05/04/2009

Ó Tu, Cujas provações são um remédio eficaz para aqueles próximos de Ti, Cuja espada é o desejo ardente de todos os que Te amam, Cujo dardo é aquilo a que mais aspiram os corações que por Ti anseiam, e Cujo decreto é a única esperança dos que reconheceram Tua verdade! Imploro-Te, por Tua doçura divina e pelos esplendores da glória do Teu Semblante, que faças descer sobre nós, de Teu retiro nas alturas, o que nos possa aproximar de Ti. Torna firmes, então, nossos pés em Tua Causa, ó meu Deus; esclarece Tu os nossos corações pelo fulgor dos Teus Nomes.

Oração para noite

Ó meu Deus, meu Mestre, Alvo de meu desejo! Este servo Teu quer dormir à sombra da Tua misericórdia e repousar sob o pálio da Tua graça, implorando o Teu cuidado e a Tua proteção. Suplico-Te, ó meu Senhor, pelos Teus olhos insones, guardes os meus olhos para que nada vejam senão a Ti. Fortalece-lhes, pois, a visão para que discirnam Teus sinais e contemplem o Horizonte da Tua Revelação. És Aquele ante as manifestações de Cuja supremacia tremeu a quintessência do poder. Nenhum outro Deus há senão Tu, o Onipotente, O que tudo domina, o Absoluto.

04/04/2009

Calendário cósmico


Imagine que toda a história do Universo pudesse ser comprimida em um único ano. Tudo. Desde o Big-Bang, o evento que criou a matéria, o espaço e o tempo, até o último instante, este que você vive enquanto percorre essas palavras.Foi exatamente isto que o astrônomo Carl Sagan imaginou logo no primeiro capítulo de seu livro "Os dragões do Éden" (1977). Até hoje esta é uma das formas mais didáticas de expressar a cronologia do Universo.
TREZE BILHÕES de anos em doze meses:é o Calendário Cósmico de Carl Sagan
O ano é a principal unidade de medida de tempo utilizada pelos humanos. Estudamos os feitos históricos de nossa espécie nos referindo a eles. Comemoramos com euforia cada começo de um novo ano, felicitamos as pessoas pelos seus aniversários.Toda a história registrada, contudo, precisa de unidades maiores, como a década, o século e o milênio. Porém, mesmo os milênios os quais possuímos registros históricos são precedidos por períodos de tempos excepcionalmente maiores, sobre os quais pouco sabemos.Milhões de anos se passaram na Terra antes da espécie humana aparecer. Bilhões de anos desde o primeiro raio de Sol; desde que a primeira estrela do Universo começou a brilhar. Assim mesmo somos capazes de localizar no tempo alguns acontecimentos desse passado remoto.A datação radioativa e a análise de camadas estratificadas das rochas permitem obter dados sobre a vida, as alterações geológicas e até mesmo mudanças climáticas do passado. A astrofísica fornece diversas informações confiáveis a respeito dos estágios evolutivos das estrelas, suas idades, a formação da galáxia e, inclusive, uma boa estimativa do tempo transcorrido desde o Big Bang, o evento mais remoto do qual temos algum registro.
Do Big Bang ao último segundo
NO CALENDÁRIO CÓSMICO, O BIG BANG ACONTECE PRECISAMENTE À ZERO HORA do dia primeiro de janeiro, e cada bilhão de anos no Universo corresponde a cerca de 24 dias. Um único segundo representa quase quinhentas voltas em torno do Sol.
Neste calendário estão assinalados os principais eventos atualmente disponíveis da história do cosmos, como a época da formação da nossa galáxia, do Sistema Solar, do surgimento dos primeiros organismos vivos na Terra e o despertar do ser humano.É claro que existem imperfeições. Pode-se descobrir, por exemplo, que as plantas colonizaram a Terra antes do que os cientistas calcularam (e portanto num dia diferente do nosso calendário).Além disso, devido à extrema compressão do tempo a que nos submetemos nessa escala, todos os eventos de nossa história escrita ficam comprimidos literalmente nos últimos instantes do dia 31 de dezembro e é quase impossível registrá-los integralmente.Mas isso não importa. O Calendário Cósmico nos lembra que além de muito pequenos perante o Universo, ocupamos também um instante de tempo insignificante em sua existência. Acima de tudo, que o nosso destino – e o de toda a vida na Terra – dependerá a partir de agora da sensibilidade humana e de nosso valioso conhecimento científico.

O evento Tunguska


Tudo aconteceu há 100 anos. O amanhecer daquele dia de verão nas margens do rio Podkamennaya Tunguska, na Sibéria, parecia igual a qualquer outro. Os primeiros raios de Sol aqueciam brandamente a floresta boreal, com seus pinheiros silvestres e charcos úmidos, quando o céu explodiu e a terra sentiu sua fúria.Por volta das 7:15 da manhã daquele 30 de junho de 1908 uma onda de choque quase mil vezes mais forte que a bomba de Hiroshima devastou 80 milhões de árvores em mais de 2.000 km² de floresta. Renas, ursos, lobos, raposas e milhares de outros animais tombaram junto com a vegetação, que até hoje não se recompôs inteiramente.
“O céu se partiu em dois. Uma bola de fogo penetrou na floresta. De onde o fogo se alastrava vinha um forte calor. Então o céu se fechou e um estampido surdo se espalhou, e eu fui arremessado a alguns metros de distância”. Depoimento de uma testemunha ocular a 65 km da explosão.

Céu incandescenteA explosão de Tunguska foi o maior impacto que a Terra sofreu em toda a história do homem civilizado. Eventos parecidos, mesmo em épocas mais remotas, permaneceram desconhecidos até o advento dos satélites artificiais.Ainda que o epicentro estivesse despovoado, pessoas em centenas de lugares da Ásia e Europa testemunharam o ocorrido. Os relatos eram extraordinários. Fortes ondas de calor, ventanias intensas, estrondos pavorosos e tremores de terra foram reportados. Muitos viram uma bola de fogo e sua cauda esfumaçada se precipitando no horizonte.O céu noturno ficou incandescente por semanas, tal a quantidade de poeira jogada na estratosfera com a explosão. Em Londres, a mais de 10.000 km, era possível ler um jornal à noite, somente com essa luz. Do outro lado do oceano, o observatório norte-americano Smithsonian registrou uma diminuição na transparência atmosférica que durou meses.

Hipótese espetacularO que aconteceu? É claro que houve muita curiosidade tanto de leigos quanto cientistas. Mas a primeira expedição a examinar a região partiu com mais de uma década de atraso, em 1921. Na ocasião, o geólogo soviético Leonid Kulik não conseguiu alcançar o local exato, e deduziu que o evento foi devido a queda de um grande meteorito.

O ISOLAMENTO E O CAOS político da Rússia no início do século XX foram causas do atraso das expedições para a região do rio Tunguska.
Essa hipótese acabou persuadindo o governo soviético a financiar outra expedição em 1927, atraído pela possibilidade de encontrar um meteorito ferroso, de valor comercial. Mas nenhuma cratera foi encontrada; muito menos um meteorito. Outras expedições confirmaram essa ausência.Calculou-se que a magnitude da explosão ficou entre 10 e 15 milhões de toneladas dinamite. Mas o objeto que a causou não tocou o solo, espatifando-se em pleno ar, a cerca de 8 km de altura.Até hoje o evento semelhante mais intenso aconteceu em 1930 sobre o rio Coruça, no Amazonas, tendo atingido no máximo a energia de um milhão de toneladas de dinamite.Afastada a suposição de um meteorito, mas levando em conta os relatos da bola de fogo, surgiu uma hipótese ainda mais espetacular – e mais provável: em 1908, um pedaço de cometa se chocou com a Terra.
Uma foto recente (em cores) ainda mostra vestígios notáveis da devastação. Em preto e branco imagens obtidas durante as expedições da década de 1920, mais de 20 anos depois da explosão de Tunguska.
Cometa ou asteróideUm cometa é formado principalmente de gelo. Gelo de água e um pouco de metano e amônia. Chocando-se com a atmosfera terrestre um fragmento cometário não muito grande se volatilizaria antes de tocar o solo, e assim mesmo seria capaz de produzir uma bola de fogo radiante e uma poderosa onda de choque e calor, que arrasaria a superfície sem deixar uma cratera de impacto.Os únicos vestígios no solo seriam micro-diamantes e pequenas esferas de vidro (sílica), com alta concentração de irídio e níquel, o que comprovaria a origem extraterrestre. Expedições enviadas a Tunguska a partir de 1950 encontraram precisamente esses indícios.Bem mais recentemente, em 2007, Mark Boslough e seu grupo do Sandia National Laboratories utilizou pela primeira vez supercomputadores para simular em três dimensões o evento Tunguska. A estratégia resultou num quadro inteiramente novo. E assustador.Antes, supunha-se que um pedaço de cometa do tamanho de um campo de futebol, pesando um milhão de toneladas e movendo-se a 108.000 km/h teria causado da explosão. Porém, as simulações sugerem que um pequeno asteróide teria o mesmo efeito.
SUPERCOMPUTADORES e novas expedições tratam de entender o misterioso evento Tunguska.
Veja outras animações disponíveis
O bólido seria cada vez mais comprimido pela crescente resistência da atmosfera terrestre (animação acima), até o ponto em que explodiria no ar, produzindo um violentíssimo fluxo de gás aquecido que continuaria o caminho até o chão. As estimativas agora situam entre 3 e 5 milhões de toneladas dinamite a energia suficiente para causar a onda de choque de Tunguska.
CONCEPÇÕES ALTERNATIVAS
NAVE ALIENÍGENA Em 1946, o engenheiro e escritor de ficção científica Alexander P. Kazantsev propôs que a explosão de Tunguska teria sido causada por uma nave alienígena com propulsão nuclear. Em pouco tempo sua idéia se tornou tão popular que passou de ficção à teoria, ganhando adeptos até hoje – mesmo que jamais tenham sido encontrados vestígios materiais ou radioatividade no local. ANTIMATÉRIA E se um pedaço de antimatéria vindo do espaço fosse a causa do evento? Matéria e antimatéria se aniquilam mutuamente, com grande liberação de energia. No entanto, essa hipótese não leva em consideração os detritos minerais encontrados no local. Além disso, não há evidências de pedaços de antimatéria vagando em nossa vizinhança. Se existissem, produziriam constantemente raios gama; mas as emissões detectadas provêm de outras fontes. MINI BURACO NEGRO Em 1973, os físicos Albert A. Jackson e Michael P. Ryan propuseram que a explosão em Tunguska teria sido provocada pela passagem de um pequeno buraco negro pela Terra. A hipótese falha porque não existe um evento similar de “saída”, como seria esperado, nem foi detectado nenhum tipo de distúrbio no manto terrestre. BOMBA-H NATURAL E se um cometa com uma concentração anômala de deutério (água “pesada”) desencadeasse uma explosão nuclear ao penetrar em nossa atmosfera? O problema é que isso é inconsistente com o nosso conhecimento sobre os cometas, além de não prover as condições de pressão e temperatura necessárias para uma ignição nuclear.
O ESTUDO DO EVENTO TUNGUSKA é essencial porque colisões no passado já provocaram efeitos importantes na evolução da Terra. Veja imagens de satélite da zona de impacto no
Google Earth usando as coordenadas 60 54' 59,98''N 101 56' 59,98''E.
Perspectiva sombriaO estudo do laboratório Sandia melhora nossa imagem sobre o mecanismo da explosão, mas também faz um alerta. O número de asteróides potencialmente perigosos é muito maior que o de cometas. Seja o que for, a possibilidade de acontecer de novo exige a elaboração de uma boa estratégia de defesa.Devido a rotação da Terra, se a colisão de Tunguska tivesse ocorrido cerca de 4 horas e meia mais tarde, a cidade de São Petersburgo, antiga capital do império russo, teria sido varrida do mapa para sempre.Há 100 anos a população mundial ainda beirava 1½ bilhão de habitantes. Hoje somos quase 7 bilhões, ocupando muito mais espaço, principalmente nas áreas costeiras. O potencial destrutivo de um novo Tunguska é incalculavelmente maior. Não importa que ocorra sobre o mar. E a pergunta não é se vai acontecer de novo, mas quando.

Meus Sonhos

A noite passada tive um sonho estranho...
Foi confuso e um pouco vago...
Um amigo distante estava nele...
Achei estranho porque não pensava nele há muito tempo...
Mas ele estava lá...
Como eu gostaria de que meus sonhos me contassem a verdade, a verdade que há por de trás desse véu que não me deixa ver...
Como eu queria saber o que fazer agora...para onde ir...quem ajudar...
E encontrar alguém que me ajude também...
Por que sempre me sinto só...
Por que não me encontro?

CAMINHOS


Emmanuel

"Procurando guardar a unidade do espírito pelo vinculo da paz." - Paulo. (Efésios, 4:3.)
A frente de teus olhos, mil caminhos se descerram, cada vez que te lembras de fixar a vanguarda distante.
São milhões de sendas que marginam a tua.
Não olvides a estrada que te é própria e avança, destemeroso.
Estimarias, talvez, que todas as rotas se subordinassem à tua e reportas-te à união, como se os demais viajores da vida devessem gravitar ao redor de teus passos...
Une-te aos outros, sem exigir que os outros se unam a ti.
Procura o que seja útil e belo, santo e sublime e segue adiante...
A nascente busca o regato, o regato procura o rio e o rio liga-se ao mar.
Não nos esqueçamos de que a unidade espiritual é serviço básico a paz.
Observas o irmão que se devota às crianças?
Reparas o companheiro que se dispôs a ajudar aos doentes?
Identificas o cuidado daquele que se fez o amigo dos velhos e dos jovens?
Assinalas o esforço de quem se consagrou ao aprimoramento do solo ou à educação dos animais?
Aprecias o serviço daquele que se converteu em doutrinador na extensão do bem?
Honra a cada um deles, com o teu gesto de compreensão e serenidade, convencido de que só pelas raizes do entendimento pode sustentar-se a árvore da união fraterna, que todos ambicionamos robusta e farta.
Não admitas que os outros estejam enxergando a vida através de teus olhos.
A evolução é escada infinita. Cada qual abrange a paisagem de acordo com o degrau em que se coloca.
Aproxima-te de cada servidor do bem, oferecendo-lhe o melhor que puderes, e ele te responderá com a sua melhor parte.
A guerra é sempre o fruto venenoso da violência.
A contenda estéril é resultado da imposição.
A união fraternal é o sonho sublime da alma humana, entretanto, não se realizará sem que nos respeitemos uns aos outros, cultivando a harmonia, à face do ambiente que fomos chamados a servir. Somente alcançaremos semelhante realização "procurando guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz".

Do livro "Fonte Viva", 5 edição, FEB, paginas 113, 114,
psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Reformador - nº 1795 – outubro – 1978

Venho, Pai, me reverenciar diante da luz que me abraça. Venho, Mestre, me colocar a disposição de amor e de paz para que minhas horas de percurso diário possam me abastecer e eu possa me dilatar em Tua direção. Venho, no íntimo de mim mesmo, pedir-te a proteção e o esclarecimento em tarefas que me permitam dilatar a minha esperança na reconstrução de minha alma e na do mundo que me acolhe. Venho, Pai, agradecer pelo alimento deste dia, pela paz da minha alma, pelos indultos que me concedes.Permita, Pai, que eu possa realizar as tarefas pretendidas e que dentro das minhas possibilidades esteja o meu crescimento como criatura infinita.Ampara-me, Pai, em minhas dificuldades. Lança-me a âncora da esperança para que eu possa querer continuar e buscar o meu fortalecimento íntimo na luta presente. Que este dia possa revelar a mim em determinação de Sua excelsa vontade. Que eu possa ser o amigo, o irmão e levar a paz, a compreensão e a esperança aos sofredores e aqueles que Te esqueceram. Que meus passos me conduzam a plena complementação de minha alma. Que eu consiga me fazer humilde e caridoso diante de mim mesmo e das almas que me envolvem. Que acima de tudo, Pai, que eu possa ser sempre um filho Teu e Te buscar naqueles que colocastes à prova. Que a luta diária seja o meu alimento espiritual trazendo-me a freqüências ideais de ser eterno. Ajuda-me a vencer a mim mesmo, a atenuar a minha culpa, a acolher a todos com amor, a empreender mais esta caminhada entendendo que tudo que me abastece é por Ti tocado e que dentro de mim possa se consubstanciar a união pretendida. Ampara-me, Pai, e que eu chegue a noite e possa novamente ter este diálogo amigo e confortador. Que meus passos cumpram, exatamente o percurso pedido por mim e em cada momento de minha caminhada eu jamais me esqueça que estás a me amparar e proteger.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?
A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor. Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)Conclusão:Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."


Equipe Novo Tempo

01/04/2009

Setenta vezes Sete

Estamos iniciando a sétima era astrológica da época do Holoceno, que se iniciou há 10000 anos a.C. e foi dividida em 12 eras, cada uma com duração de 2000 anos: Leão (10000 a 8000), Câncer (até 6000), Gêmeos (até 4000), Touro (até 2000), Áries (até o ano 0), Peixes (até 2000 d.C.) e Aquário (até 4000). A infante mentalidade aquariana traz, como marco importante na história do pensamento, o paradigma holístico, que vem triunfando sobre o dualismo cartesiano, dominante nos últimos séculos. Não chega a ser inédita a perspectiva de uma interdependência dinâmica entre o micro e o macro, a qual, a meu ver, é a essência da episteme contemporânea. Esta premissa já se encontrava presente em todas as teogonias da antigüidade, entre os egípcios, gregos, hebreus, hindus, assírios e outros.Desde Pitágoras, em 529 a.C., o número era considerado a força que mantém a permanência eterna do cosmo pois, segundo ele, tudo que existe é regido pelo número. Balzac, 20 séculos depois, afirmava que tudo existe exclusivamente pelo movimento e pelo número, sendo que o movimento é, de qualquer forma, o número atuando. Para Pitágoras, todas as coisas eram números e qualquer número é uma divindade em si mesmo e na sua interação com os demais. Divindade ou não, o que eu sei é que o número vem exercendo, há milênios, um fascínio quase místico sobre nossa estimada lógica racional. Deixando à parte toda logorréia “new age” que elege chique e famoso o sujeito que altera sua identidade, acrescentando ou subtraindo letras ao nome, por uma pretensa influência maléfica da somatória numerológica – coisa que me deixa nauseada, afinal a evocação simbólica do número não deveria ser reduzida a esta concretude limítrofe – considero extremamente estimulante a exploração do universo mágico do número.Dedico-me, nesse artigo, a um em especial que considero mitológica, mística e simbolicamente o mais transcendente: o sete. Tal número é notável pelo poder profundo de ressonância analógica e pelas inúmeras correspondências encontradas nos textos antigos que alicerçaram toda a nossa teologia.O número sete é citado na Bíblia dezenas de vezes, assim como no Alcorão – livro sagrado dos muçulmanos – no Mânava-dharma Çastra – livro sagrado brâmane das leis indianas e no Talmude – livro sagrado dos judeus. Está presente nos textos da alquimia, nos princípios do hermetismo e até na cultura indígena, como referência à “sétima raça dos duas pernas”, que corresponderia à humanidade na era de Aquário.Sua origem vem da polarização da unidade, mais precisamente da dubla polarização, já que a primeira gera o 3. A luz branca (símbolo da unidade), ao atravessar o prisma (representando a tríade) se decompõe nas sete cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Cores estas que correspondem, respectivamente, às vibrações dos 7 chakras: básico, esplênico, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário. Sete é a soma do ternário (céu), com o quartenário (terra), resultando na totalidade do universo criado. Deus precisou de sete dias para criar o mundo (gn 2.1-3), e o próprio nome de Deus, segundo os gnósticos, seria composto por sete letras: IEHOUAH – Jehovah. Sete são os principais mensageiros da luz espiritual neste planeta: Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Lao-Tse, Confúncio e Jesus Cristo.No gênesis encontramos a referência à morte de Caim que seria vingada sete vezes. Jesus, ao revolucionar a lei mosaica do olho por olho, dente por dente, assegura que, ao irmão, deveríamos perdoar não apenas sete, mas setentas vezes sete vezes. Sete foram os demônios expulsos de Maria Madalena. Sete são os pecados capitais, a saber, a gula, a vaidade, a cobiça, a ira, a preguiça, a luxúria e a mentira. No apocalipse, a vitória do Senhor e do Cristo seria após o soar da sétima trombeta do sétimo anjo. Sete dias é a duração de cada um dos ciclos lunares, totalizando 28 dias, equivalentes ao ciclo hormonal feminino. A clássica dança dos sete véus parece aludir ao aspecto lunar do feminino: o segredo oculto atrás de um véu, que recobre outro véu e assim sucessivamente, sendo que a revelação, assim como a lua, reflete luz indireta. A propósito, nada mais deliciosamente feminino que colecionar uns segredinhos a sete chaves, não acham?Na mandala astrológica a sétima casa é regida por libra, o signo da balança, representante da arte da diplomacia e do equilíbrio nos relacionamentos. Traduz a busca do belo, da perfeição, da boa convivência e do amor, sendo o mais elegante dos signos do zodíaco. A figura correspondente na mitologia grega é a rainha Afrodite, a deusa do amor, também conhecida como Vênus, nome dado pelos romanos. A posição de Vênus em seu mapa astrológico irá traduzir a área em que você busca a medida precisa e sutil de equilíbrio entre os pólos.Na cabala – palavra que originalmente era composta por sete letras: Kabalah – o sete corresponde a sefirot Netzach, cuja virtude simboliza o amor, a natureza e o triunfo do iniciado, ao fim de sua busca. Também no Tarot o sete está associado à vitória, é a carta do guerreiro em seu carro, dominando dois cavalos, um negro e um branco, cada um apontando para direções opostas. É o triunfo da consciência, dominando os pólos antagônicos e a impetuosidade das emoções. É o homem tomando as rédeas de sua trajetória, rumo à realização pessoal.As analogias se estendem ao infinito, poderíamos ficar o resto do dia “deslizando” pela cadeia dos significados associados. Sete são as maravilhas do mundo, os dias da semana, as notas musicais, os orifícios do rosto humano e por aí vai... Por essas e outras, escolhi o sete como meu número de sorte, escolha também o seu e aventure-se pela deliciosa viagem através das correspondências simbólicas. E que as bênçãos dos sete céus caiam sobre nós em abundância!

Face Oculta da Humanidade

No fundo do oceano existe um baú que guarda o segredo almejado desde a aurora dos tempos por gênios, sábios, alquimistas e conquistadores. Eu conheci esse baú num estranho ritual revelado a poucos."

Raul Seixas, em A Pedra do Gênesis.

Religião e Ocultismo.

A História da Religião sempre foi envolta em Mistérios Ocultos. A palavra ocultismo vem de Oculto ou ciência das coisas ocultas, como Magia, Espiritismo, Xamanismo, Bruxaria, poderes paranormais, mediunidade etc. As ciências Ocultas ou ocultismo hoje em dia, se define como: Estudos de textos antigos, nestes textos, encontra-se, entre suas linhas, uma ciência mais avançada ou oculta por detrás das palavras. Podemos identificar ou encontrar nos textos de ocultismo três formas de escritas:1 – Literal – Quando o texto exprime diretamente o seu significado2 – Simbólica – São utilizados símbolos que são parecidos ou possuem alguma relação com o verdadeiro significado que se quer transmitir.3 – Cifrada – Quando as palavras se encontram em código, para que apenas aqueles que tenham as chaves de sua decifração, consigam entender o que esta escrito.Estes tipos de escritas eram muito utilizadas pelas Sociedades Secretas. As Sociedades Secretas, tiveram diversas origens, propósitos e muitas razões para ser tornarem secretas. Muitas destas Escolas afirmam em possuir práticas e conhecimento de textos de uma época muito antiga. Acreditavam que existiu uma grande civilização muito adiantada em nosso passado e estes textos seriam fragmentos de um conhecimento superior.Mas a palavra Oculto não sé se refere a conhecimentos de textos antigos ou de Escolas ou Sociedade Secretas.A Religião de uma forma geral sempre foi envolta em mistérios, não importa qual seja a Religião. A Religião sempre desperta nos olhos e no coração de quem encontra seu caminho a Paz e retira o Véu da escuridão, dissipando o Caos.Em busca de Deus, o maior mistério do Oculto, as religiões atraem cada vez mais adeptos em busca de soluções de problemas e conforto da alma, buscam respostas como: para onde vou quando morrer, quem sou, de onde eu vim, espíritos existem?, porque nada da certo em minha vida? e ai vai, são milhares e milhares de questionamentos.Desde a mais remota antiguidade, ou seja, desde o surgimento da humanidade a religião e o mundo oculto sempre andaram lado a lado. A história nos mostra que povos aborígenes ou Xamãs, possuíam e utilizavam poderes Ocultos (O Termo Xamanismo, também hoje em dia é utilizado para definir determinadas práticas espirituais e ritos religiosos, proto-históricos, e primitivos.) Estas práticas tem em comum o culto a Natureza, e estão divididos em diversas modalidades tais como: Xamanismo dos aborígenes (índios) siberiano. Xamãs de tribos indígenas de todas as Américas. Os adeptos do Druidísmo, da Bruxaria Tradicional e dos Cultos a Grande Mãe Natureza. Estas civilizações povoaram toda Europa. Ainda temos as práticas dos povos Aborígines da Índia como o Povo Drávida ou Tântrico que tiveram seu apogeu em torno de 10000 anos antes da era cristã. Dentre muitos outros povos aborígene da antigüidade.A crença em uma força criadora e na imortalidade era um ponto em comum destas antigas culturas. Me refíro ao homem que viveu na terra a mais de 10000 anos antes de nossa era. Pessoas especiais com um conhecimento superior, tinham poderes sobrenaturais, de conversar com os espíritos da natureza, com seus antepassados, tinham o conhecimento de ervas, chás cuidavam da saúde das tribos e dos rebanhos, para muitos estes seres humanos especiais tinham poderes ocultos, dádivas dadas pelo Criador, Criadora, e por seus antepassados. Estes povos primitivos e aborígenes ficaram conhecidos hoje em dia, por um termo genérico, os Xamãs, este termo foi adotado pela antropologia "xamã" porque as primeiras pesquisas que foram realizadas em torno do xamanismo se deram a partir do povo Tungu, natural da Sibéria. Estes povos e estes dados, são o elo da ciência moderna e o homem primitivo, a origem das Religiões chamadas Tradicionais (Islamismo, Induismo, Judaica, Jesuíta etc. etc).Os homens primitivos tinham em comum crenças e um sistema de religião muito parecido porém suas práticas e ritos eram diferentes. Acreditavam em uma força criadora com bi-polaridade ou Dupla, Macho e Fêmea, Positivo, negativo, Deusa Mãe, Deus Pai, Deus Sol, Deusa Lua, Mãe Terra. Outro traço interessante na religião primitiva e o Culto ao Antepassado, o homem da antiguidade acreditava que os seus ancestrais podiam se comunicar com os vivos, os sacerdotes e sacerdotisas eram treinados para este fim, foram chamados de Xamã, Bruxas, Bruxos, Magos, Gurus etc..Desde a mais remota antiguidade o Xamanismo é uma prática espiritual, médica e filosófica. Hoje médicos, advogados, donas de casa, psicólogos, espiritualistas, místicos, estudantes, executivos, e pessoas das mais variadas crenças estão estudando e aplicando o xamanismo. Esta religião e prática, esta sendo considerada como a Word Religião, a religião única de nosso globo na antiguidade.Muitas destas praticas antigas tiveram por muito tempo que se tornar secretas, pois o advento da santa inquisição proibia tais práticas, perseguindo os devotos ou iniciados de poderem praticar sua milenar arte, caso esta determinação não fosse cumprida, o possuído pelo DEMONIO era punido com a morte, este advento se chamou Santa Inquisição. “(Santa)”.A Inquisição é tema que não se esgota. Instituída em 1232 pelo papa Gregório IX ela vigorou até 1859, quando o papado extinguiu definitivamente o Tribunal do Santo Ofício. Portanto, funcionou durante longos seis séculos. Devido a esta complexidade é que se optou por explorar o campo do confisco dos bens dentro do Tribunal do Santo Ofício, instituição que tão bem utilizou-se do poder para manter-se viva no seio da sociedade durante um longo período histórico. A Inquisição em Portugal foi instituída em 1536, nos moldes medievais sob a liderança do poder régio.A igreja naquela época destruiu basicamente boa parte das culturas dos Xamãs das civilizações ocidentais: Inglaterra, França, Irlanda, Portugal, Espanha, Grécia, dentre muitos outros paises europeus. O nosso Pais não escapou dos devaneios dos fanáticos religiosos da Igreja Católica Apostólica Romana a inquisição esteve aqui até bem tarde na história. Prova deste fato podemos comprovar no tráfico negreiro. O domínio do negro pela força, foi um grande absurdo Histórico, um ato nada humano diga-se de passagem. A Coroa de Portugal, assim que chegaram os primeiros negros em terras Brasileiras, criou uma lei que, no seu primeiro artigo, determina que, todos os negros deveriam ser batizados na religião Católica e se acaso o batismo não fosse realizado em um prazo de cinco anos, as peças como eram chamados os escravos, como se fossem objetos de uso pessoal, deveriam ser vendidas e o valor seria revertido a Coroa. Havia a tese que a África era uma terra de maldições, esta tese foi defendida por vários teólogos cristãos. Em vários Sermões o Padre Antônio Vieira (XI e XXVII), afirma que a África é o inferno onde Deus se digna a retirar os condenados, pelo purgatório da escravidão nas Américas, para finalmente alcançarem o paraíso, o mesmo padre em sermão ao comentar o texto de São Paulo I Cor 12, 13, disse entendo de que os africanos, sendo batizados antes do embarque da África para a América, deviam agradecer a Deus por terem escapado da terra natal, onde viviam como pagãos entregues ao poder do Diabo.Estes não foram os únicos fatos históricos a servo da inquisição, Culturas e filosofias foram sufocadas, em todo o território de nosso globo aonde a Santa Igreja detinha o poder, na Europa muitos bruxos e sacerdotes foram eliminados. Na historia das Américas também são repletas destes fatos.Após a perda do poder da Religião e a ascensão da política e a supremacia do Estado, esta historia começou a mudar.No passado, guerras pelo poder, as civilizações conquistadoras assimilavam e adaptavam a cultura sagrada dos povos vencidos, a cultura e crenças dos povos vencidos, acabava por manter-se viva, mesmo que de forma totalmente adaptada, e sagrada. No presente, vemos um novo fenômeno: A humanidade esta resgatando esse antigo sagrado, das ciências, filosofias e religiões ocultas envoltas nas brumas de nosso passado.O homem possui a sede do saber ou o espírito gnóstico ou do conhecimento. Surge também novos termos como Holismo ou visão Holística, a palavra Holo significa o todo, as pessoas que possuem uma visão holísticas visam, unir a Ciência, Filosofia e a Religião, corpo, mente e espírito andam juntos, a necessidade do homem moderno agora também se volta para busca do encontro com o caminho espiritual.Milhares de anos de história e o Oculto ainda é fonte inspiradora de muitos seres humanos. Pessoas especiais e com talentos naturais para a prática e o estudo do oculto, estão hoje em dia tentando resgatar a verdadeira história das religiões e práticas antigas. Nosso Pais hoje com mais de 500 anos de História, também monta sua história religiosa, somos um pais de colonização Luso, Africana, estas culturas se misturam com a cultura indígena aqui já existentes. Com o comércio internacional e a chamada globalização, recebemos influências de culturas de toda a parte do mundo.Apesar de muitos religiosos acharem que o termo Oculto, e coisa do Demônio, a base de todas as religiões e nos ligar com uma força oculta ou não conhecida, e através do transe que todos os ritos religiosos porpocionam e que entramos em contanto com a Religião que significa Religar ou nos conectar com o Criador e forças espirituais existentes.Este transe que a religião proporciona já era muito conhecido e comum nas religiões primitivas, o transe pode ser mais intenso ou menos intenso dependendo da corrente religiosa que a pessoa pertence. As religiões de abordagem Xamãs, há dentro de suas práticas um transe muito profundo que coloca o praticante em contato com seus ancestrais e esprítitos da natureza ou Deuses. Hoje em dia ouve-se falar muito em mediunidade, incorporação, terceira visão, mas são fenômenos naturais que remontam a história da religião e da humanidade. Este fenômeno natural não é patrimônio de nenhuma prática ou arte religiosa e sim um fenômeno natural, um mecanismo genético, espiritual e corporal. Hoje em dia muitos religiosos de várias correntes utilizam estes dons naturais para poder ajudar seu clero ou seu fiéis, apenas não assumem que este dom pode ser chamado de mediunidade, transe ou coisa parecida, eles apenas falam que é revelação de Deus ou do espírito santo, se hoje em dia houve-se a Inquisição, Padres, Pastores dentre outros, estariam junto aos Ocultistas, Espíritas, Bruxos, Xamãs, Pais de Santo etc. etc. na fila da grande fogueira.O preconceito religioso e racial afasta a humanidade do caminho do bem, nosso planeta esta doente, nossos rios e florestas estão sendo destruídos, os cientistas já nos alertam sobre a camada de ozônio e o lento derretimento das geleiras, o mar pode no futuro aumentar seu nível.Cada um tem sua morada e consciência espiritual, não há religião melhor do que a outra, todas elas possuem: pobres, doentes, ricos, pessoas sem caráter ou com caráter, alias as religiões não brigam entre si, e sim os religiosos.As culturas, filosofias e religiões antigas de abordagem xamanica ou não estão cativando cada vez mais simpatizantes e adeptos, preocupados com a origem e preservação das culturas, filosofias e a religiões antigas, a preservação da natureza também é um ponto comum destes grupos. Algumas destas culturas primitivas são vivas ate hoje, os povos indígenas ou de origem aborígene de todo o nosso globo, fazem questão de manter e preservar suas tradições. Pessoas com grande sensibilidade e grande espiritualidade estão, aprendendo com nossos amigos índios os nossos verdadeiros ancestrais. Os Xamãs (sacerdote, curandeiro, conselheiro) índios ensinam a sua arte ao homem branco. No Brasil as praticas Xamãs exercem influência em outras manifestações religiosas e culturais, como Pajelança, Catimbo, Umbanda, da Mama África o Culto aos Orixás, que ficou sendo muito conhecido no Brasil como Candomblé de Nação (Ketu, Jeje, Angola etc.), da Europa vieram os Bruxos e as Bruxas da tradição Ibero-Celta, vieram da região de Galiza, Portugal, Itália, etc., estas tradições são chamadas tradição Oral, os seus conhecimentos são transmitidos oralmente, de pai para filho de mestre para discípulo. As escolas Secretas umas existentes a séculos, também se esforçam para preservar a História e Mistérios da antiguidade.

Alberto Junior.

A História Oculta Da Raça Humana

Em 1979, pesquisadores em Laetoli, Tanzania, em um sítio da África Oriental descobriram pegadas em depósitos de cinza vulcânica com idade superior a 3,6 milhões de anos. Mary Leakey e outros disseram que as pegadas eram indistingüíveis das humanas atuais. Para estes cientistas, isso apenas significa que os ancestrais do homem de 3,6 milhões de anos atrás tinham pés incrivelmente modernos.
Mas, de acordo com outros cientistas, como o antropólogo físico R.H. Tuttle da Universidade de Chicago, ossos fósseis dos australopithecos conhecidos de 3,6 milhões de anos atrás demonstram que eles tinham pés que eram claramente próximos dos pés de um macaco. Assim, são incompatíveis com as pegadas de Laetoli. Em um artigo da edição de março de 1990 da revista 'Natural History', Tuttle confessou que "estamos frente a um mistério". Parece admissível, portanto, considerar a possibilidade que nem Tuttle nem Leakey mencionaram - que criaturas com corpos humanos anatomicamente modernos, que combinassem com seus pés humanos anatomicamente modernos, existiram há 3,6 milhões de anos atrás na África Oriental. Talvez, como sugerido na ilustração da página oposta, eles coexistiram com criaturas simiescas. Intrigante como possa parecer essa possibilidade arqueológica, as idéias atuais sobre a evolução humana a proíbem.
Pessoas sensatas irão alertar para a consideração da existência de humanos anatomicamente modernos há milhões de anos com base, simplesmente, nas pegadas de Laetoli. Mas há mais evidências. Durante as últimas décadas, cientistas na África descobriram ossos fósseis que parecem consideravelmente humanos. Em 1965, Bryan Patterson e W. W. Howells acharam um úmero (osso do braço) surpreendentemente moderno em Kanapoi, Kenya. Os cientistas avaliaram sua idade em 4 milhões de anos.
Henry M. McHenry e Robert S. Corruccini, da Universidade da Califórnia, disseram que o úmero de Kanapoi era "dificilmente distingüível do osso de um Homo sapiens atual". Similarmente, Richard Leakey disse que o fêmur ER 1481 do Lago Tukana, Kenya, achado em 1972, era indistingüível do de um humano moderno. Os cientistas normalmente associam o fêmur ER 1481, que tem cerca de 2 milhões de anos, ao pré-humano Homo habilis. Mas, desde que o ER 1481 foi achado isoladamente, não se pode descartar a possibilidade de que o resto do esqueleto fosse, também, anatomicamente moderno. De forma interessante, em 1913 o cientista alemão Hans Reck descobriu, em Olduvai Gorge, Tanzania, um esqueleto humano completo, anatomicamente moderno, em um estrato de mais de um milhão de anos, gerando décadas de controvérsias. Aqui, novamente, alguns nos alertarão para que não exagerarmos o valor de alguns poucos e controversos exemplos em contraste com a grande quantidade de evidências não controversas demonstrando que os humanos atuais evoluíram de criaturas simiescas bastante recentemente - por volta de 100.000 anos para cá, na África, e na visão de alguns, em outras partes do mundo também. Mas acontece que não esgotamos nossas fontes com as pegadas de Laetoli, o úmero de Kanapoi e o fêmur ER 1481. Pelos últimos oito anos, Richard Thompson e eu, com a assistência de nosso pesquisador Stephen Bernath, acumulamos um extenso corpo de evidências que desafia as teorias atuais sobre a evolução humana. Algumas dessas evidências, como as pegadas de Laetoli, são bem recentes. Mas boa parte delas foi registrada por cientistas no século dezenove e começo do século vinte. E, como você pode ver, nossa discussão sobre essas evidências podem constituir um livro muito grande.
Sem mesmo olhar para esse antigo conjunto de evidências, alguns assumirão que deve haver algo errado com ele - que foi convenientemente descartado há muito pelos cientistas, por razões muito boas. Richard e eu checamos bem essa possibilidade. Concluímos, no entanto, que a qualidade dessas evidências controversas não é melhor ou pior que as supostamente não controversas, usualmente citadas em favor das atuais teorias sobre a evolução humana.
Mas "Arqueologia Proibida" é mais do que um bem documentado catálogo de fatos não usuais. É, também, uma crítica sociológica, filosófica e histórica ao método científico, da forma como é aplicado à questão das origens da humanidade. Não somos sociólogos, mas nossa abordagem é similar à praticada pelos adeptos da sociologia do conhecimento científico (SSK), como Steve Woolgar, Trevor Pinch, Michael Mulkay, Harry Collins, Bruno Latour, and Michael Lynch.
Cada um desses estudiosos tem uma perspectiva única da SSK, mas todos provavelmente concordariam com o seguinte enunciado programático. As conclusões dos cientistas não correspondem de forma idêntica aos estados e processos de uma realidade objetiva natural. Ao invés, tais conclusões refletem os reais processos sociais dos cientistas, mais do que o que acontece na natureza/meio ambiente.
A abordagem crítica que fazemos em "Arqueologia Proibida" também assemelha-se à usada pelos filósofos da ciência, como Paul Feyerabend, que afirma que a ciência alcançou uma posição por demais privilegiada no campo intelectual, e por historiadores da ciência, como J. S. Rudwick, que explorou em detalhes a natureza da controvérsia científica. Como Rudwick, em "A Grande Contovérsia Devoniana", usamos a narrativa para apresentarmos nosso material, que engloba não uma mas muitas controvérsias - controvérsias há muito resolvidas, não resolvidas ainda e em formação. Para isso foram feitas muitas citações de fontes primárias e secundárias, e fornecidas descrições detalhadas das reviravoltas dos complexos debates paleoantropológicos. Para os que trabalham com disciplinas relacionadas com as origens da humanidade e antigüidade, "Arqueologia Proibida" provê um bem documentado compêndio de relatórios livres das muitas referências atuais, não facilmente conseguido de outra forma.
Um dos últimos autores a discutir o tipo de relatório achado em "Arqueologia Proibida" foi Marcellin Boule. Em seu livro "Fossil Men" (1957), Boule traz uma conclusão decididamente negativa. Mas, ao examinar os relatórios originais, percebemos que o ceticismo de Boule não é justificado. Em "Arqueologia Proibida", fornecemos material oriundo de fontes primárias que irão permitir aos leitores atuais formarem suas próprias opiniões sobre as evidências que Boule desacreditou. Também introduzimos vários casos que Boule deixou de mencionar.
Das evidências que colhemos, concluímos, algumas vezes em linguagem desprovida do experimentalismo ritual, que as hipóteses atualmente dominantes sobre as origens do homem necessitam de uma drástica revisão. Também concluímos que um processo de filtragem de conhecimentos deixou os estudiosos com uma coleção de fatos radicalmente prejudicada e incompleta.
Antecipamos que muitos estudiosos acharão em "Arqueologia Proibida" um convite a discursos produtivos sobre (1) a natureza e tratamento das evidências no campo das origens do homem e (2) as conclusões que podem ser mais logicamente alcançadas a partir de tais evidências.
No primeiro capítulo da Parte I, pesquisamos a história e o atual estado em que se encontram as idéias sobre a evolução do homem. Também discutimos alguns dos princípios epistemológicos que usamos em nosso estudo nesse campo. Principalmente, estamos interessados em duplo padrão no tratamento das evidências. Identificamos dois principais corpos de evidências. O primeiro é um conjunto controverso (A), que demonstra a existência de humanos anatomicamente modernos no 'não muito confortável' passado distante. O segundo é um conjunto de evidências (B) que pode ser interpretado como comportando as atuais visões dominantes de que o homem evoluiu bem recentemente, de 100.000 anos para cá, na África, e talvez em outros lugares.Também identificamos padrões empregados na avaliação das evidências paleoantropológicas. Depois de um estudo detalhado, descobrimos que se estes padrões forem aplicados igualmente para A e B, então devemos aceitar a ambos ou rejeitar a ambos. Se aceitarmos tanto A quanto B, então temos evidências colocando humanos anatomicamente modernos vivendo há milhões de anos atrás, coexistindo com humanóides simiescos. Se rejeitarmos a ambos, eliminamos a possibilidade de usarmos a base fática disponível para formularmos qualquer hipótese sobre as origens do homem e a antiguidade. Historicamente, um significativo número de cientistas profissionais já aceitou as evidências do grupo A. Mas um grupo mais influente, que aplicou padrões mais rígidos a A do que a B, estabeleceu a rejeição de A e a preservação de B como dominante. Esse uso de padrões diferenciados para a aceitação ou rejeição de evidências constitui um filtro de conhecimentos que obscurece a verdade sobre a evolução humana. No corpo da Parte I (Capítulos 2-6), checamos a vasta quantidade de evidências controversas que contradiz as idéias correntes sobre a evolução do homem. Narramos em detalhes como elas foram sistematicamente suprimidas, ignoradas ou esquecidas, mesmo sendo qualitativamente (e quantitativamente) equivalentes às atualmente aceitas. Quando falamos em supressão de evidências, não nos referimos a cientistas conspiradores levando a cabo um plano satânico para enganar o público.
Ao contrário, falamos sobre a existência de um processo sociológico de filtragem de conhecimento que aparenta ser bem inócuo mas que tem, em verdade, um substancial efeito cumulativo. Certas categorias de evidências simplesmente desapareceram, em nossa opinião injustificadamente.
O Capítulo 2 trata de ossos anormalmente antigos e conchas que exibem marcas e sinais de ruptura intencional. Até hoje, cientistas consideram tais ossos e conchas como uma importante categoria de evidências, e muitos sítios arqueológicos foram estabelecidos com base apenas nesse tipo de achado. Nas décadas posteriores à apresentação da teoria de Darwin, numerosos cientistas descobriram ossos animais quebrados ou com incisões, e conchas sugerindo que humanos que usavam ferramentas ou precursores dos humanos existiram no Pliosceno (2-5 milhões de anos atrás), no Miosceno (5-25 milhões de anos atrás), e até antes. Ao analisar os ossos e conchas, os descobridores cuidadosamente consideraram e estabeleceram explicações alternativas - como a ação de animais ou pressão geológica - antes de concluir que os humanos eram os responsáveis. Em alguns casos, ferramentas de pedra foram achadas juntamente com os ossos e conchas. Um exemplo particularmente impressionante nesta categoria é um concha exibindo uma rude, porém reconhecível, face humana esculpida em sua superfície externa. Registrada pelo ologista H. Stopes à Associação Britânica para o Avanço da Ciência em 1881, essa concha, de uma formação rochosa do Pliosceno, na Inglaterra, tem mais de 2 milhões de anos.
De acordo com os padrões aceitos, humanos capazes de tal nível de artifício não chegaram à Europa antes de 30.000 ou 40.000 antos atrás. Além disso, eles nem mesmo surgiram em seu berço, a África, antes de 100.000 anos atrás. Em relação às evidências do tipo reportado por Stopes, Armand de Quatrefages escreveu em seu livro "Hommes Fossiles et Hommes Sauvages" (1884): "As objeções feitas à existência do homem no Pliosceno e Miosceno parecem ser habitualmente mais relacionadas a considerações teóricas do que à observação direta".
As mais rudimentares ferramentas de pedra, as eoliths ("as pedras da aurora") são o assunto do Capítulo 3. Esses instrumentos achados em contextos geológicos inesperadamente antigos, inspiraram prolongados debates no final do século dezenove e começo do século vinte.
Para alguns, as eoliths não eram sempre facilmente reconhecíveis como ferramentas. As eoliths não tinham forma simétrica. Ao contrário, a borda de uma lasca de pedra natural era quebrada para fazê-la servir para uma determinada tarefa, como raspar, cortar ou talhar. Freqüentemente a ponta ostentava sinais do uso. Os críticos disseram que as eoliths resultaram de eventos naturais, como o rolar no fundo de rios. Mas os defensores da outra tese ofereceram contra-argumentos convincentes no sentido de que as forças naturais não poderiam causar o gasto similar ao conseguido na pedra lascada - unidirecional em apenas um lado da pedra. No final do século dezenove, Benjamin Harrison, um arqueologista amador, descobriu eoliths no Platô de Kent, no sudeste da Inglaterra. Evidências geológicas sugerem que as eoliths foram produzidas em meados ou no final do Ploisceno, por volta de 2 a 4 milhões de anos atrás. Entre os que apoiavam a tese decorrente da descoberta de Harrison estavam Alfred Russell Wallace, co-fundador com Darwin da teoria da evolução pela seleção natural; Sir John Prestwich, um dos mais eminentes geologistas ingleses; e Ray E. Lankester, um diretor do Museu Britânico (História Natural). Embora Harrison tenha descoberto a maior parte de suas eoliths em depósitos superficiais de cascalho do Pliosceno, ele também descobriu muitas em níveis mais abaixo, durante uma escavação financiada e dirigida pela Associação Britânica para o Avanço da Ciência. Além das eoliths, Harrison achou, em vários lugares no Platô de Kent, ferramentas de pedra mais avançadas (paleoliths) de antigüidade plioscênica similar.
No começo do século vinte, J. Reid Moir, um membro do Instituto Real de Antropologia e presidente da Sociedade de Pré-História da Anglia Oriental, descobriu eoliths (e ferramentas de pedra mais avançadas) na formação inglesa de Red Crag. As ferramentas tinham por volta de 2 a 2,5 milhões de anos. Algumas das ferramentas de Moir foram achadas nos leitos de detritos de Red Crag e poderiam ter entre 2,5 e 5,5 milhões de anos.
Os achados de Moir ganharam o apoio de um dos maiores críticos das eoliths, Henri Breuil, então considerado como uma das mais proeminentes autoridades em ferramentas de pedra antigas.
Outro patrocinador foi o paleontologista Henry Fairfield Osborn, do Museu Americano de História Natural de Nova Iorque. E, em 1923, uma comissão internacional de cientistas viajou até a Inglaterra para investigar as principais descobertas de Moir e as consideraram genuínas. Mas, em 1939, A. S. Barnes publicou um artigo de muita influência, no qual analisava as eoliths descobertas por Moir e outras em termos do ângulo de quebra observado. Barnes afirmava que seu método podia distinguir entre o processo de lascar feito por humanos do produzido por forças naturais. Desde então, os cientistas têm usado o método de Barnes para negar a manufatura por homens de outras ferramentas de pedra. Mas, em anos recentes, autoridades em ferramentas de pedra, como George F. Carter, Leland W. Patterson e A. L. Bryan têm contestado a metodologia de Barnes e sua aplicação. Isso sugere a necessidade de reexame das eoliths européias. Significativamente, ferramentas de pedra muito antigas, da África, como aquelas dos níveis mais baixos de Olduvai Gorge, aparentam serem idênticas às eoliths européias rejeitadas. Ainda assim, são aceitas pela comunidade científica sem questionamentos. Isso se dá, provavelmente, porque elas se encaixam e ajudam a apoiar a teoria da evolução do homem atualmente aceita.
Mas outras manufaturas eolíticas de antigüidade inesperada continuam a encontrar forte oposição. Por exemplo, na década de 1950, Louis Leakey descobriu ferramentas de pedra de mais de 200.000 anos em Calico, nos sul da Califórnia. De acordo com a visão padrão, os humanos não penetraram nas regiões subárticas do Novo Mundo antes de aproximadamente 12.000 anos atrás. Os cientistas acabaram por responder à descoberta de Calico, previsivelmente, afirmando que, ou eram produto das forças naturais, ou não tinham realmente 200.000 anos. Mas há razões suficientes para se concluir que as descobertas de Calico são artefatos de produção genuinamente humana. Embora a maior parte das ferramentas fossem rudes, algumas, inclusive uma em forma de bico, eram mais avançadas.
No Capítulo 4, discutimos uma categoria de implementos que chamamos de paleoliths rudes. No caso das eoliths, a parte lascada localiza-se perfeitamente na borda trabalhada de um pedaço de pedra naturalmente quebrada. Mas os fabricantes dos paleoliths rudes deliberadamente golpearam as rochas, lascando, então, os pedaços até alcançar formas reconhecíveis como ferramentas. Em alguns casos, rochas inteiras foram lascadas até formarem ferramentas. Como vimos, as paleoliths brutas são encontradas juntamente com as eoliths. Mas, nos sítios discutidos no Capítulo 4, as paleoliths são dominantes no conjunto. Na categoria das paleoliths brutas, incluímos ferramentas do Miosceno (5 a 25 milhões de anos) achadas no final do século dezenove por Carlos Ribeiro, chefe do Instituto de Pesquisa Geológica de Portugal. Em uma conferência internacional de arqueologistas e antropologistas, em Portugal, um comitê de cientistas investigou um dos sítios onde Ribeiro havia achado as ferramentas. Um dos cientistas achou um peça de pedra mais avançada que os melhores espécimes de Ribeiro. Comparável às peças aceitas como do final do Pleistoceno, do tipo Mousterian, estava firmemente encravada em conglomerado do Miosceno, em circunstâncias tais que confirmavam sua antigüidade mioscênica. Paleoliths brutas também foram achadas em formações mioscênicas em Thenay, França. S. Laing, um escritor de ciências inglês, escreveu: "Em seu conjunto, a evidência desses implementos do Miosceno parece ser bastante conclusiva, e as objeções parecem não se situarem de outra forma a não ser como simples relutância em admitir a grande antigüidade do homem".
O texto prossegue enumerando evidências da manipulação, por parte do establishment, das convicções dos homens acerca de sua própria história.
O pensamento livre, a dignidade do ser humano, a verdade, enfim, se expressou através dos signatários da DECLARAÇÃO DE VENEZA. DECLARAÇÃO DE VENEZA Comunicado final do Colóquio "A Ciência Diante das Fronteiras do Conhecimento" Veneza, 7 de março de 1986.Os participantes do colóquio "A Ciência Diante das Fronteiras do Conhecimento", organizado pela UNESCO, com a colaboração da Fundação Giorgio Cini (Veneza, 3-7 de março de 1986), animados pôr um espírito de abertura e de questionamento dos valores de nosso tempo, ficaram de acordo sobre os seguintes pontos:
1. Somos testemunhas de uma revolução muito importante no domínio da ciência, provocada pela ciência fundamental (em particular a física e a biologia), devido a transformação que ela traz à lógica, à epistemologia e também, através das aplicações tecnológicas, à vida de todos os dias. Mas, constatamos, ao mesmo tempo, a existência de uma importante defasagem entre a nova visão do mundo que emerge do estudo dos sistemas naturais e os valores que ainda predominam na filosofia, nas ciências do homem e na vida da sociedade moderna. Pois estes valores baseiam-se em grande parte no determinismo mecanicista, no positivismo ou no niilismo. Sentimos esta defasagem como fortemente nociva e portadora de grandes ameaças de destruição de nossa espécie.
2. O conhecimento científico, devido a seu próprio movimento interno, chegou aos limites onde pode começar o diálogo com outras formas de conhecimento. Neste sentido, reconhecendo os diferenças fundamentais entre a ciência e a tradição, constatamos não sua oposição mas sua complementaridade. O encontro inesperado e enriquecedor entre a ciência e as diferentes tradições do mundo permite pensar no aparecimento de uma nova visão da humanidade, até mesmo num novo racionalismo, que poderia levar a uma nova perspectiva metafísica.
3. Recusando qualquer projeto globalizante, qualquer sistema fechado de pensamento, qualquer nova utopia, reconhecemos ao mesmo tempo a urgência de uma procura verdadeiramente transdisciplinar, de uma troca dinâmica entre as ciências "exatas", as ciências "humanas", a arte e a tradição. Pode-se dizer que este enfoque transdisciplinar está inscrito em nosso próprio cérebro, pela interação dinâmica entre seus dois hemisférios. O estudo conjunto da natureza e do imaginário, do universo e do homem, poderia assim nos aproximar mais do real e nos permitir enfrentar melhor os diferentes desafios de nossa época.
4. O ensino convencional da ciência, por uma apresentação linear dos conhecimentos, dissimula a ruptura entre a ciência contemporânea e as visões anteriores do mundo. Reconhecemos a urgência da busca de novos métodos de educação que levem em conta os avanços da ciência, que agora se harmonizam com as grandes tradições culturais, cuja preservação e estudo aprofundado parecem fundamentais. A UNESCO seria a organização apropriada para promover tais idéias.
5. Os desafios de nossa época: o desafio da autodestruição de nossa espécie, o desafio da informática, o desafio da genética, etc., mostram de uma maneira nova a responsabilidade social dos cientistas no que diz respeito à iniciativa e à aplicação da pesquisa. Se os cientistas não podem decidir sobre a aplicação da pesquisa, se não podem decidir sobre a aplicação de suas próprias descobertas, eles não devem assistir passivamente à aplicação cega destas descobertas. Em nossa opinião, a amplidão dos desafios contemporâneos exige, por um lado, a informação rigorosa e permanente da opinião pública e, por outro lado, a criação de organismos de orientação e até de decisão de natureza pluri e transdisciplinar.
6. Expressamos a esperança que a UNESCO dê prosseguimento a esta iniciativa, estimulando uma reflexão dirigida para a universalidade e a transdisciplinaridade. Agradecemos a UNESCO que tomou a iniciativa de organizar este encontro, de acordo com sua vocação de universalidade. Agradecemos também a Fundação Giorgio Cini por ter oferecido este local privilegiado para a realização deste fórum.Signatários:
Professor D.A. Akyeampong (Gana), físico-matemático, Universidade de Gana.Professor Ubiratan D'Ambrosio (Brasil), matemático, coordenador geral dos Institutos, Universidade Estadual de Campinas. Professor René Berger (Suiça), professor honorário, Universidade de Lausanne. Professor Nicolo Dallaporta (Itália), professor honorário da Escola Internacional dos Altos Estudos em Trieste. Professor Jean Dausset (França), Prêmio Nobel de Fisiologia e de Medicina (1980), Presidente do Movimento Universal da Responsabilidade Científica (MURS França). Senhora Maîtraye Devi (Índia), poeta-escritora. Professor Gilbert Durand (França), filósofo, fundador do Centro de pesquisa sobre o imaginário. Dr. Santiago Genovès (México), pesquisador no Instituto de pesquisa antropológica, Acadêmico titutlar da Academia nacional de medicina. Dr. Susantha Goonatilake (Sri Lanka), pesquisador, antropologia cultural. Prof. Avishai Margalit (Israel), filósofo, Universidade hebráica de Jerusalém.Prof. Yujiro Nakamura (Japão), filósofo-escritor, professor na Universidade de Meiji. Dr. Basarab Nicolescu (França), físico, C.N.R.S. Prof. David Ottoson (Suécia), Presidente do Comitê Nobel pela fisiologia ou medicina, Professor e Diretor, Departamento de Fisiologia, Instituto Karolinska. Sr. Michel Random (França), filósofo, escritor. Sr. Facques G. Richardson (França- Estados Unidos), escritor científico. Prof. Abdus Salam (Paquistão), Prêmio Nobel de Física (1979), Diretor do Centro internacional de física teórica, Trieste, Itália, representado pelo Dr. L.K. Shayo (Nigéria), professor de matemáticas. Dr. Rupert Sheldrake (Reino Unido), Ph.D. em bioquímica, Universidade de Cambridge. Prof. Henry Stapp (Estados Unidos da América), físico, Laboratório Lawrence Berkeley, Universidade da Califórnia Berkeley. Dr. David Suzuki (Canadá), geneticista, Universidade de British Columbia