termos sido reprimidos por pais muito autoritários, poderemos seguir pela vida engolindo nossa raiva e direcionando-a muitas vezes para nós mesmos, gerando desequilíbrios que cedo ou tarde se manifestarão na forma de doenças.
Aprender a observar nossa raiva no momento em que ela se apresenta é algo muito útil, pois somente conhecendo profundamente a origem deste sentimento em nosso interior, é que poderemos finalmente deixá-la ir embora, não nos apegarmos a ela.
Há circunstâncias na vida em que é difícil não sentir raiva, principalmente quando somos desrespeitados em nossos direitos. Mas, o ideal é lutar por eles de forma sensata, movidos pela energia da justiça e da ética, caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos agentes da violência e da agressividade.
A insanidade dominante no mundo atual é resultado da inconsciência, pois muitos seres humanos se deixam dominar pela energia da raiva e permitem que ela os leve a atos dos quais irão se arrepender. Se quisermos construir um mundo de paz, precisamos urgentemente aprender a lidar com nossas emoções de uma forma mais madura e consciente.
"A psicologia da raiva é que você queria algo e alguém lhe impediu de conseguir isso. Alguém veio como um bloqueio, como um obstáculo. Toda sua energia estava indo conseguir algo e alguém bloqueou a energia. Você não conseguiu o que queria.

Agora essa energia frustrada transforma-se em raiva. raiva contra a pessoa que destruiu a possibilidade de realizar seu desejo.

...Você não pode impedir que a raiva aconteça porque ela é um subproduto, mas você pode fazer algo para que o subproduto não aconteça de jeito nenhum.

...Na vida, lembre-se de uma coisa: nunca deseje coisa alguma tão intensamente como se isso fosse uma questão de vida ou morte. Seja um pouco brincalhão.

Não estou dizendo, não deseje - porque isso se tornará uma repressão em você. Estou dizendo, deseje, mas deixe seu desejo ser brincalhão. Se você puder realizá-lo, ótimo. Se você não realizá-lo, talvez não fosse o tempo certo; veremos da próxima vez. Aprenda algo da arte de brincar.

...Ficamos tão identificados com o desejo que quando este é bloqueado ou impedido nossa energia pega fogo; ela queima. E nesse estado de quase insanidade você pode fazer alguma coisa da qual você irá se arrepender. Isso pode gerar uma série de eventos que toda sua vida pode ficar enrolada nisso.

Devido a isso, por milhares de anos, eles ficaram dizendo, "Sejam sem desejos".

...Mesmo as pessoas que disseram, "Sejam sem desejos" também deram a vocês um motivo, um desejo: se você ficar sem desejos você irá alcançar a suprema liberdade, nirvana. Isso também é um desejo.

Você pode reprimir um desejo por algum outro desejo maior... Você só mudou o alvo. ...A raiva é sempre proporcional ao desejo.

...É uma infelicidade que nenhuma religião no mundo tenha aceitado o senso de humor como uma das qualidades básicas para o homem religioso. Quero que vocês entendam que o senso de humor, a brincadeira, devem ser as qualidades fundamentais.

Vocês não devem levar as coisas tão seriamente, assim a raiva não surgirá. Vocês podem simplesmente rir da coisa toda. Vocês podem começar a rir para vocês mesmos. Vocês podem começar a rir de situações nas quais vocês estariam raivosos e loucos.

Usem a brincadeira, o senso de humor, a risada. È um mundo grande, e existem milhões de pessoas. Todo mundo está tentando conseguir algo. É muito natural que às vezes pessoas se intrometam nos caminhos um dos outros - não que eles queiram isso, é apenas a situação, é acidental.

...Isso é o que quero dizer quando falo para não levar coisa alguma a sério... nem mesmo você mesmo. E assim você verá que a raiva simplesmente não aconteceu. Não há nenhuma possibilidade de raiva. E a raiva certamente é um dos maiores vazamentos da sua energia espiritual. Seja brincalhão com seus desejos, e assim permaneça o mesmo no sucesso ou no fracasso.

Apenas comece a pensar sobre si mesmo à vontade. nada especial; não que você precisa ser vitorioso, não que você tenha que ser bem sucedido em cada situação.

...Uma vez que isso se estabeleça em seu ser, então, tudo é aceitável. A raiva desaparece e quando ela desaparece, deixa para trás uma tremenda energia de compaixão, de amor, de amizade".


fonte:Osho, The Sword and the Lotus

06/09/2011

Química da Transcedência

Se tiveres de realizar algo sem compreender seu motivo oculto, faze-o assim mesmo.

Se fores levado a contatar alguém sem motivo

aparente, contata-o assim mesmo.

Se tiveres de decidir algo pelo bem comum que

exija que contraries teu ego, decide-o assim mesmo.

Se tiveres de responder algo diferentemente de

como teu ego responderia, responde assim mesmo.

Se um irmão te disser algo que contrarie teu modo

de pensar, aceita-o assim mesmo.

Se te oferecerem uma tarefa que te exija empenho e

esforço, executa-a assim mesmo.

Se ao orares nada perceberes, ora assim mesmo.

Se nada vires ao dar um passo indicado, dá o

passo assim mesmo.

Se durante as provas a mente insistir em explicá-

las e controlá-las, aceita as provas assim mesmo.

Se resolveres algo baseado em tua natureza

profunda e isso contrariar tuas tendências

mentais, segue a indicação assim mesmo.

Se chegar um irmão e disser algo que te cause

reação, inclui seu ponto de vista assim mesmo.

Se a vida te trouxer inesperadamente sofrimentos e

inquietudes, abraça-os assim mesmo.

Se na hora de saltares tua mente te refrear em

dúvida, salta assim mesmo.

Se algo te solicitar e não vires ali proveito próprio,

atende assim mesmo.

Se um irmão falhar em algo que lhe tenhas

confiado, confia-lhe novamente assim mesmo.

Se um irmão executar de forma inesperada e com

sucesso uma tarefa, aproxima-te dele e aprende

algo assim mesmo.

Se entre gostos e desgostos aprenderes a seguir

adiante;

se entre certezas e dúvidas te mantiveres neutro;

se nas angústias e deleites te sentires observador;

se nas provas diárias lembrares dos votos que

fizeste e sorrires;

se na realização de algo lembrares que não és

dela o autor mas o meio;

se nas decisões incluíres pontos de vista

inesperados e contrários a tua natureza

humana;

se obedeceres, mesmo que contrariado, e

cumprires algo da melhor forma até o fim;

se não te lembrares de colher os frutos de tuas

ações;

se saudares as provas com a mesma alegria que

saúdas momentos de clareza;

se conseguires realizar algo sem dele te apoderares;

se na dor alheia sentires em tua pele o calor da

prova e buscares alívio para o que sofre;

se nada temeres e nada desafiares mas fores ao

encontro de tudo com fé,

...tudo isso pode indicar que entre Meu Coração

e o teu começa a fluir o Líquido Precioso.

Pode indicar o amadurecer de um fruto

longamente aquecido por Nós.

Pode confirmar que a persistência nas leis

conhecidas é caminho seguro.

Pode ensinar-te que é no autoesquecimento e na

autonegação que se encontram muitos degraus inesperados.

Pode demonstrar que há caminhos corretos por

vias diferentes das tuas.

Pode lembrar-te que Nossa Mão estará sempre

contigo, e que Nosso Toque sempre estará a teu

alcance quando negares a ti mesmo.

Pode indicar que chegou a hora da redenção.

Paz

fonte: Francisco - Sinais de Figueira nº 19

04/09/2011

A LEI DA ATRAÇÃO

COMO E QUANDO FUNCIONA E PORQUE NÃO FUNCIONA


Uma mensagem de Metatron canalizada por Tyberonn em

13 de agosto de 2011
 
Querido, você cria sua realidade e não existe nenhuma outra regra. Você está aqui, na Universidade da Dualidade, para aprender a criar de forma responsável.

Existem muitos textos falando sobre a questão de como o ser humano cria as realidades da sua perspectiva. Nós lhe oferecemos esta advertência: não é o pensamento em si que é criativo, mas sim a CRENÇA… a crença expressada em pensamento na mente clara.
Então, para esclarecer a sintaxe, dizemos que na Lei da Atração é sábio substituir a palavra Pensar por Acreditar, porque, embora o pensamento positivo possa estimular nova crença, enquanto você não acredita no que pensa, você não esta gerando uma nova realidade. Crença gera realidade. Isto é lógico.
Portanto, entenda que, para além da sintaxe, pensamentos positivos só podem se manifestar se estiverem em sincronia com as suas crenças. Por exemplo, se no seu âmago, você ACREDITA que não merece abundância, ou se no âmago da sua mente, você acredita que o acúmulo de abundância é materialista e, portanto, errado, você não manifestará abundância apenas pensando sobre ela. Se acreditar que o dinheiro é a raiz de todo o mal, a LEI da Atração não funcionará para você, até que mude essa crença básica.
Se você acreditar que é pobre e que sempre terá que lutar para sobreviver, sua própria crença criará essa experiência. Não importa se você tem dois ou três empregos; sua crença básica será gerada, projetada na dimensionalidade e certamente se manifestará. Você terá que se lutar economicamente.
Se acreditar que não é “muito esperto”, seu cérebro assumirá essa crença e você será limitado. Se acreditar que não é atraente, você projetará essa imagem a todos ao seu redor telepaticamente.
Você projeta constantemente suas crenças e se encontrará frente à frente com suas manifestações quando olhar para o mundo à sua volta. Elas formam uma imagem espelhada das suas crenças realizadas. Você não pode escapar das suas crenças. Entretanto, elas são o método através do qual você cria sua experiência.
Da mesma forma, se você acreditar – em termos bem simples – que as pessoas vão lhe querer bem, vão tratá-lo bem, é isso que elas farão. E se acreditar que o mundo está contra você, assim será a sua experiência. E se acreditar que seu corpo vai começar a envelhecer e enfraquecer aos 40 anos, assim será. Entende o que queremos dizer?
Você está na existência física para aprender e entender que suas crenças, energeticamente traduzidas em sentimentos, pensamentos e emoções, causam toda a experiência. Ponto. Agora, a sua experiência pode mudar as suas crenças e, a qualquer momento, você está no controle e pode escolher no que acreditar. A chave é formar CRENÇA através da escolha consciente da “super-alma” da Mer-Ka-Na e não se programar inconscientemente.
Agora, levemos este conceito para a multidimensionalidade. Imagine que você teve um certo número de vidas como monge ou padre, onde fez votos estritos de pobreza. Você evitou o “material” e aderiu fortemente à CRENÇA de que o dinheiro é “a raiz de todo o mal”.
Todas as encarnações são simultâneas no eterno agora. Na sua encarnação atual, você está concentrado em criar sua realidade; você precisa de dinheiro e reconhece que o dinheiro não é um mal, mas simplesmente uma energia, e que ele pode ser usado para muitas coisas positivas. Você leu todos os livros, todos os artigos sobre como o pensamento positivo desencadeia a “Lei da Atração”, entretanto ainda não está conseguindo trazer a abundância para a sua vida.

Será que, multidimensionalmente, você não está em “desvantagem”?

Se você tiver uma dúzia de encarnações ocorrendo simultaneamente no AGORA, todas elas evitando e rejeitando o que ACREDITAM ser “coisas materiais”, e apenas uma encarnação tentando criar abundância, qual dos esforços você acha que contém maior projeção de energia?
Na mente do AGORA da Mer-Ka-Na, você tem a capacidade de mudar o passado aparente e criar um harmônico unificado daquilo que você deseja e acredita. E, Querido, o dinheiro não é mau! Ele é energia e, no novo paradigma, você precisa criá-lo de um modo responsável e amoroso. Você PODE ter o que quiser, o que precisar, mas a Crença deve ser harmônica na multidimensionalidade. Não é um simples “peça e lhe será dado”. Deve ser projetada numa mente harmônica e clara. E a mente está acima do cérebro. A mente é multidimensional…

Fim da Primeira Parte

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Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
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31/08/2011

PORQUE DEVEMOS SER VEGETARIANOS

Devemos diminuir gradativamente a volúpia de comer carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, após deixarmos á vida material. Os animais são nossos irmãos inferiores, eles também como nós, vem de longe, através de lutas incessantes e redentoras, e são como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. À medida que a alma progride, é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmoniza ao progresso espiritual já alcançado. Percebam que, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto a poética figura do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores, o abutre delicia-se a saborear o cadáver em decomposição do animal.

Mediante os esclarecimentos espirituais ditados por mentores credenciados no labor mediúnico espírita, evidencia-se que muito grave é a responsabilidade daqueles que possuem conhecimentos, quanto os malefícios da alimentação carnívora, não havendo desculpas que lhe suavize a culpa de terem devorado seus irmãos inferiores. O vegetarianismo deve ser a alimentação dos homens civilizados, principalmente daqueles que já são conscientes da realidade reencarnatória e da marcha ascensional que também os animais estão obrigados. A culpa começa exatamente onde começa a consciência quando já se pode distinguir o justo do injusto e o certo do errado.
Quando o bruto devora o seu irmão inferior, para matar a fome, trata-se de um espírito sem culpa e sem malícia perante a suprema Lei do Alto. Sua consciência não é capaz de extrair lições morais ou verificar qual o caráter superior ou inferior da alimentação vegetal ou carnívora. Mas o homem, que sabe implorar piedade e clamar por Deus, em suas dores; que distingue a desgraça da ventura; que distingue o criminoso do santo; o ignorante do sábio; e o bem do mal, esse homem também deve saber o erro que comete diante da pratica da alimentação zoofágica diária. Esse homem também há de compreender o equívoco da matança dos pássaros e da mutilação incessante nos matadouros, e será um delinqüente perante a Lei de Deus se, depois dessa consciência desperta, ainda persistir no erro que já é condenado no subjetivismo da alma e que desmente a Lei superior.
O direito de destruição acha-se regulado pela necessidade que o homem tem de prover ao seu sustento e a sua segurança. O abuso jamais estará contido em seu direito. O homem é culpado de matar animais, portanto não lhe assiste esse direito, uma vez que, não lhe falta a fruta ou o legume para seu sustento; nem carece da morte do irmão inferior para a sua segurança biológica.
No âmbito da fisiologia humana podemos constatar que: A produção da toxidade causa a superação renal e do fígado, que se vêem obrigados a atender a necessidade extra da filtragem super dosada. O pâncreas esgota-se produzindo o fornecimento excessivo de fermento. As ilhas de Lanson atrofiam-se, reduzindo-se a produção de insulina, ocasionando a diabete. O movimento peristáltico do intestino é perturbado, pela ação das toxinas produzidas pelas vísceras animais, ingeridas, causando o aumento da viscosidade sangüínea causando a apoplexia. O ácido úrico se dissemina pelo sangue, causando o artritismo.

No aspecto esotérico, os homens são fornecedores da substância vital através do trucidamento de bois, carneiros, suínos, vitelas, cabritos, coelhos, galinhas e gansos. Seus sangues inocentes são vertidos nos pisos de matadouros e frigoríficos. E depois sucumbem aos processos de obsessões, vampirismo e vingança dos magos das sombras, alimentados por essa energia vital. “Enquanto o homem assassinar animais e comer sua carne, vamos continuar tendo guerras.”

“Não há injustiça na Lei Divina, portanto, a lei cármica não permitirá que os homens sejam felizes, enquanto massacrarem seus irmãos menores, indefesos e serviçais, que também têm almas e sentem dores!”

“Quantas tragédias, angústias e sofrimentos que há séculos afligem a humanidade, são resgates cármicos provenientes da culpa espiritual de verter o sangue do irmão menor, a serviço do Vampirismo da terra e do espaço.” Os líderes da Sombra, fortalecidos pelo derramamento diário dos rios de sangue animal, promovem então, com sucesso, as guerras, para o fornecimento de sangue humano, de melhor vitalismo para eles.
“Sob a justiça implacável da Lei do Carma, a quantidade de sangue vertida pelos animais e aves resulta em quantidade igual de sangue humano jorrado nos morticínios das guerras e guerrilhas!” Infeliz humanidade terrena, escrava de um circulo vicioso, em que os vivos dotados de razão trucidam os vivos irracionais para devorar-lhes as carnes, e depois enfrentam o sofrimento de verem os filhos ou parentes irem para o massacre dos campos de batalhas!
É de conhecimento de muitos, que há pessoas extremamente bondosas, preocupadas com a caridade e que normalmente alimentam-se de carne. Por outro lado, ocorre o oposto, alguns egoístas, maldosos e que somente agem dentro do padrão extremista do egocentrismo, são vegetarianos. Devemos observar que, nem sempre o homem vegetariano é evoluído, mas, todo homem evoluído fatalmente será vegetariano.
Temos provas irrecusáveis de que podemos viver e gozar de boa saúde sem recorrermos a alimentação carnívora. Basta considerar a existência de animais corpulentos e de um vigor extraordinário em nosso mundo, tais como o cavalo, o elefante, o boi, o camelo e outros que são rigorosamente vegetarianos.
Quanto ao condicionamento pelo hábito da alimentação carnívora, devemos compreender que nosso orgulho, a vaidade ou a crueldade assim como outros tantos defeitos, são estigmas que se forjaram através de séculos, mas que teremos que eliminá-los definitivamente do nosso psiquismo. Assim como os vícios de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na nossa memória etérica; no entanto, nem por isso nos os justificamos como necessidades imprescindíveis das nossas almas invigilantes.
O Comando Sideral está empregando todos os esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da repugnante preferência zoofágica. A humanidade atual deve reconhecer que já ultrapassa os prazos espirituais demarcados para a continuidade suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva sideral, o estado psicológico do homem atual exige urgente aprimoramento no gênero de alimentação; ela deve corresponder, também as próprias transformações progressistas que já se sucederam na esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião.
Chegará o dia em que a Terra será promovida a um mundo regenerado. Situação onde o Planeta Terra, somente abrigará espíritos portadores dos bons hábitos. Quando isso ocorrer, não haverá mais espaços para os matadouros. Essa futura humanidade terá a consciente despertada e saberá dar o devido valor ao sentido real da vida material, não somente para seu semelhante humano, mas também a vida do seu irmão inferior, os animais.
Nessa ocasião, todos os terráqueos serão vegetarianos. Os espíritos que não se ajustarem á nova forma de vida, mais saudável e amorosa, deverão seguir para outro mundo mais inferior condizente com sua condição primitiva no tocante a alimentação carnívora e demais vícios danosos à evolução espiritual. -[1] -[2] -[3]

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Obras Consultadas:

[1]Fisiologia da Alma – Ramatís – Capítulo A Alimentação Carnívora e a Vegetariana – Páginas 15 á 78.

[2]Paz e Amor Bicho! (A Alimentação á Luz do Cosmo) – Grupo de Estudos Ramatís de Porto Alegre – Mariléa de Castro

[3]Elaborado por A. Cavalcanti

As chaves da ascensão espiritual – Ramatis

Meu mais profundo afeto e amor a todos os seres de luz que estão buscando a conexão e expansão do vosso Ser Espiritual.


Hoje vamos explicar quais são as chaves da ascensão espiritual, porque existe certa confusão e ambigüidade a este respeito. É necessário compreender o significado real e a finalidade da ascensão espiritual, para saber para onde seguir, estabelecer uma metodologia adequada e desenvolver a perseverança e inspiração para obter êxito no processo.

A ascensão espiritual é um estado de transformação interior mediante a qual somos conscientes da diferença que existe entre o nosso Ser Divino e as expressões físicas densas ou sutis da energia cósmica. No momento atual estão existindo em dois planos que estão coexistindo ao mesmo tempo: o plano físico ou material e o plano espiritual. A ascensão espiritual não está relacionada com a transubstanciação da matéria, no entanto, é um efeito de semelhante processo. Há muitas pessoas, dentro do âmbito da nova era que pensam que a ascensão espiritual está relacionada com a translação do corpo físico para uma dimensão superior. Apesar disto se poder produzir, eu fui um exemplo vivo disso, não é a essência nem a finalidade do processo. Há também outro setor de operadores da luz que pensam que a ascensão espiritual é transitar para as dimensões superiores, para experimentar e desfrutar a forma de vida que há nesses planos. Isto também é uma conseqüência da expansão e depuração da consciência.

A ascensão espiritual está associada à transformação e expansão da vossa consciência e conexão com vossa Presença Divina ou Ser Superior e com Deus.

Isto implica uma forma de vida específica na conduta, nos valores e atitudes que fazem parte da dinâmica quotidiana do indivíduo e não de algumas circunstâncias ou momentos específicos. Para os seres de evolução superior não existe diferença entre os momentos de introspecção ou conexão com o plano do Ser e a Fonte Divina e suas atividades diárias, porque vivem em um estado de conexão plena e constante. Essa dicotomia existencial acontece em pessoas como vós que habitualmente estais flutuando no plano das polaridades, devido a vossa forma de vida e não encontrais alinhados com a Fonte Divina.

Os seres que vivem nas dimensões superiores a vossa conquistaram os níveis de evolução superior em virtude do seu esforço pessoal, integridade e conhecimento da dinâmica da evolução cósmica. Muitos de vós associais ascensão espiritual com melhores condições e prestações existenciais que permitem desfrutar mais das múltiplas manifestações da matéria. Isto, amados irmãos do cosmo, é um nível de compreensão distorcido que não tem nada a ver com a realidade. Evidentemente, quando se está vibrando em sinergia e sintonia com o plano cósmico da evolução com o Criador Infinito, as condições existenciais são otimizadas e existe uma sensação de harmonia, paz e bem-aventurança interior inexplicáveis. Neste momento da vossa evolução é importante que compreendas que a finalidade da ascensão espiritual consiste em instalar os paradigmas aquarianos no qual predomina um espírito fraternal e solidário para vossos congêneres e demais formas de vida, e onde os interesses pessoais não existem. O serviço fraternal e desinteressado sem expectativas de nenhum tipo é a tônica dominante que direciona e fundamenta a vida das pessoas que vibram a este nível.

Todavia não haveis compreendido que tudo que pensais e sentis afeta a vossa sensibilidade e consciência espiritual. Vossas ações não correspondem aos paradigmas que a Hierarquia Cósmica já vos transmitiu. Existe uma incongruência entre o que decidis, fazeis e pensais, além disso, seguem alimentando a ilusão, como ferramenta que o vosso ego utiliza com freqüência. Mas as esferas de luz desejam ajudá-los, não deveis pensar que sem reunir os pré-requisitos necessários vais conseguir ascender. A magnanimidade está presente em nós e também as dispensas especiais, mas se não cumpris os pré-requisitos, a própria dinâmica evolutiva os impedirá de ascender. Se os falo nesses termos é para que sejam conscientes da importância do tema, e que sejais honestos e sinceros com vós mesmos e não caiais na ilusão e nem deixeis iludir-se por propostas espirituais que são mais inspiradoras, mas que não tem nada haver com a realidade. Uma vez mais vos digo que “A Obscuridade se Disfarça de Luz” para provar a vossa integridade espiritual, e os meios que a utilizam são diversos. Assim, estais alerta e perseverantes nos vossos desejos de melhorar e renovar plenamente aquelas estruturas de vossa evolução que são dissonantes e que lesionam e bloqueiam vossa sensibilidade espiritual.

Em continuação vou enumerar as chaves da ascensão espiritual, para os que realmente estejais interessados em formar parte do novo coletivo aquariano e colaborar com a implantação dos paradigmas de Aquário.

1º Chave: aprender a discernir a informação real da fraudulenta, mesmo que essa pareça linda, isso se detecta quando não estimula a transformação, a consciência e o assumir da responsabilidade.

2º Chave: compreender que deveis modificar vossos maus hábitos que afetam vosso corpo físico, emocional e psique. A dieta é um fator extremamente importante, porque o que ingeris tem uma freqüência vibratória energética que influenciará o vosso corpo energético e corpos inferiores. O consumo de carnes, pescados e outras substâncias tóxicas (álcool, tabaco, café, drogas, etc.) são muito nocivos para a vossa saúde e estimulam a agressividade.
Quando consomes estes alimentos e substâncias estais envolvidos na transgressão da lei cósmica da evolução por não respeitar a vida dos outros seres vivos que estão no vosso planeta a evoluir, que são seus irmãos menores que deveis amar e proteger. Se não compreendeis este conceito dificilmente podereis entender e integrar conceitos de índole superior. Há um amplo setor de operadores da luz que não são conscientes da importância de uma dieta livre de violência e de comer o mais puro e simples possível.

3º Chave: utilizar a metodologia adequada e diária para desenvolver a renovação interior e a expansão da consciência e sensibilidade espiritual. Não deveis ser preguiçosos e conformados com o mínimo de tempo possível. Em função do tempo que investes em vosso trabalho interior assim serão os resultados. Aqueles que mais compromisso pessoal e tempo dedicam são os que manifestam maiores níveis de crescimento pessoal. É importante que, com o tempo, incorporeis o “Fator Qualidade”, porque a inércia é o mais habitual quando se chega as praticas diária. Para isto é necessário que compreendais que o compromisso é com vós mesmos. Nem a hierarquia espiritual nem o Criador Infinito beneficiam-se, porque eles já estão vibrando na tessitura da luz infinita e primordial que emana de Deus e que o impregna e sustenta de amor, beleza e harmonia.

4º Chave: estar disposto a despojar daquilo que seja um lastre e obstáculo na vossa evolução e aceitar o que contribua para estimulá-la, sem que isso seja um incomodo e desagradável, porque faz parte da depuração e crescimento interior. As crises, os desafios, adoção e integração de suportes e paradigmas que estimulam vossa conexão com vós mesmos, e com Deus deve ser uma finalidade do vosso trabalho interior.

5º Chave: não se iludir. O alerta constante deve estar presente em vossa vida, porque o ego utiliza múltiplas estratégias para convencê-lo de que estais fazendo bem. Um dos sintomas da ilusão é quando não se produzem crises e convulsões internas, pensais que os padrões discordantes que mais desagradam e lesionam já estão resolvidos. Não se iludir é sinônimo de ser íntegros e sinceros e saber discernir se estais progredindo na direção adequada, e não compactuar com as zonas obscuras do vosso ego nem com aqueles ou aquilo que a estimula.

6º Chave: aprender a selecionar as pessoas com as quais relacionais. Nem todos os operadores de luz estão vibrando na luz, na afinação adequada, nem sua conduta, nem caráter são harmônicos. Se realmente desejais progredir espiritualmente deveis buscar aqueles que estão num nível de evolução superior, cuja conduta e caráter são virtuosos e um exemplo para os demais.

Sempre estão se auto-evoluindo e renovando, sem pactuar com o ego, nem com as dinâmicas fraudulentas, por muitas sugestivas e agradáveis que possam ser. Não existe neles dicotomia entre o que dizem, pensam ou fazem, porque estão alinhados e vibram em sintonia e sinergia com os paradigmas aquarianos. Não fazem concessões evolutivas de nenhum tipo e sempre estão dispostos a honrar e amar a verdade.

7º Chave: compreender que nem tudo o que é luminoso tem origem no divino, e que as forças da obscuridade vigiam, e que os imprudentes e desonestos são presas de seus estratagemas disfarçados de luz, harmonia e amor. Vossa perspectiva e integridade deve ser tal que saibais discernir entre a ficção e a realidade, a luz da obscuridade, apesar das aparências. Na atualidade, a polaridade negativa desenhou uma grande variedade de formatos para captar a atenção daqueles que carecem de visão e integridade espiritual. Assim, pois, permanecei alerta e sede muito sinceros e honestos, ferramentas vitais para que singreis com êxito a senda da ascensão espiritual.

8º Chave: desenvolver a humildade e simplicidade de propósito. Em vosso nível de evolução não sois imunes a vaidade, marca evolutiva que afeta a maioria dos operadores da luz. Deveis ser implacáveis e perseverantes para expulsar qualquer vestígio de soberba, porque é um vírus cancerígeno que produz disfunções dolorosas e destrutivas em vosso desenvolvimento espiritual. Só os tranqüilos e humildes podem captar a atenção do Criador Infinito ao compreender que são meros instrumentos e manifestações do seu poder criativo, desenhados para colaborar em sinergia e sintonia com o plano cósmico da evolução.

9º Chave: desvincular-se de tudo aquilo que promove exploração, especulação, manipulação humana e dos recursos energéticos do planeta. Quanto mais alinhados estais com os paradigmas aquarianos e com a vossa Presença Divina, mais simplificarás vossa vida e menos necessidades tereis. O consumismo infringe contra as leis da vida e da evolução, pois estão fundamentadas na exploração dos semelhantes, de outras formas de vida e de recursos energéticos do planeta. O consumismo conduz à especulação, da especulação à fraude e da fraude à violência e frustração que afetam vossos corpos inferiores e paralisam vossa sensibilidade espiritual. Por tanto é imperativo que abandones estas dinâmicas discordantes com a vida.

10º Chave: promover os respeito para com os processos dos demais e desenvolver uma atitude conciliadora, onde a colaboração fraternal e solidária sejam as bases da vossa interação com os seus semelhantes. Todos estais onde deveis estar, mas se instalais os códigos e os paradigmas da ascensão aquarianas produzir-se-á uma convergência e diálogo entre vós. As diferenças devem afastar-se quando a finalidade é comum, por isso, é imperativo que instaleis e ativeis os arquétipos da evolução aquariana para que o consenso, o respeito, o amor, a harmonia e a paz imperem na vossa vida no planeta Terra. Só assim podereis honrar a insígnia designada “Operadores da Luz” que transmite amor, paz e harmonia a todos aqueles que se relacionam com vós, e a luz divina resplandecerá e nutrirá vosso coração e Presença Divina.


Creditos: http://revolucaodosindigos.wordpress.com/

30/08/2011

História do perfume


Uma derivação do latim “per fumus” a palavra “perfume” significa “através do fumo”, numa clara alusão à arte de confeccionar aromas irresistíveis, uma arte que existe há milhares de anos. Ao longo da sua história, o perfume já desempenhou vários papéis: uma substância sagrada, terapêutica, uma forma de embelezamento do corpo e uma arma de sedução.




Perfume primitivo

Depois do homem ter descoberto o fogo, depressa aprendeu que a queima de algumas madeiras, resinas e ervas, libertavam aromas agradáveis e tudo o que era agradável os povos primitivos utilizavam para agradar aos deuses. Esta prática foi adoptada pelos Egípcios que, através de rituais específicos, queimavam substâncias aromáticas diferentes a horas distintas do dia. O papel do perfume nos rituais religiosos foi dominante até ao século XVI a.C. A partir dessa altura, ou seja entre os anos 1580 e 1085 a.C., os perfumes eram utilizados de duas maneiras: ou queimados na forma de incenso ou aplicados no corpo através de bálsamos e óleos perfumados com intuitos médicos, mas também cosméticos, aos quais as mulheres egípcias começaram a recorrer com frequência, utilizando-os como armas de sedução. Diz-se que Cleópatra era perita nesta arte, mas também na arte de confeccionar os seus próprios perfumes. Aliás, os egípcios começaram a utilizar os seus vastos conhecimentos na área para criar os óleos necessários para embalsamar os seus mortos, prática que dominaram como mais ninguém. Da sua contribuição para a história do perfume ficaram ainda alguns dos primeiros frascos de perfume em vidro.



Um aroma que ficou

As fragrâncias perfumadas seguiram depois para todo o mundo. Na Índia, e depois de uma utilização inicial estritamente religiosa, tornaram-se num dos maiores prazeres das mulheres indianas, que passavam horas a fio submersas em banhos perfumados ou a untarem o corpo com óleos divinais. Nessa altura, uma mulher que não estivesse perfumada, era uma mulher que não estava bem! Na China e no Japão, os perfumes não eram directamente aplicados no corpo, mas eram utilizados para pulverizar os kimonos ou usados num saquinho ao pescoço.



A Grécia faz história

Seguiu-se uma paragem na Grécia, onde o perfume viveu um dos primeiros de três marcos muito importantes da sua história. Os gregos aperfeiçoaram a técnica dos egípcios, ao juntarem óleos perfumados com flores, às especiarias, bálsamos e gomas.Na realidade, introduziram a técnica de maceração, que implicava a imersão de substâncias orgânicas (neste caso utilizavam principalmente rosas, lírios e violetas) em óleos quentes. Na Grécia, os heróis falecidos em combate eram homenageados com a queima de perfumes e Hipócrates utilizou-os na prática medicinal, no entanto, estes aromas continuaram a ser fonte de muitos prazeres.



Roma perfumada

Centro de todos os luxos e excessos, não é difícil de imaginar o sucesso do perfume aquando da sua chegada ao Império Romano. Desde pulverizar as solas das suas sandálias e as cabeças dos convidados de qualquer banquete, às soleiras das portas e as bandeiras militares para trazer sorte, a vida romana era afogada em perfumes inebriantes! Reza a história que quando Cleópatra deixava Marco António, ordenava que as velas do seu navio fossem embebidas em perfume, para que o vento deixasse um rasto para o seu amante. Acima de tudo, os romanos destacaram-se pela forma como desenvolveram e melhoraram a arte de confeccionar perfumes, nomeadamente as técnicas de maceração e de enfleurage (saturação de uma gordura através de pétalas perfumadas). No entanto, as invasões bárbaras, a queda do Império Romano e os tempos que se seguiram, depressa fizeram esquecer o sumptuoso perfume.



Um perfume das Arábias

Especialistas em especiarias e pós odoríferos, é aos árabes que se deve o segundo marco mais importante da história do perfume: a invenção do método de destilação e dos instrumentos utilizados para o fazer – a serpentina e o alambique. O que torna esta descoberta tão especial? A experimentação e posterior uso do álcool como base de todo o perfume, tal como o conhecemos hoje! Mas os árabes não ficaram por aí, inventaram ainda a técnica da purificação de gomas e resinas, com recurso a água de chuva destilada. Os perfumes teriam voltado, e desta vez, para ficar!



Idade Média e Renascimento: a consagração

O gosto europeu pelo perfume é inegável durante a Idade Média e o Renascimento onde, para além de ser utilizado em inúmeros tratamentos terapêuticos e medicinais (sem esquecer a utilização de alecrim nas fumigações contra a peste!), o perfume ganha um novo estatuto ao ser aplicado em colarinhos perfumados, rosários e “almofadas” aromáticas, estas últimas para trazer ao pescoço ou em forma de pulseira. A famosa “água de Hungria” – talvez o primeiro perfume pessoal – concebido em 1370 à base de rosa, hortelã, erva-cidreira, limão, alecrim e flor de laranjeira, liderou o mercado da perfumaria durante vários séculos.



Séculos XVI a XVIII

Os italianos, espanhóis e franceses encarregaram-se de divulgar esta preciosidade fragrante à restante Europa, o que veio mesmo a calhar, sendo que, nos séculos XVI e XVII os perfumes fortes substituíram, literalmente, a higiene pessoal! Nesta altura, estar “limpo” não era tomar banho e lavar o cabelo, mas sim perfumar todo o corpo (cabelo e hálito incluídos!) com pós, pomadas, óleos e águas aromáticas. Uma loucura total que passou para outros gestos do quotidiano onde tudo era perfumado: desde cartas e almofadas, a perucas, leques e objectos religiosos!



Com o lançamento das luvas perfumadas em França, no século XVII, os franceses tomaram-lhe o gosto e a indústria da perfumaria estabeleceu-se rapidamente, sendo Paris o seu quartel-general. Os produtores de perfumes ficaram ainda conhecidos por criarem venenos disfarçados como perfumes, um dos quais matou uma duquesa francesa que morreu depois de calçar um par de luvas “perfumadas”, que permitiu a infiltração do veneno na sua pele. A corte de Louis XV foi até baptizada de “corte perfumada”, devida à quantidade de perfume que era pulverizado nas roupas, leques e mobília do palácio.



O século XVIII trouxe perfumes mais doces e suaves, lançou grandes nomes da perfumaria mundial (Fargeon, Lubin, Houbigant…), introduziu a primeira água-de-colónia e uma variedade de frascos que apelavam tanto quanto os perfumes que continham. Nem a Revolução Francesa travou o gosto pela perfumaria, tendo existido, inclusive, o "Parfum a la Guillotine." As preferências de Napoleão (que gastava 60 frascos de jasmim todos os meses!) também se fizeram saber e como apenas tolerava a água-de-colónia, os perfumes masculinos e os femininos passaram a ser diferenciados. A sua esposa, Josefina, preferia as fragrâncias intensas, à base de almíscar, tanto até que sessenta anos após a sua morte, ainda se sentia o perfume no seu boudoir.



Século XIX, século aromático

Com a viragem de um novo século, também o mundo da perfumaria assistiu a muitas novidades! Às casas de perfume francesas, juntaram-se as inglesas, entre muitas outras, e utilizar perfumes desta ou daquela casa tornou-se um símbolo de estatuto. A alquimia – que até agora privilegiava o uso de substâncias naturais, animas e vegetais através de técnicas de enflourage, destilação e espremedura – deu lugar à química dos produtos odoríferos de síntese, o que abriu os horizontes da perfumaria, introduzindo uma combinação de aromas possíveis quase infinita! Foi este o terceiro marco histórico do perfume…que não obstante continuou a apelar a todos os sentidos, até ao olhar, com a crescente importância dos frascos e da apresentação visual do perfume. Depois do lançamento do famoso Chanel No. 5 em 1921, designers e estilistas de todo o mundo aperceberam-se do sucesso inigualável desta indústria e lançaram-se na busca do perfume perfeito… e encontraram-no!



Séculos XX e XXI, perfume indispensável

Hoje, a indústria dos perfumes continua de vento em polpa, com mais de 30 mil fragrâncias conceituadas no mercado. Assinado por um estilista, actor ou estrela rock, o perfume tornou-se um acessório indispensável para homem e para mulher, está acessível a qualquer pessoa e é uma das prendas mais oferecidas no mundo. É claro que muito mudou em termos de técnicas de produção, matérias-primas utilizadas, formas de apresentação e divulgação, mas uma coisa mantém-se: a aura de mistério e romance em torno de cada novo perfume lançado.

Creditos: Perfume Perfeito


22/08/2011

A doença como caminho



Este texto é uma indicação de leitura do livro "A Doença Como Caminho", de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke, que trata do conteúdo psicológico associado a vários tipos de doenças e incidentes, os quais, por não conseguirmos trabalhar (montar adequadamente em nossa psiquê), passam a fazer parte da nossa "sombra".


Esses traumas psicológicos não sendo percebidos conscientemente, acabam por se manifestar em nosso corpo físico, para que possamos vivenciá-los, para superar e integrar seus conseqüentes desafios e ensinamentos.

A nosografia é uma prática milenar que se constitui na descrição sistemática das doenças, que é exatamente do que trata o livro aqui indicado.

Focar a causa das doenças nos leva à questão de qual a memória/lembrança a ser resgatada pela pessoa (bem como do entendimento do porque da experiência de vida dolorosa pela qual está passando), de modo a tornar-se novamente uma manifestação da perfeição universal.

Aqui estão apenas algumas das doenças listadas e num resumo muito geral, contendo apenas a parte de questões levantadas em alguns capítulos, além de um texto na íntegra sobre "depressão", para servir como exemplo.

Infecção - um conflito que se materializou

Quem mostra predisposição a inflamações está tentando evitar conflitos.No caso de contrairmos uma doença infecciosa, devemos nos fazer as seguintes perguntas:

1 - Qual o conflito existente em minha vida que até agora eu não vejo?

2 - Que conflito estarei evitando?

3 - Que conflito tento fingir que não existe?

Para descobrir que conflito se trata, basta prestar atenção ao

simbolismo do órgão afetado ou da parte doente do corpo.

Alergia - uma agressividade que se materializou

A pessoa alérgica deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:

1 - Por que não suporto tomar consciência da minha agressividade, e a

transfiro para a manifestação corporal?

2 - Quais âmbitos da vida me inspiram tanto medo que procuro

evitá-los?

3 - Para que temas apontam os meus alérgenos?

4 - Até que ponto uso minha alergia para manipular o meio ambiente?

5 - Como encaro o amor, qual é a minha capacidade de amar?

Respiração - Assimilação da Vida

No caso de doenças que tenham relação com a respiração, a pessoa

doente deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:

1 - O que me faz sentir falta de ar?

2 - O que me recuso a aceitar?

3 - O que estou evitando dar?

4 - Com o que não desejo entrar em contato?

5 - Acaso terei medo de dar o passo para uma nova liberdade?

Asma

Perguntas que a pessoa asmática deve fazer a si mesma:

1 - Em que âmbitos da vida quero receber sem dar nada em troca?

2 - Consigo confessar conscientemente minhas agressões? Que

possibilidades disponho para expressá-las?

3 - Como lido com o conflito entre a vontade de dominar e a sensação

de inferioridade?

4 - Quais setores da vida valorizo e quais rejeito? Posso sentir

algo do medo que fundamenta meu sistema de valores?

5 - Quais setores da vida procuro evitar por considerá-los sujos,

baixos, ignóbeis?

Não se esqueça: Sempre que se sente uma limitação, ela de fato é medo!

O único modo de combater o medo é expandindo-se. A expansão ocorre se a pessoa deixar entrar aquilo que até agora rejeitou, ou seja pesquise, vá conhecer o que rejeita, e racionalizará as razões de seu medo!

Males Estomacais e Digestivos

No caso de males estomacais e digestivos devemos nos fazer as

seguintes perguntas:

1 - O que não posso ou não quero engolir?

2 - Algo está me moendo por dentro?

3 - Como lido com meus sentimentos?

4 - O que me deixa tão azedo?

5 - Como expresso a minha agressividade?

6 - Como fujo dos conflitos?

7 - Existe em mim, alguma saudade reprimida de um paraíso infantil,

livre de conflitos, em que eu só seja amado e cuidado, sem precisar me esforçar para nada?

Doenças Hepáticas

A pessoa que sofre do fígado deve fazer a si mesma as seguintes

perguntas:

1 - Em que âmbitos perdi a capacidade de fazer uma avaliação e uma

discriminação corretas?

2 - Onde é que não consigo mais decidir entre aquilo que posso

suportar e aquilo que é um "veneno" para mim?

3 - Em que sentido ando cometendo excessos? Até que ponto estou

voando alto demais" (ilusões de grandeza) e onde venho ultrapassando os

limites?

4 - Acaso me preocupo comigo mesmo e com o âmbito da minha religiosidade”, de minha religação com a fonte primordial? Ou o mundo da multiplicidade está impedindo minha percepção intuitiva? Os temas filosóficos ocupam uma parte muito pequena na minha vida?

5 - Confio nos outros?

Doenças dos Olhos

Quem tiver problemas com os olhos, ou seja, com a visão, deve em primeiro lugar abandonar por um dia seus óculos (e/ou lentes de contato) e viver conscientemente a situação honesta de vida criada pelo fato.

Depois desse dia, deve fazer um relatório honesto, descrevendo o modo como viu o mundo e as experiências que teve, o que pôde e o que não pôde fazer, no que foi impedido pela falta de visão, como lidou com o ambiente exterior etc. Um relatório como esse deve fornecer-lhe material suficiente para poder conhecer melhor sua personalidade, seu mundo e seu modo de ser.

Essencialmente, deve responder às seguintes perguntas:

1 - O que não desejo ver?

2 - Minha subjetividade tem impedido meu auto-conhecimento?

3 - Deixo de ver a mim mesmo nos acontecimentos?

4 - Uso a visão para obter uma percepção mais elevada?

5 - Tenho medo de ver os contornos rígidos (definidos) das coisas?

6 - Posso suportar, afinal, ver as coisas como elas são?

7 - Qual o âmbito de minha personalidade de que procuro desviar o olhar?

Doenças do Ouvido

Quem tem problemas com os ouvidos, ou seja, com o ato de ouvir, deve de preferência fazer a si mesmo as seguintes perguntas:

1 - Por que não estou disposto a prestar atenção ao que os outros

dizem?

2 - A quem ou a que não desejo obedecer?

3 - Há equilíbrio entre os dois pólos de minha personalidade, o

egocentrismo e a submissão?

Dores de Cabeça

Quem sofrer de dores de cabeça o tiver enxaquecas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:

1 - Com que estou "quebrando a minha cabeça"?

2 - O "em cima" e o "embaixo" estão num equilíbrio dinâmico dentro de mim?

3 - Estou me esforçando demais para subir? (cobiça)

4 - Sou um cabeçudo e tento derrubar os obstáculos com a cabeça?

5 - Tento substituir a ação pelo pensamento?

6 - Estarei sendo honesto no que se refere aos meus problemas sexuais?

7 - Por que transfiro o orgasmo para a cabeça?

Doenças de Pele

Quem teve afecções cutâneas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:

1 - Acaso estarei me isolando demais?

2 - Qual é a minha capacidade de estabelecer contatos?

3 - Por trás da minha atitude defensiva não haverá um desejo de intimidade?

4 - O que será que deseja atravessar os limites a fim de se tornar visível (sexualidade, desejo, paixão, agressividade, satisfação)?

5 - O que é que de fato está "coçando" dentro de mim?

6 - Acaso resolvi viver no ostracismo?

Doenças Renais

Quando temos alguma coisa nos rins devemos fazer a nós mesmos as seguintes perguntas:

1 - Quais problemas me afligem no âmbito conjugal?

2 - Acaso tenho tendência a estagnar na projeção e, desta forma, a

considerar os erros do meu parceiro como problemas que só dizem respeito a ele?

3 - Deixo de ver a mim mesmo no modo como o meu parceiro se comporta?

4 - Ando me apegando a velhos problemas e, deste modo, interrompendo o fluxo do meu próprio desenvolvimento?

5 - A que salto para o futuro meu cálculo renal está tentando me estimular?

Os males da Bexiga

Doenças na bexiga sugerem as seguintes perguntas:

1 - A quais âmbitos me apego, embora ultrapassados, e só à espera de

serem eliminados?

2 - Em que ponto me coloco sob pressão e a projeto para os outros

(exames, o chefe)?

3 - Que assuntos gastos devo abandonar?

4 - Por que choro?

Doenças Cardíacas

No caso de perturbações e doenças cardíacas devemos fazer as

seguintes perguntas:

1 - Há equilíbrio entre meu coração e minha cabeça, entre a

compreensão e o sentimento? Eles estão em harmonia?

2 - Dou espaço suficiente para meus próprios sentimentos, me atrevo a

demonstrá-los?

3 - Vivo e amo de todo coração ou apenas participo, sem grande

entusiasmo?

4 - Minha vida transcorre num ritmo animado ou a forço a dotar um

ritmo rígido?

5 - Ainda há combustível e explosivos suficientes em minha vida?

6 - Tenho escutado a voz de meu coração?

Distúrbios do Sono

A insônia deve servir de motivo para se fazer as seguintes perguntas:

1 - Até que ponto dependo do poder, do controle, do intelecto e da observação?

2 - Acaso posso me desapegar?

3 - Como desenvolvo minha capacidade de entrega e minha sensação de uma confiança básica?

4 - Acaso me preocupo com o lado sombrio da minha alma?

5 - Quão grande é o meu medo da morte? Já me reconciliei o suficiente com ela?

Uma necessidade exagerada de dormir suscita as seguintes questões:

1 - Ando fugindo da atividade, da responsabilidade, da conscientização?

2 - Vivo num mundo quimérico e tenho medo de acordar para a realidade da vida?

Lista das Correspondências Psíquicas dos Órgãos e Palavras-chave para as partes do Corpo

Bexiga - Pressão, desapego.

Boca - Disposição para receber.

Cabelos - Liberdade, poder.

Coração - Capacidade de amar, emoção.

Costas - Correção.

Dentes - Agressividade, vitalidade.

Estômago - Sensação, capacidade de absorção.

Fígado - Avaliação, filosofia, religiosidade.

Gengivas - Desconfiança.

Intestino delgado - Elaboração, análise.

Intestino grosso - Inconsciente ambição.

Joelhos - Humildade.

Mãos - Entendimento, capacidade de ação.

Membros - Movimentos, flexibilidade, atividade.

Músculos - Mobilidade, flexibilidade, atividade.

Nariz - Poder, orgulho, sexualidade.

Olhos - Discernimento.

Ouvidos - Obediência.

Órgãos genitais - Sexualidade.

Ossos - Firmeza, cumprimento das normas.

Pele - Delimitação, normas, contato, carinho.

Pênis - Poder.

Pés - Compreensão, firmeza, enraizamento, humildade.

Pescoço - Medo.

Pulmões - Contato, comunicação, liberdade.

Rins - Parceria, discernimento, eliminação.

Sangue - Força vital, vitalidade.

Unhas - Agressividade.

Vagina - Entrega.

Vesícula biliar - Agressividade.

A Depressão

Depressão é um termo geral para um quadro sintomático que vai de um mero sentimento de abatimento até uma perda real da motivação para viver, ou a assim chamada depressão endógena, que é acompanhada de apatia absoluta.

Ao lado da inibição total das atividades e de uma disposição abatida de ânimo, encontramos na depressão sobretudo um grande número de sintomas colaterais físicos, como cansaço, distúrbios do sono, falta de apetite, prisão de ventre, dores de cabeça, taquicardia, dores na coluna, descontrole menstrual nas mulheres e queda do nível corporal da energia.

A pessoa depressiva é atormentada pela sensação de culpa e vive se auto-repreendendo; está sempre ocupada em voltar às boas (fazer as pazes) com tudo. A palavra depressão deriva do verbo latino deprimo, que significa "subjugar" e "reprimir". A questão que surge de imediato se refere ao que a pessoa deprimida sente, se está sendo subjugada ou se está de fato reprimindo alguma coisa. Para responder à questão temos de considerar três âmbitos relativos ao assunto:

1 - Agressividade:

Num trecho anterior do livro dissemos que a agressividade que não é exteriorizada acaba por se transformar em dor física. Poderíamos completar essa constatação ao dizermos que a agressividade reprimida leva, no âmbito psíquico, à depressão. A agressividade cuja manifestação é impedida, bloqueada, volta-se para dentro de tal forma que o agressor acaba por tornar-se a vítima.

A agressividade reprimida acaba sendo responsável não só pela sensação de culpa, mas também pelos inúmeros sintomas que a acompanham, com seus vários tipos de sofrimento. Já dissemos, num momento anterior, que a agressividade é tão-somente uma forma específica de energia vital e de atividade.

Quando assim, aqueles que ansiosamente reprimem seus impulsos agressivos reprimem ao mesmo tempo toda sua energia e atividade.Embora a psiquiatria tente envolver as pessoas deprimidas em algum tipo de atividade, elas simplesmente acham isso uma ameaça.

De forma compulsiva, elas evitam tudo o que possa suscitar desaprovação e tentam ocultar seus impulsos destrutivos e agressivos, vivendo de maneira irrepreensível. A agressividade dirigida contra a própria pessoa chega ao auge no caso do suicídio. Tendências suicidas sempre são um alerta para que observemos a quem são dirigidas de fato as intenções assassinas.

2 - Responsabilidade:

À exceção do suicídio, a depressão sempre é, em última análise, um modo de evitar responsabilidades. Os que sofrem de depressão já não agem; meramente vegetam, estão mais mortos do que vivos. No entanto, apesar de sua contínua recusa em lidar de forma ativa com a vida, os depressivos são acusados pela responsabilidade que entra pela porta de trás, ou seja, por seus próprios sentimentos de culpa. O medo de assumir responsabilidades passa para o primeiro plano exatamente quando essas pessoas têm de entrar numa nova fase da vida, tornando-se bastante visível, por exemplo, na

depressão puerperal.

3 - Recolhimento - solidão - velhice - morte:

Estes quatro tópicos intimamente relacionados servem para resumir as áreas mais importantes dos três temas anteriores, mostrando quais são os nossos pressupostos básicos para refletir sobre eles. A depressão provoca o confronto dos pacientes com o pólo mortal da vida.

As pessoas que sofrem de depressão são privadas de tudo o que de fato está vivo, como o movimento, a mudança, o companheirismo e a comunicação. Em sua vida, é o pólo oposto que se manifesta, ou seja, a apatia, a rigidez, a solidão, os pensamentos voltados para a morte.

Na verdade, embora esse aspecto mortal da vida seja sentido com intensidade na depressão, ele nada mais é do que a própria sombra do paciente.

Nesse caso, o conflito está no fato de a pessoa deprimida ter tanto medo de viver como de morrer. A vida ativa traz consigo uma culpa e uma responsabilidade inevitáveis e esses são sentimentos que o deprimido faz questão de evitar. Aceitar responsabilidade é o mesmo que abandonar todas as projeções e aceitar a própria singularidade, ou o fato de estar só.

Personalidades depressivas, no entanto, têm medo de fazer isso e, portanto, precisam apegar-se aos outros. A separação que, por exemplo, a morte de pessoas íntimas lhes impõe, pode servir de estímulo para a depressão.

Os depressivos são, antes de mais nada, abandonados por conta própria e viver por conta própria, assumindo responsabilidades, é a última coisa que querem fazer.

Ter medo da morte é um outro fato que não lhes permite suportar a

condicionalidade da vida.

A depressão nos torna honestos: ela revela a nossa incapacidade tanto para viver como para morrer.

Segundo a psicóloga americana Lois todas as doenças que temos são criadas por nós. Ela afirma que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo. "Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão", diz a psicóloga.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos

perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Lois.

DOENÇAS / CAUSAS:

AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente em família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa
perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORROIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSONIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro
suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular

Preparando-se para o Silêncio

Um dos nossos verdadeiros presentes numa vida corrida é um longo período de silêncio, um momento em que intencionalmente voltamos nossa atenção para longe da pressa das conversas e compromissos,

imagens e mensagens, listas e obrigações, e silenciosamente nos sintonizamos com um espaço interior.

. Para alguns de nós, o silêncio imposto foi uma punição em nosso passado; por exemplo, um pai pode ter dito: "Cale-se e vá para o seu quarto". O silêncio do qual tratamos aqui é uma escolha.

Esse silêncio é uma oportunidade para a descoberta, para encontrarmos coisas novas e diferentes. A ausência de fala é bastante diferente quando escolhemos não falar.

. Silêncio não é falta de comunicação. Há uma linguagem sutil que nos conecta com os outros através dos olhos, com um sorriso, ou um gesto.

A fluência nessa linguagem sutil demanda nossa habilidade de observar os pequenos detalhes da vida.

Quando desenvolvemos nossa habilidade com essa linguagem sutil, descobrimos que somos menos dependentes dos instrumentos mecânicos que podem nos conectar, mas isso também pode fazer com que nos sintamos mais separados.

. Ao entrarmos num espaço interno de silêncio, estamos nos sintonizando com o espírito da natureza e abandonando a tendência de sermos críticos.

. O silêncio oferece a oportunidade para que eu identifique em mim mesmo as qualidades que possuem a capacidade de me transformar.

No silêncio, posso me conectar com a qualidade mais elevada do meu pensamento mais leve, mais claro.

. A ação nasce das sementes do pensamento. As ações são os frutos dessas sementes.

O que será que existe no solo onde escolho plantar as sementes dos meus pensamentos? Violência ou paz? Raiva ou amor?

Essas escolhas são transformadoras.

. O estado de consciência que atinjo no silêncio se conecta diretamente com a qualidade do meu entendimento.

Entender "no som" é um processo cognitivo, enquanto que entender "no silêncio" é mais sutil, resultando nas realizações que surgem de dentro.

Essas são experiências muito diferentes.

. No silêncio, descubro minhas qualidades inatas, as qualidades que são intrínsecas de quem sou.

Aqui no silêncio posso tocar em meu eu eterno e passo a confiar nessa essência mais profunda.

. A experiência do reconhecimento de minhas qualidades intrínsecas e singulares aumenta meu poder de receber.

No silêncio, toco em minha força interna e sinto confiança, fé, segurança, beleza, dignidade.

É a partir dessa base de força interna que minhas ações evoluem.

. No silêncio, posso escutar o chamado de Deus, o chamado da natureza, o chamado daqueles que precisam.

. O silêncio é um espaço interno de aprendizagem. Quando não entendo algo, continuo a me prender a isso.

Quando a aprendizagem acontece, posso me liberar e seguir adiante.


. No silêncio, descubro a verdade ao me conectar com meu eu verdadeiro. O silêncio aumenta minha capacidade de manter a fé internamente.

. O silêncio é uma oportunidade de descansar no colo de minha própria grandeza.


Lembre-se de cuidar de si com a atenção especial que você daria a qualquer grande alma.


. O silêncio é uma disciplina, não do fazer, mas do ser.

Usem esses pensamentos sobre o silêncio como uma bandeja de petiscos de entrada, pegando o que quiserem para sustentá-los ao entrarem num espaço de silêncio interior.

Por BK Mohini Panjabi - por Brahma Kumaris

O significado metafísico da dor de cabeça ou enxaqueca

Extrema assiduidade. Preocupações excessivas.

Pensamentos possessivos e congestão mental.
Trata-se de um distúrbio presente na humanidade desde os primórdios.
Atualmente, sabemos que se trata de uma doença incapacitante, que compromete o desempenho da pessoa nas atividades existenciais.
Até 1980, a dor de cabeça era considerada um distúrbio puramente vascular. Foi quando Moskowitz, concluiu que não era apenas uma reatividade vascular primária; ela depende de aumentos na excitação; neural, mediados principalmente pela serotonina (neurotransmissor), que ocorre isoladamente ou associada a outros processos neurológicos.
Segundo ele, a dor provoca a inflamação dos vasos sanguíneos, e não o inverso, como se acreditava.
Os desencadeadores mais comuns são: fome, sede, euforia, mania, depressão, tontura, lentidão de movimentos ou irritabilidade.
As dores de cabeça são classificadas como: cefaléias e enxaquecas.
As cefaléias são facilmente confundidas com as enxaquecas. Elas até podem existir simultaneamente, mas são processos distintos, com características específicas, tais como: o período de duração dos ataques (as cefaléias são de curta duração, enquanto as enxaquecas são mais prolongadas); e os diferentes comportamentos (durante um ataque de cefaléia, as pessoas não conseguem ficar paradas, já na enxaqueca querem ficar imóveis, e ficam propensas à hibernação.
Os ataques de cefaléia podem ocorrer em momentos específicos, com uma forte intensidade.
Dentre os sintomas destacam-se: pulsação na região frontal da cabeça, queda de uma das pálpebras, inchaço e vermelhidão na região dos olhos ou na face, lacrimejamento, escorrimento ou congestão nasal, suor excessivo, etc.
No tocante a enxaqueca, destacam-se as seguintes situações: surge gradativamente; pode sercompletamente reversivel; costuma iniciar na região frontal, estendendo-se até a coroa, na nuca ou, ainda, unilateralmente.
O sintoma também pode ser pulsátil; a intensidade da dor pode ser moderada ou mesmo com picos de dor, que se repetem após um intervalo de tempo, dificultando as atividades diárias; a dor de cabeça se agrava com atividades físicas e pode inclusive provocar vômitos.
No âmbito metafísico, a dor de cabeça é indício de preocupação excessiva com determinadas situações que assumem um carater perturbador. A pessoa fica pensando de maneira obsessiva em fatos que, muitas vezes, fogem ao seu controle; mas nem por isso consegue se desligar.
Ao contrário, a falta de controle sobre as ocorrências provoca instabilidade emocional, levando ao desespero. Não consegue chegar a um denominador comum. Perde-se nas conjecturas mentais desencadeadas pelas ocorrências que ficam impregnadas em sua mente, gerando desconforto, indignação e inconformismo.

Rumina mentalmente o ocorrido de maneira a não se desligar um só instante, causando uma espécie de congestão psíquica, que pode desencadear uma crise de dor de cabeça.

Portanto, pensar nas situações agradáveis ajuda as pessoas a se desligarem dos episódios ruins.

Uma atitude comum entre as pessoas que sofrem de cefaléia é a de serem dramáticas. O drama aumenta a intensidade dos fatos ruins e reforça a confusão interior, enfraquecendo o potencial realizador.
As pessoas que sofrem de cefaléia, geralmente comportam-se de maneira possessiva. Elas não sabem viver sem nenhum poder sobre as situações. É muito dificil para elas deixarem que os fatos simplesmente aconteçam, sem interferir nas ocorrências. Não permitem que nada escape ao seu controle, envolvem-se excessivamente com as questões exteriores, sobrecarregando-se de tarefas ou ficam com preocupações excessivas.

Querem dominar as situações para garantir que tudo se desenrole conforme previsto.

Buscam colaborar de alguma forma, tentam agradar os outros para se sentirem úteis,consequentemente, seguras. Estão frequentemente planejando estratégias mirabolantes para alcançar seus objetivos.
Incluem as pessoas nos seus planos, sem prévia consulta. Quando vão comunicá-las e não obtém boa aceitação, decepcionam-se. Elas não conseguem compreender que suas estratégias tem umafinalidade própria e na maioria das vezes não estão de acordo com os objetivos alheios.
Nas pessoas que sofrem de enxaquecas, quando vão participar de algo, gastam muita energia psíquica nas conjecturas e planejamento das suas ações. Não é praxe agirem no improviso. Gostam de ter tudo planejado e devidamente organizado para que nada dê errado.
Exageram na organização por não se sentirem à vontade e em condições de lidarem com o inesperado. As situações inusitadas são abominadas e causam certo pavor, provocando tensão e desconforto.
São o pessoas persistentes, que não se convencem facilmente. Gostam de entender a fundo uma situação. Não se contentam com pouca explicação, querem atingir o cerne da questão.
Pode-se dizer que não conseguem viver sem certa dose de preocupação. Quando nada acontece, procuram uma situação para se envolverem.

Não suportam as situações em aberto nem ficar aguardando solução futura. Esperar é algo que provoca desconforto e agitação interior, pois ficam imaginando tudo o que pode ou não acontecer. Não sabem viver diante de incerteza, pois elas instigam a sua imaginação, que geralmente permeia na negatividade, causando-lhes grande turbulência psíquica.

fonte:Metafísica da Saúde- Luiz Gasparetto e Valcapelli